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Saúde

Varíola dos macacos: 95% dos casos têm transmissão sexual, diz estudo

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Vírus da 'varíola dos macacos'
Foto: Centro de Controle de Doenças/Divulgação – 20/05/2022

Vírus da ‘varíola dos macacos’

Enquanto os casos de varíola dos macacos avançam no mundo, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) tendo declarado emergência de saúde internacional na última semana, os cientistas buscam entender o perfil da doença neste novo surto, que pela primeira vez se dissemina pelo planeta e afeta regiões de fora do continente africano.

Um novo estudo, conduzido por pesquisadores de diversas nações e publicado na revista científica New England Journal of Medicine, aponta uma das características da infecção que tem chamado atenção dos especialistas: 95% dos casos analisados são suspeitos de transmissão durante a relação sexual.

Antes do surto atual, sabia-se que o vírus era transmitido por contato prolongado de pele com pele, especialmente com as lesões cutâneas causadas pela doença, mas não havia registros de disseminação tão recorrente entre humanos e em episódio associados ao sexo.

O novo estudo, porém, assim como outros publicados recentemente, encontrou o DNA do monkeypox – vírus causador da varíola dos macacos – no sêmen em 29 de 32 homens que tiveram a amostra analisada.

Ainda assim, não há confirmação de que a presença do vírus no local é capaz de provocar uma infecção. Logo, não se sabe se relação sexual é de fato uma via primária de transmissão, o que caracterizaria a varíola dos macacos como uma infecção sexualmente transmissível (IST).

Há a possibilidade de a ampla contaminação ligada a relações sexuais acontecer apenas pelo momento íntimo favorecer o contato da pele com pele, que já se sabe ser um meio de contaminação.

Para chegar às conclusões, o amplo trabalho analisou um total de 528 diagnósticos, em 16 países, detectados entre abril e junho deste ano. Além da suspeita em relação ao sexo, eles constataram que as erupções cutâneas – sintoma mais característico da doença – acometeu 95% dos pacientes. Destes, a maioria (64%) apresentou menos de dez lesões ao todo, e 73% dos relatos foram na região do ânus e da genitália.

Entre os casos analisados, 5% receberam tratamento com antiviral e 13% precisaram de hospitalização. Os motivos para a internação foram principalmente para manejo das dores intensas e por infecção de tecidos.

Em casos mais raros, houve necessidade por faringite, lesões oculares, lesão renal aguda e miocardite, mas cada um representou apenas dois dos mais de 500 diagnósticos. Não houve mortes relatadas no grupo.

A avaliação dos cientistas também constatou que, de 377 pessoas testadas, 109 (29%) apresentaram ISTs concomitantes à contaminação pelo vírus monkeypox.

Além disso, embora as autoridades de saúde, como a OMS, deixem claro que todos podem ser infectados e alertem para o cuidado com o estigma, o estudo mostrou que a maioria dos pacientes são homens gays, bissexuais ou que fazem sexo com outro homens – 98% da amostra. A média de idade dos infectados foi de 38 anos e 41% tinham um diagnóstico de HIV.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

EUA: jovem infectado por ameba ‘comedora de cérebro’ abre os olhos

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Ameba
DPDx, George Healy, Ph.D, USCDCP

Ameba “comedora de cérebro”

Um adolescente de 13 anos infectado por pelo protozoário Naegleria fowleri, conhecido como ameba “comedora de cérebro” , deu sinais de reação. Caleb Ziegelbauer começou a abrir os olhos e mover as mãos, de acordo com sua família. Ele está internado desde o dia 6 de julho em um hospital na cidade americana de Port Charlotte, na Flórida.

“Não apenas Caleb moveu as mãos e os pés, mas agora seus olhos estão se abrindo”, disse Katie Chiet, uma das organizadoras de uma vaquinha virtual criada para arrecadar dinheiro e custear o tratamento do adolescente. A campanha já levantou US$ 60 mil.

“Ele não responde totalmente aos estímulos… AINDA. Mas continuamos esperançosos de que as montanhas do amanhã serão conquistadas!”, acrescenta o texto.

Ziegelbauer concluiu neste domingo todo o protocolo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês) dos Estados Unidos. De acordo com a família do adolescente, ele foi operado nesta segunda-feira para inserir uma traqueostomia e um tubo de alimentação.

“Agora esperamos (não tanto) pacientemente pelo seu despertar”, finalizou Katie, no comunicado.

No período de internação, Ziegelbauer foi sedado, entubado e colocado em estado induzido de hipotermia pelos médicos. Exames mostraram que ele sofreu danos cerebrais, de acordo com a revista Newsweek.

Ziegelbauer contraiu a ameba depois de visitar uma praia em Port Charlotte. A Naegleria fowleri é comumente encontrada em água doce quente, como lagos, rios e lagoas. Ela entra no corpo pelo nariz e vai até o cérebro, onde destrói o tecido cerebral. A infecção não pode ser transmitida de uma pessoa para outra.

No estágio inicial da infecção, os sintomas podem incluir forte dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. À medida que a infecção piora, os sintomas – que aparecem de um a nove dias após a exposição à ameba – podem evoluir para rigidez do pescoço, convulsões ou alucinações.

Desde 1962, pelo menos outras 154 pessoas foram diagnosticadas com meningoencefalite amebiana primária nos EUA, em decorrência do Naegleria fowleri, de acordo com levantamento publicado pela Fox News.

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Fonte: IG SAÚDE

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