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PT se recusou a assinar documento contra o compartilhamento fake news

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O Partido dos Trabalhadores (PT) foi a única grande sigla que se recusou a assinar o documento contra a fake news
(notícias falsas), elaborado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no dia 5 de junho.

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Presidente do PT, Gleisi Hoffmann
Lula Marques/Agência PT – 5.7.17

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann

O documento refutado pelos líderes do PT
foi firmado pelo então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Fux. Ao todo, 31 partidos concordaram com o termo.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann tratou de rebaixar o documento e disse que o partido não assinou o acordo porque o cumprimento da Constituição é responsabilidade da Justiça Eleitoral e que isso deve ocorrer independente de qualquer termo  durante a campanha eleitoral
.

“Da forma como foi proposto pelo presidente do TSE em final de mandato, Luiz Fux, o compromisso contra fake news não passa de mais uma fake news. E não será endossado pelo PT. Da Justiça, inclusive da Justiça Eleitoral, o que se espera é que faça cumprir a lei, punindo quem espalha mentiras, com os instrumentos que a lei já dispõe, e garantindo o direito de resposta e a livre circulação da verdade, seja na imprensa tradicional seja nos meios digitais”, escreveu Gleisi em artigo.

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Porém, mesmo negando participar do acordo entre os partidos, os petistas pressionam o TSE para investigar o mais rápido possível a denúncia que foi feita pelo jornal Folha de S. Paulo na última quinta-feira (18) de que empresas pagaram pelo disparo em massa de mensagens falsas contro o PT pelas redes sociais.

Com a derrota no primeiro turno e seguidas pesquisas que mostram o candidato à presidência Fernando Haddad atrás de Jair Bolsonaro, o partido tenta se agarrar em todas as chances de se manter vivo na disputa. Na quinta-feira (18), a coligação O Povo Feliz de Novo, que congrega PT, PCdoB e Pros em torno da candidatura de Fernando Haddad , recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a investigação da denúncia do jornal.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) já informou que vai apurar a suspeita de ‘caixa dois de Bolsonaro’.

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Além do PT
, o PTC (Partido Trabalhista Cristão), PCO (Partido da Causa Operária) e o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) não assinaram o acordo.

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Defesa da democracia: atos na USP terão segurança reforçada

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Evento será realizado na quarta-feira (11) na Faculdade de Direito da USP
Divulgação/Faculdade de Direito da USP

Evento será realizado na quarta-feira (11) na Faculdade de Direito da USP

Os atos em  defesa da democracia e do Estado de Direito que serão realizados nesta quinta-feira na Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, em São Paulo, devem reunir cerca de 8 mil pessoas. O esquema de segurança do local foi definido pela direção da instituição em reuniões com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A Polícia Militar vai reforçar o policiamento no local.

O evento será dividido em dois atos, com a leitura de documentos pró-democracia. O acesso ao prédio da Faculdade será restrito a aproximadamente 1.400 convidados de entidades empresariais e jurídicas, sindicatos, de associações representativa de classes, de coletivos estudantis e de movimentos sociais que aderiram aos manifestos.

Do lado de fora, são esperadas pela organização dos atos cerca de 6 mil pessoas, que devem acompanhar os atos em telões instalados na frente da Faculdade de Direito.

Inicialmente, a ideia dos organizadores era de que o evento fosse aberto ao público, mas ao ver o rápido crescimento do número de assinaturas da carta organizada por ex-alunos da USP, a direção da Faculdade reviu os planos e pediu ajuda da Secretaria de Segurança Pública para garantir a segurança do local. A pasta orientou que o acesso à faculdade fosse controlado, o que foi acatado.

O primeiro ato será o lançamento do manifesto organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), intitulado “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, que será lido no salão nobre da instituição de ensino. O texto, publicado nos principais jornais do país no último dia 5 de agosto, teve a adesão de 107 entidades empresariais, acadêmicas e da sociedade civil.

“Reiteramos nosso compromisso inarredável com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto e exercida em conformidade com a Constituição”, diz trecho do documento, que não cita Jair Bolsonaro nem os ataques do presidente às urnas eletrônicas.

Em seguida, no pátio da Faculdade de Direito, será lida a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, organizada por ex-alunos da instituição e juristas. O texto tem mais de 865 mil assinaturas. São esperados no local celebridades e empresários signatários do documento, como a cantora Daniela Mercury, o comentarista Walter Casagrande, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o ex-presidente da Fiesp Horacio Lafer Piva.

“Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional”, afirma trecho da carta, em alusão aos ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao Poder Judiciário.

Segundo Floriano Peixoto de Azevedo Marques, professor da Faculdade e um dos organizadores do evento, a segurança do prédio foi reforçada pela Guarda Universitária da USP especialmente para o evento.

Além disso, os convidados precisarão passar por detector de metais para entrar na instituição de ensino, em uma medida para evitar pessoas armadas no local.

A segurança do evento foi debatida em ao menos três reuniões do diretor da Faculdade, Celso Campilongo, com a SSP, segundo pessoas familiarizadas com o tema. Ao menos uma delas foi com o próprio secretário, Fernando Grella Vieira.

Nessas reuniões, ficou definido que a Polícia Militar reforçaria o policiamento nos arredores do Largo de São Francisco e acompanharia, ainda, duas caminhadas até o local, uma organizada pela OAB-SP no centro de São Paulo, com cerca de 1 mil advogados, e outra pelo movimento estudantil, que parte da Avenida Paulista. Ambas terminam no Largo de São Francisco.

Há efetivo policial assegurado para lidar com 8 mil pessoas, de acordo com uma fonte da Secretaria de Segurança Pública. A tropa de choque também deve acompanhar o evento para evitar que eventuais infiltrados na manifestação causem tumulto.

A Prefeitura de São Paulo também vai restringir a circulação de ônibus de linhas que têm pontos de parada no Largo durante a manhã desta quinta-feira, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.

A Polícia Militar e a organização do evento chegaram a prever manifestações contrárias ao evento na USP organizadas por bolsonaristas, mas a avaliação na SSP tem sido a de que o fato de Bolsonaro ter cancelado sua participação em sabatina na Fiesp prevista também para esta quinta-feira reduziu essa possibilidade.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que “o efetivo de policiais militares será reforçado para garantir a segurança dos participantes do ato”.

“Conforme estabelecido em reunião com a direção da Faculdade de Direito da USP, haverá controle de acesso interno para não ultrapassar a lotação de segurança transcrita no respectivo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Na parte externa, está prevista a instalação de um equipamento sonoro, que permitirá a outras pessoas acompanhar o evento em segurança”, diz a SSP no documento.

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Fonte: IG Nacional

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