Connect with us

Política Nacional

Sete governadores foram reeleitos já no 1º turno; outros sete disputam o 2º

Publicado em


A Bahia, estado do governador reeleito Rui Costa (PT), é um dos seis nordestinos que escolheram manter seus governadores já no primeiro turno destas eleições, no último dia 7
Mateus Pereira/Governo da Bahia

A Bahia, estado do governador reeleito Rui Costa (PT), é um dos seis nordestinos que escolheram manter seus governadores já no primeiro turno destas eleições, no último dia 7

Se por um lado a Câmara dos Deputados e o Senado tiveram sua maior renovação desde a redemocratização do país, por outro mais da metade dos governos estaduais podem continuar a ser comandados por velhos conhecidos. Isso porque sete dos atuais governadores já foram reeleitos no primeiro turno e outros sete ainda podem vencer a disputa no segundo, marcado para o próximo dia 28.

Leia também: Empresários e profissionais liberais são maioria na nova Câmara dos Deputados

O Nordeste é a região que concentra o maior número de estados onde a renovação deve ficar para as próximas eleições. Das nove unidades federativas nordestinas, seis escolheram manter seus governadores
já no pleito do último dia 7: Alagoas (Renan Filho, MDB); Bahia (Rui Costa, PT); Ceará (Camilo Santana, PT); Maranhão (Flávio Dino, PCdoB); Pernambuco (Paulo Câmara, PSB); e Piauí (Wellington Dias, PT).

No Tocantins, na região Norte, Mauro Carlesse (PHS) completa a lista de governadores reeleitos no primeiro turno. O caso de Carlesse é particular: ele assumiu o cargo apenas em junho deste ano após a cassação de Marcelo Miranda (MDB), então governador, e sua vice Cláudia Lelis (PV). A chapa foi condenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por captação ilegal de recursos durante a campanha de 2014.

No segundo turno, porém, todas as regiões do país estão representadas por pelo menos um candidato à reeleição
. Por Amapá e Amazonas, concorrem Waldez Góes (PDT) e Amazonino Mendes (PDT), respectivamente; no Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD); por Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, Rodrigo Rollemberg (PSB) e Reinaldo Azambuja (PSDB); em São Paulo, Marcio França (PSB); no Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (MDB).

Figurinhas repetidas


O pedetista Amazonino Mendes é uma figurinha carimbada no rol de governadores amazonenses e disputa o cargo pela quinta vez; segundo turno das eleições será no próximo dia 28 de outubro
Divulgação

O pedetista Amazonino Mendes é uma figurinha carimbada no rol de governadores amazonenses e disputa o cargo pela quinta vez; segundo turno das eleições será no próximo dia 28 de outubro

Em alguns estados, a máxima “o bom filho à casa torna” não é apenas um ditado popular. O petista Waldez Góes, por exemplo, concorre ao cargo de governador do Amapá pela quarta vez – e à reeleição pela segunda. Góes comandou o estado pela primeira vez de 2003 a 2010, quando deixou o posto para concorrer ao Senado, e voltou a ser eleito no pleito de 2014.

Leia também: TSE lança plataforma para driblar fake news no segundo turno das eleições

O pedetista Amazonino Mendes é outra figurinha carimbada no rol de governadores amazonenses e disputa o cargo pela quinta vez. Mendes comandou o estado nortista de 1987 a 1990, quando renunciou para concorrer (e vencer) ao Senado, de 1995 a 2002 e de outubro de 2017 até agora, tendo assumido o governo após a cassação de José Melo (PROS) e seu vice Henrique Oliveira (Solidariedade).

No Espírito Santo, o candidato eleito já no último dia 7, Renato Casagrande (PSB), é velho conhecido dos eleitores capixabas, tendo governado o estado de 2011 a 2014. O atual governador Paulo Hartung (MDB) não concorreu à reeleição e seu partido tampouco lançou candidatos neste pleito.

Entre os governadores reeleitos já no primeiro turno, o petista Wellington Dias já não é novidade para nenhum piauiense. Assim como seu correligionário amapaense, Dias concorre ao cargo de governador pela quarta vez e à reeleição pela segunda, tendo comandado o estado nordestino pela primeira vez de 2003 a 2010.

Exceções


Atual governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB) não concorreu à reeleição; Simão Jatene (PSDB), no Pará, e Daniel Pereira (PSB), em Rondônia, também não participaram deste pleito
Valter Campanato/Agência Brasil

Atual governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB) não concorreu à reeleição; Simão Jatene (PSDB), no Pará, e Daniel Pereira (PSB), em Rondônia, também não participaram deste pleito

O número de governadores reeleitos poderia ser ainda maior se todos tivessem participado deste pleito. Em três estados, os atuais governantes não tentaram a reeleição e seus partidos também não lançaram candidatos que poderiam substituí-los: Pará (Simão Jatene, PSDB), Rondônia (Daniel Pereira, PSB) e Sergipe (Jackson Barreto, MDB).

Leia também: Candidatura de Wilson Witzel (PSC) ao governo do Rio pode ser impugnada

No Acre, o atual governador Tião Viana (PT) não concorreu à reeleição porque já está em seu segundo mandato consecutivo. Seu correligionário Marcus Alexandre ficou em segundo lugar (34,5%) na disputa pelo comando do estado, ficando atrás de Gladson Cameli (PP), que conquistou 53,7% dos votos válidos e foi eleito já no primeiro turno.

