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‘Saidinha de Natal’: 16% dos presos beneficiados no Rio não retornaram à cadeia

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Luiz Silveira/Agência CNJ – 30.5.17

Fuga após saidinha foi maior entre os beneficiados pela primeira vez: 78% dos casos

Bastou a primeira oportunidade que alguns presos do Rio tiveram de deixar a cadeia para não retornarem mais. Um levantamento feito pelo GLOBO com 100 dos 422 detentos que tiveram autorização para passar o último Natal com a família, mas acabaram fugindo, revela que 78% deles estavam saindo do presídio pela primeira vez. Eles deixaram as unidades prisionais no dia 24 de dezembro, às 6h, e deveriam ter retornado até as 22h do dia 30, o que não ocorreu.

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As ‘ saidinhas ‘ são autorizadas pela Vara de Execuções Penais (VEP) para presos que cumprem pena no regime semiaberto. Ao receberem aval da Justiça, os detentos podem visitar a família em cinco oportunidades no ano. É a chamada Visita Periódica ao Lar.

Os cem presos que tiveram suas situações analisadas pelo GLOBO estavam em cadeias da maior facção criminosa do Rio. Do total, 68 deles estão presos por envolvimento com o tráfico de drogas. Roubo é o segundo crime de maior incidência, com 20 casos.

Condenado a quase 28 anos de prisão e acusado de integrar uma quadrilha de roubo de cargas, Alan Luiz Mattos dos Santos, de 26 anos, foi um dos presos que ganharam o benefício no último Natal. Ele saiu pela porta da frente do Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, e não retornou mais. Alan estava preso desde dezembro de 2014, quando foi capturado junto com duas louras, acusadas de seduzirem motoristas. Era a primeira vez que ele saía do presídio para visitar a família.

Essa era a mesma situação de Camilo Aparicio Abbas, também condenado por roubo. A decisão da VEP permitindo que ele saísse do presídio no fim do ano foi dada às vésperas da data de saída dos presos. Por ter sido muito em cima da hora, ele acabou não sendo contemplado. Seus advogados exigiram, então, no Plantão Judicial, que o cliente pudesse visitar a família. No dia 27, ele conseguiu deixar a cadeia e não retornou mais.

Já Alex Lima da Silva Matos saiu da prisão pela segunda vez após ganhar o benefício. Apontado como gerente do tráfico de drogas no Morro do Cajueiro, em Madureira, ele estava preso desde 2005.

A lista com os nomes dos presos que não retornaram da “saidinha” de Natal é enviada pela Secretaria de Administração Penitenciária para a Justiça. As situações são avaliadas para que sejam expedidos mandados de prisão contra os foragidos. Uma vez capturados, os detentos foragidos podem ser encaminhados para o regime fechado.

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A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio não respondeu aos questionamentos feitos pelo EXTRA sobre as fugas e a concessão desse benefício para os presos.

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Ministério propõe reduzir isolamento em estados com menos casos de Covid-19

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Tânia Rêgo/Agência Brasil

Comércio de rua do Rio de Janeiro fechado durante período de isolamento social

Em novo boletim publicado nesta segunda-feira (6) o Ministério da Saúde apresentou uma estratégia diferente da postura até o momento. No documento, que passa a valer a partir da próxima segunda-feira (13), a pasta propõe uma redução no isolamento de cidades e estados com pelo menos metade dos leitos e estrutura de saúde vagos. 

Ainda segundo o boletim, a ideia é que as localidades com menos casos de Covid-19 passem de distanciamento social ampliado para o distanciamento social eletivo . Ou seja: em vez de um limite na mobilidade de todos os setores da sociedade, apenas os grupos de risco devem se manter isolados. 

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“É importante lembrar que alguns estados exigem uma estratégia diferenciada”, defendeu, em coletiva de imprensa, o secretário de Vigilância em Saúde Wanderson Oliveira. “As medidas são temporárias, localizadas e o governo federal está fazendo de tudo para que elas sejam minimizadas ao máximo possível”, afirmou. 

A estratégia está parcialmente alinhada com o discurso defendido pelo presidente Jair Bolsonaro , que defende o chamado “isolamento vertical” com forma de manter o funcionamento dos serviços e rendimento da economia durante a crise. Apesar disso, a maioria dos governadores dos estados brasileiros, assim como entidades científicas e o próprio ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, já discordaram publicamente do presidente. 

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