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WhatsApp aciona empresas do ‘caixa 2 de Bolsonaro’ para cessar campanha anti-PT

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WhatsApp notificou empresas envolvidas no suposto caso de 'caixa dois de Bolsonaro'
WhatsApp/Divulgação

WhatsApp notificou empresas envolvidas no suposto caso de ‘caixa dois de Bolsonaro’

O WhatsApp acionou extrajudicialmente as empresas Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market para que elas interrompam o envio automático de mensagens a eleitores. A informação é do jornal Folha de S.Paulo
, segundo o qual essas quatro empresas foram  contratadas por grupos de apoiadores do candidato Jair Bolsonaro
(PSL) para disseminar campanha contra o PT – caso batizado nas redes sociais como o ‘caixa dois de Bolsonaro’.

Reportagem publicada pelo jornal nessa quinta-feira (18) revela que empresários simpáticos à candidatura de Bolsonaro pagaram até R$ 12 milhões em cada contrato para pôr em prática o disparo de ataques contra o PT no WhatsApp. O suposto caso de ‘ caixa dois de Bolsonaro
‘ levou a coligação que apoia o candidato Fernando Haddad (PT) a entrar com  pedido de investigação junto ao Tribunal Superior Eleitoral
(TSE).

A notificação do WhatsApp, anunciada nesta sexta-feira (19), determina que as quatro empresas contratadas interrompam o envio de mensagens em massa e o uso de números de celulares obtidos na internet. As agências, segundo a Folha
, compraram bancos de dados com informações de usuários, segmentados por perfil e região, o que é ilegal. Essas informações permitiam que as empresas disparassem conteúdos ‘personalizados’ para difamar o PT e o candidato Fernando Haddad.

Além da notificação, a empresa responsável pelo principal aplicativo de trocas de mensagens atual também anunciou a suspensão das contas das agências contratadas para realizar a campanha anti-PT.

Os advogados da coligação de Haddad
, que congrega PT, PCdoB e Pros, alegam ao TSE que as práticas irregulares configuram três crimes: doação de pessoa jurídica, utilização de perfis falsos para propaganda eleitoral e compra irregular de cadastros de usuários.

“Salta aos olhos a postura completamente suspeita da candidatura de Bolsonaro que, ao invés de buscar qualquer espécie de impedimento da disseminação destas mentiras e boatos, principalmente junto ao WhatsApp
, vai a público reclamar dos limites impostos pelo mencionado aplicativo de mensagens instantâneas que visam impedir a divulgação astronômica de desinformação”, diz a peça levada ao TSE. O documento é assinado por um corpo de juristas encabeçado pelo advogado Eugênio José Guilherme de Aragão, ex-ministro da Justiça.

Campanha nega caixa dois de Bolsonaro e ameaça processar PT


Bolsonaro nega ligação com empresários que bancaram campanha anti-PT; PSL rechaça tese de 'caixa dois de Bolsonaro'
Divulgação/Jair Bolsonaro

Bolsonaro nega ligação com empresários que bancaram campanha anti-PT; PSL rechaça tese de ‘caixa dois de Bolsonaro’

Ainda ontem,  Bolsonaro garantiu que não tem relação com a ação irregular no WhatsApp
e disse que “não tem controle” sobre “empresários simpáticos” a ele. “Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência”, disse o candidato.

A campanha do presidenciável do PSL acrescentou que irá processar o Partido dos Trabalhadores e pedir a intimação das pessoas ouvidas pela reportagem da Folha
para que elas prestem esclarecimentos sobre as denúncias.

O caso de suposto ‘ caixa dois de Bolsonaro
‘ levou a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, a convocar reunião com representantes da campanha de Haddad para esta sexta-feira (19). Há expectativa de que Weber e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pronunciem-se sobre o caso ainda nesta tarde.

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Defesa da democracia: atos na USP terão segurança reforçada

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Evento será realizado na quarta-feira (11) na Faculdade de Direito da USP
Divulgação/Faculdade de Direito da USP

Evento será realizado na quarta-feira (11) na Faculdade de Direito da USP

Os atos em  defesa da democracia e do Estado de Direito que serão realizados nesta quinta-feira na Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, em São Paulo, devem reunir cerca de 8 mil pessoas. O esquema de segurança do local foi definido pela direção da instituição em reuniões com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A Polícia Militar vai reforçar o policiamento no local.