No Rio de Janeiro
de Luiz Fernando Pezão (MDB), a situação é semelhante. Pezão também não pôde concorrer à reeleição porque já está em seu segundo mandato seguido, ainda que o primeiro tenha começado apenas em 2014 após a renúncia de Sérgio Cabral, também filiado ao MDB. Seu partido, ao contrário do que aconteceu no Acre, não lançou um candidato que pudesse sucedê-lo no cargo.

Na Paraíba, porém, a influência do atual governador Ricardo Coutinho (PSB) trouxe resultados mais satisfatórios. Apesar de Coutinho não ter concorrido à reeleição pelos mesmos motivos de Viana e Pezão, seu partido conseguiu eleger João Azevêdo já no último dia 7 com quase 58,2% dos votos – e larga vantagem sobre o segundo colocado Lucélio Cartaxo (23,4%), do PV.

Recorte por partido


O PT, partido do presidenciável Fernando Haddad, garantiu a manutenção de três de seus representantes no comando da Bahia, do Ceará e do Piauí já no primeiro turno das eleições deste ano
Ricardo Stuckert

O PT, partido do presidenciável Fernando Haddad, garantiu a manutenção de três de seus representantes no comando da Bahia, do Ceará e do Piauí já no primeiro turno das eleições deste ano

As legendas mais à esquerda dominaram a lista de reeleitos em 2018. O PT, partido do presidenciável Fernando Haddad
, garantiu a manutenção de três de seus representantes no comando de seus respectivos estados já no primeiro turno: Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE) e Wellington Dias (PI).

O PSB também tem três representantes nas eleições estaduais deste ano, mas somente um – Paulo Câmara (PE) – foi reeleito no domingo passado. Se conseguir vencer as eleições no Distrito Federal e em São Paulo, a sigla ainda terá os governadores Rodrigo Rollemberg e Marcio França no seu rol de reeleitos.

O PDT aparece logo em seguida, com dois candidatos – Waldez Góes (AP) e Amazonino Mendes (AM) – ainda concorrendo ao cargo de governador. O PCdoB de Flávio Dino (MA), já reeleito no primeiro turno, completa a lista de legendas de esquerda com representantes nos governos estaduais.

Leia também: Ministro do TSE manda retirar informações falsas sobre Haddad do ar

As exceções ficam por conta dos centristas PSDB, PSD e MDB e do centro-direitista PHS. Os dois primeiros ainda disputam a reeleição dos governadores
Reinaldo Azambuja e Belivaldo Chagas no Mato Grosso do Sul e no Sergipe, respectivamente; o terceiro já reelegeu Renan Filho em Alagoas e tenta fazer o mesmo com José Ivo Sartori no Rio Grande do Sul; o último, por fim, reelegeu o tocantinense Mauro Carlesse no primeiro turno.

Comentários Facebook
Advertisement

Política Nacional

Bolsonaro e Lula se atacam em rede social durante posse de Moraes

Published

on

Bolsonaro e Lula em eventos com apoiadores
Gabriel de Paiva – 24.07.2022 e Jarbas Oliveira – 30.07.2022

Bolsonaro e Lula em eventos com apoiadores

Perfis de Bolsonaro (PL) e Lula (PT) atacaram-se nas redes sociais durante a cerimônia de posse de Alexandre de Moraes como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) . O petista e o atual presidente estavam sentados um de frente para o outro no evento.

A conta de Bolsonaro acusou o PT de causar a maior recessão da história do país durante os governos de Lula e Dilma. Também foi publicado que os petistas entregaram o Brasil com o “maior esquema de corrupção” no governo.

“Lula e Dilma deixaram para os brasileiros um país devastado, com 15 milhões de desempregados, prejuízos bilionários nas estatais e obras inacabadas, além do maior esquema de corrupção, o maior número de assassinatos e a pior década para a economia de toda a nossa História”, diz a postagem. 

Já o perfil do ex-presidente deu um retweet em um post do geógrafo e analista ambiental Pedro Ronchi. A postagem original foi feita no dia 14 de agosto e exalta a criação do SAMU durante o governo de Lula.

“A escolha na eleição é entre o candidato que criou o SAMU e o candidato que imitou pessoas morrendo sem ar na pandemia.”

Os administradores da conta do petista se limitaram a retweetar a mensagem e escrever no post “Dois lados”.

Posse de Alexandre de Moraes no TSE

O ministro Alexandre de Moraes tomou posse nesta noite de terça-feira (16) como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante cerimônia em Brasília. O ministro Ricardo Lewandowski foi empossado como vice-presidente do TSE.

Moraes e Lewandowski estarão à frente do tribunal durante as eleições deste ano. Os eleitores escolherão presidente, senadores, governadores, deputados federais e estaduais em outubro.

Estiveram presentes na cerimônia os ex-presidentes Michel Temer, José Sarney, Lula e a ex-presidenta Dilma Rousseff. O ex-chefes do Executivo sentaram-se na frente ao atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que fiocu ao lado de Edson Fachin, ex-presidente do TSE, e Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Federal.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Comentários Facebook
Continue Reading

Policial

Política MT

Mato Grosso

Nacional

Entretenimento

Tecnologia

Mais Lidas