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Reta final: Haddad tem encontros ecumênicos e Bolsonaro recebe visitas em casa

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Agenda de Haddad e Bolsonaro para o dia de hoje deve ser repleta de encontros; candidato do PSL não divulga plano oficial
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Agenda de Haddad e Bolsonaro para o dia de hoje deve ser repleta de encontros; candidato do PSL não divulga plano oficial

Faltam apenas cinco dias para a data do segundo turno das eleições 2018. Frente a isso, os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) aproveitam os últimos dias de campanha eleitoral para expor o seu estilo pessoal no modo de fazer política. Por conta disso, a agenda de Haddad e Bolsonaro deve estar cheia nesta terça-feira (23).

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Ambos os candidatos estarão hoje no Rio de Janeiro. Apesar da proximidade geográfica, eles devem ir a bairros distantes e a agenda de Haddad e Bolsonaro
não deve coincidir, mais uma vez. O candidato do PSL deverá ficar em casa, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, enquanto Haddad irá ao centro e à zona sul da cidade.

Fala-se em caráter de hipótese, no caso da agenda de Bolsonaro
, porque o candidato não costuma divulgar os seus planos oficiais diários durante a campanha, desde que sofreu um ataque a faca no último dia 7 de setembro, em um comício em Juiz de Fora, Minas Gerais. A partir daquele dia, Bolsonaro também não foi a eventos oficiais de campanha.

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O candidato do PT, por sua vez, avisou que concederá uma entrevista exclusiva a sites e emissoras logo cedo, nesta terça. Em seguida, ele tem um encontro marcado com a Congregação das Igrejas Evangélicas, uma visita à comunidade da Maré e reúne-se com a comunidade judaica. Por último, depois de tais encontros ecumênicos, participa de ato político organizado por artistas, intelectuais e simpatizantes nos Arcos da Lapa, também no Rio.

Desde que teve alta hospital, Bolsonaro tem evitado sair de casa. Porém, recebe visitas o tempo todo e relata tais encontros nas redes sociais. Nesta segunda-feira, por exemplo, Bolsonaro recebeu empresários
em casa. Depois, foi visitado pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra, e por líderes religiosos evangélicos. 

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A agenda de Haddad e Bolsonaro
não deve coincidir com um debate político entre os dois candidatos antes do segundo turno das eleições, no próximo do domingo (28). Isso porque, apesar de ter permissão médica para comparecer a um debate, Bolsonaro preferiu se manter em casa e evitar um encontro com o candidato do PT, por “questões de segurança”. 

* Com informações da Agência Brasil.

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Advogada suspeita de atuar na fuga de Marcola vai a prisão domiciliar

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Advogada Kássia Regina Brianez, de 41 anos
Reprodução/redes sociais

Advogada Kássia Regina Brianez, de 41 anos

A advogada Kássia Regina Brianez Trulha de Assis, de 41 anos, presa suspeita de envolvimento em um plano de fuga para tentar resgatar Marco Willians Herbas Camacho – o Marcola – da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), teve a prisão preventiva convertida para domiciliar, após alegar que precisa cuidar do filho com Transtorno de Espectro Autista (TEA). 

Na decisão, a Justiça Federal determinou que ela use tornozeleira eletrônica e só saia de casa em situação de emergência médica.

Kássia está no Presídio Militar de Campo Grande (MS) há seis dias. A decisão é desta segunda-feira, mas, segundo a defesa, até a noite desta terça ela ainda não tinha sido solta. A previsão é que ela vá para casa na quarta-feira.

Marcola é o líder da maior facção criminosa do Brasil, que atua dentro e fora dos presídios do país. Ele foi condenado a mais de 300 anos de prisão e está preso há mais de 20 anos. Desde março deste ano, cumpre pena na unidade de Rondônia.

Agora, aos 54 anos, conforme investigação da Polícia Federal, é acusado de reunir detentos e advogados para criar um plano de fuga da penitenciária, que acabou frustrado. A PF apontou que Kássia Regina fazia parte desse grupo, servindo como ponte de informação entre os presos com outros integrantes que estavam do lado de fora.

Em nota, a defesa da advogada afirma que houve uma confusão entre as atividades exercidas por ela e que a inocência dela será provada.

“A exigência de respeito às prerrogativas do advogado nada mais é que um direito previsto em lei, porém, sabe-se que a letra fria da lei não impede que ocorram situações prejudiciais ao advogado, tal como no caso concreto”, diz o advogado Juliano Rocha de Moraes.

Kássia foi presa durante a operação “Anjos da Guarda”, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira.

Após audiência de custódia, a Justiça concedeu o alvará de soltura, estabeleceu o uso da tornozeleira e autorizou saídas de casa apenas para eventuais emergências médicas dela e do filho, assim como para acompanhamento do filho nas consultas para tratamento do autismo, mediante comunicação dos endereços dos locais em que estas são realizadas.

“[…] Poderá, também, deixar a residência para atender aos chamados da Justiça e Polícia Federal, no interesse da investigação/instrução apresentando a devida ressalva/certidão”, diz trecho da decisão.

Operação Anjos da Guarda

Na operação, a PF cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e outros 13 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. O objetivo da operação foi impedir o plano de resgate de líderes de um dos maiores grupos criminosos do país.

A polícia descobriu durante as investigações que os presos e outros suspeitos de envolvimento no plano mantinham uma rede de comunicação e se falavam por meio de mensagens, mediadas por advogados.

De acordo com a PF, os profissionais usavam códigos simulando questões jurídicas que não existiam, durante os atendimentos aos clientes.

Foram identificadas três estratégias para a fuga, incluindo invasão ao presídio por 100 homens armados e com bombas, além do sequestro de autoridades e parentes de presos para negociar a liberação de Marcola e outros líderes da facção e uma rebelião na penitenciária.

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Fonte: IG Nacional

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