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Política Nacional

PSDB pode abrir mão de Tasso como vice de Tebet em reunião nesta terça

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Tebet e Tasso Jereissati, tucano cotado para ser vice na chapa
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Tebet e Tasso Jereissati, tucano cotado para ser vice na chapa

Às vésperas da convenção conjunta com o Cidadania, marcada para amanhã, o PSDB ainda não definiu se o senador Tasso Jereissati (CE) será vice na chapa de Simone Tebet, pré-candidata à Presidência pelo MDB. Nas últimas semanas, Tasso se distanciou da campanha de Tebet e disse a pessoas próximas estar reticente sobre integrar a composição.

Aliados afirmam que numa reunião virtual no último domingo foi citada até a possibilidade de a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) fazer uma dobradinha feminina com Tebet. Entusiastas da participação da senadora do Maranhão dizem que por ser nordestina e evangélica, ela tem atributos que se somam ao perfil de Tebet, que é do Mato Grosso do Sul.

A preferência de Tebet, no entanto, ainda é por Tasso, a quem costuma se referir como uma de suas inspirações na política. Em sabatina na GloboNews, ontem, a senadora disse que Tasso estará em seu palanque “como vice, como apoiador ou como coordenador de campanha”.

Tucanos experientes demonstram desânimo com a candidatura de Tebet e com seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto. No último levantamento do instituto Datafolha, Tebet aparece com 1%. Não faltam discordâncias também no entorno de Tasso quanto à estratégia de campanha e reclamações sobre a forma como a senadora tem sido apresentada nas propagandas de rádio e TV pelo marqueteiro Felipe Soutello, que tem no currículo campanhas vitoriosas como a de Bruno Covas à prefeitura de São Paulo, em 2020. Para aliados do parlamentar, as peças reforçam o lado afetivo da senadora ligado à família, enquanto seus atributos mais fortes não aparecem — Tebet se destacou na CPI ao enfrentar o bolsonarismo e defender a ciência. Tasso é próximo do publicitário Nizan Guanaes.

Não por acaso, surgiram dissidências internas no PSDB nos últimos dias. Em Minas Gerais, o pré-candidato a governador Marcus Pestana, um dos quadros históricos do partido, decidiu declarar apoio a presidenciável Ciro Gomes (PDT). O apoio dos mineiros ao pedetista contraria a aliança nacional com o MDB.

Além disso, a aliança com Tebet estava condicionada ao apoio do MDB ao ex-governador Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, o que ainda não ocorreu.

A candidatura de Tebet também enfrenta resistência em seu próprio partido, o MDB. Apesar de ter apoio da maioria dos diretórios nos estados, as principais lideranças da sigla estão inclinadas entre apoiar o presidente Jair Bolsonaro ou o ex-presidente Lula. Ainda assim, a tendência é que o nome dela seja homologado na convenção de amanhã.

Hoje, uma reunião da executiva nacional do PSDB deve tratar das alianças nos estados. No Rio, a cúpula tucana deve aprovar a indicação do ex-prefeito Cesar Maia para ser vice na chapa do deputado Marcelo Freixo (PSB) ao governo.

A executiva ainda vai se debruçar sobre a situação do Distrito Federal, onde há uma disputa entre candidatos da federação (Cidadania e PSDB). Os tucanos querem a candidatura do senador Izalci Lucas, enquanto o Cidadania tenta emplacar a deputada Paula Belmonte como vice do candidato a governador Reguffe, do União Brasil.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Márcio França é vaiado em evento na USP

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Estudantes e militantes lotaram a aula aberta na USP
Letícia Martins – 15.08.2022

Estudantes e militantes lotaram a aula aberta na USP

Nesta segunda-feira (15), o candidato ao Senado Márcio França (PSB) participou de uma aula aberta na USP (Universidade de São Paulo) e foi vaiado pela plateia ao ser apresentado pela organização do evento. A recepção ao ex-governador foi completamente diferente de Eduardo Suplicy e Luiza Erundina, que foram ovacionados pelo público.

Após os discursos iniciais, os apresentadores disseram os nomes de lideranças políticas que estavam presentes no local. Randolfe Rodrigues foi o primeiro a ser citado, sendo aplaudido pelas pessoas presentes. Na sequência, França acabou sendo citado e recebeu vaias.

No entanto, apesar da crítica da plateia, o ex-presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) aplaudiram Márcio. A vice da chapa do petista na corrida para o Palácio dos Bandeirantes, Lúcia França (PSB), também foi mencionada, mas recebeu poucos aplausos.

Erundina e Suplicy estavam no local e tiveram seus nomes citados pelos organizadores. O público foi ao delírio, ovacionando a ex-prefeita de São Paulo e candidata a deputada federal e o vereador e candidato a deputado estadual pelo estado paulista.

O evento foi promovido para que o Coletivo USP Pela Democracia – formado por professores, estudantes e servidores da Universidade de São Paulo – pudesse demonstrar sua indignação e preocupação com possíveis violações contra a democracia brasileira, além de promover um debate sobre qual a importância das universidades na defesa da liberdade.

A aula ocorreu no vão dos prédios de História e Geografia, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), na Cidade Universitária.

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Fonte: IG Política

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