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Saúde

Varíola dos macacos: vacina chegará em pouca quantidade, diz Opas

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Vacina para varíola dos macacos pode chegar ainda neste ano
Vitoria Rondon

Vacina para varíola dos macacos pode chegar ainda neste ano

Os países das Américas que negociam a compra de vacinas contra varíola dos macacos, a monkeypox em conjunto, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), poderão receber doses ainda neste ano, mas em pouca quantidade. O Brasil é um dos interessados.

É o que disse Marcos Espinal, diretor da Opas em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira, 27. Ele ressaltou que a vacina não é a única estratégia de saúde para conter o surto. E que medidas de testagem e vigilância também são de ampla importância.

Ele afirmou que houve uma reunião da Opas com todos os ministros de saúde da região. No encontro, que ocorreu há duas semanas, houve a apresentação de detalhes sobre o acesso à essa vacina (desenvolvida pela dinamarquesa Bavarian Nordic). Ele ainda ressaltou que é preciso cautela, pois há informações limitadas em relação à eficiência deste imunizante em questão.

“São dez países interessados, ao mesmo tempo que outros ainda manifestem seu interesse”, afirmou.

Espinal diz que a Opas está em negociações “avançadas” com o desenvolvedor do imunizante. Ainda ressaltou que a monkeypox não se transmite pelo ar, mas pelo contato físico.

“Temos esperança de que teremos vacina ainda este ano, as negociações continuam. (As doses) devem ser limitadas, não em massa, porque há apenas um produtor. Mas vamos tentar assegurar que cheguem neste ano”, disse o diretor.

“Para os países que chegarem depois, como por exemplo (pode ser o caso do) Brasil, vamos poder oferecer ainda neste ano um pequeno quantitativo para aplacar situações emergenciais e depois garantir que recebam, em primeiro lugar, até o segundo trimestre do ano que vem”, afirmou Rolf Sass Sorensen, vice-presidente das relações com investidores da empresa.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vacina reduz em 82,7% hospitalização de crianças pela variante Ômicron

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Vacina reduz em 82,7% hospitalização de crianças pela variante Ômicron
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Vacina reduz em 82,7% hospitalização de crianças pela variante Ômicron

Mesmo com a predominância da variante Ômicron, a proteção das vacinas contra a Covid-19 permanece alta, especialmente para prevenir quadros graves que demandam hospitalização e aumentam o risco de óbito. Entre crianças de 5 a 11 anos, as duas doses do imunizante da Pfizer/BioNTech, utilizado no Brasil para a faixa etária, proporcionaram uma redução de 82,7% das internações pela doença. Para infecções, a eficácia foi de 36,8%.

A conclusão é de um novo estudo, publicado nesta quinta-feira na revista científica New England Journal of Medicine, conduzida por pesquisadores de Cingapura. O trabalho analisou dados de 255.936 crianças no país entre janeiro e abril deste ano, durante o avanço da variante Ômicron. Os cientistas buscaram estimar a queda na proteção das vacinas com a chegada da cepa, que consegue escapar parcialmente da resposta imune.

Em comparação com os não vacinados, as crianças de 5 a 11 anos que receberam apenas a primeira dose do imunizante já apresentaram uma redução de 13,6% nos casos da Covid-19 e de 42,3% das hospitalizações pela doença. Entre aquelas com o esquema vacinal completo, ou seja, após a segunda dose, o número de infecções pelo vírus Sars-CoV-2 foi 36,8% menor, e o de hospitalizações, 82,7% menor.

“Embora a cobertura vacinal seja alta entre adultos jovens e idosos em muitos países, a adesão à vacinação entre as crianças muitas vezes tem sido defasada.(…) Foi relatado que a variante Ômicron resulta em doença menos grave, mas o número absoluto e a taxa de hospitalizações entre crianças não vacinadas ainda podem ser altos devido ao aumento da transmissibilidade. Nossos resultados indicam que as vacinas podem desempenhar um papel importante na redução de infecções e hospitalizações durante a onda (da variante) Ômicron”, escreveram os autores do estudo.

No Brasil, a cobertura vacinal dos mais novos de fato caminha a passos lentos. Autorizada para aqueles de 3 a 11 anos, a vacinação cobriu apenas 51% do público-alvo com a primeira dose, mostram dados do consórcio de veículos de imprensa, do qual O GLOBO faz parte. Com ambas as aplicações, o percentual é de aproximadamente 33%.

As doses são aplicadas no intervalo de 21 dias a 8 semanas, no caso do imunizante da Pfizer, liberado para aqueles com mais de 5 anos. Já para as crianças com mais de 3 anos, que são vacinadas com a CoronaVac, o período entre as doses é de 28 dias.

Dose de reforço em análise pela Anvisa

Os autores do estudo destacam que, embora a eficácia para contaminação de fato tenha caído – nos estudos clínicos antes da Ômicron o percentual era de aproximadamente 90% na faixa etária –, a proteção contra desfechos graves da doença permaneceu alta.

Ainda assim, para reduzir o risco de infecção e garantir uma eficácia duradoura, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, autorizou a dose de reforço para as crianças, até cinco meses após a última aplicação.

No Brasil, a Pfizer também solicitou a ampliação da terceira dose para a faixa etária à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em junho. No último mês, a agência pediu mais dados à farmacêutica sobre o reforço em crianças de 5 a 11 anos.

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Fonte: IG SAÚDE

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