O evento será dividido em dois atos, com a leitura de documentos pró-democracia. O acesso ao prédio da Faculdade será restrito a aproximadamente 1.400 convidados de entidades empresariais e jurídicas, sindicatos, de associações representativa de classes, de coletivos estudantis e de movimentos sociais que aderiram aos manifestos.

Do lado de fora, são esperadas pela organização dos atos cerca de 6 mil pessoas, que devem acompanhar os atos em telões instalados na frente da Faculdade de Direito.

Inicialmente, a ideia dos organizadores era de que o evento fosse aberto ao público, mas ao ver o rápido crescimento do número de assinaturas da carta organizada por ex-alunos da USP, a direção da Faculdade reviu os planos e pediu ajuda da Secretaria de Segurança Pública para garantir a segurança do local. A pasta orientou que o acesso à faculdade fosse controlado, o que foi acatado.

O primeiro ato será o lançamento do manifesto organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), intitulado “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, que será lido no salão nobre da instituição de ensino. O texto, publicado nos principais jornais do país no último dia 5 de agosto, teve a adesão de 107 entidades empresariais, acadêmicas e da sociedade civil.

“Reiteramos nosso compromisso inarredável com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto e exercida em conformidade com a Constituição”, diz trecho do documento, que não cita Jair Bolsonaro nem os ataques do presidente às urnas eletrônicas.

Em seguida, no pátio da Faculdade de Direito, será lida a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, organizada por ex-alunos da instituição e juristas. O texto tem mais de 865 mil assinaturas. São esperados no local celebridades e empresários signatários do documento, como a cantora Daniela Mercury, o comentarista Walter Casagrande, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o ex-presidente da Fiesp Horacio Lafer Piva.

“Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional”, afirma trecho da carta, em alusão aos ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao Poder Judiciário.

Segundo Floriano Peixoto de Azevedo Marques, professor da Faculdade e um dos organizadores do evento, a segurança do prédio foi reforçada pela Guarda Universitária da USP especialmente para o evento.

Além disso, os convidados precisarão passar por detector de metais para entrar na instituição de ensino, em uma medida para evitar pessoas armadas no local.

A segurança do evento foi debatida em ao menos três reuniões do diretor da Faculdade, Celso Campilongo, com a SSP, segundo pessoas familiarizadas com o tema. Ao menos uma delas foi com o próprio secretário, Fernando Grella Vieira.

Nessas reuniões, ficou definido que a Polícia Militar reforçaria o policiamento nos arredores do Largo de São Francisco e acompanharia, ainda, duas caminhadas até o local, uma organizada pela OAB-SP no centro de São Paulo, com cerca de 1 mil advogados, e outra pelo movimento estudantil, que parte da Avenida Paulista. Ambas terminam no Largo de São Francisco.

Há efetivo policial assegurado para lidar com 8 mil pessoas, de acordo com uma fonte da Secretaria de Segurança Pública. A tropa de choque também deve acompanhar o evento para evitar que eventuais infiltrados na manifestação causem tumulto.

A Prefeitura de São Paulo também vai restringir a circulação de ônibus de linhas que têm pontos de parada no Largo durante a manhã desta quinta-feira, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.

A Polícia Militar e a organização do evento chegaram a prever manifestações contrárias ao evento na USP organizadas por bolsonaristas, mas a avaliação na SSP tem sido a de que o fato de Bolsonaro ter cancelado sua participação em sabatina na Fiesp prevista também para esta quinta-feira reduziu essa possibilidade.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que “o efetivo de policiais militares será reforçado para garantir a segurança dos participantes do ato”.

“Conforme estabelecido em reunião com a direção da Faculdade de Direito da USP, haverá controle de acesso interno para não ultrapassar a lotação de segurança transcrita no respectivo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Na parte externa, está prevista a instalação de um equipamento sonoro, que permitirá a outras pessoas acompanhar o evento em segurança”, diz a SSP no documento.

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Fonte: IG Nacional

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