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Presidente do TRF4 recebe condecoração do Ministério do Trabalho

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O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Thompson Flores, recebeu a Medalha da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas, grau de Grã-Cruz, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A homenagem aconteceu em solenidade nesta tarde (11/10), na sede do MTE em Brasília.

A condecoração é concedida a personalidades que se destacaram por sua contribuição para o desenvolvimento e para a modernização das relações de trabalho no Brasil. A cerimônia foi conduzida pelo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, e contou com a presença do ministro da Justiça, Torquato Jardim, entre outras autoridades.

O desembargador Thompson Flores tornou-se o primeiro magistrado do TRF4 a receber essa homenagem. A medalha foi entregue ao magistrado pessoalmente pelo ministro Vieira de Mello.

A Ordem foi instituída pelo Decreto nº 57.278, de 17 de novembro de 1965, para homenagear pessoas e entidades reconhecidas por seus serviços para as relações de trabalho no país. As medalhas são entregues em até cinco diferentes graus: Cavaleiro, Oficial, Comendador, Grande Oficial e Grã-Cruz.

Além de Thompson Flores, outras cinco autoridades receberam a condecoração. Confira a lista dos agraciados: 

Grã-Cruz

Thompson Flores – desembargador federal e presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região

Sérgio Westphalen Etchegoyen – general do Exército Brasileiro e Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil

Grande Oficial

Antônio Álvares da Silva – desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região e professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

José Eduardo de Resende Chaves Júnior – professor colaborador da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais e da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados do Trabalho

Antônio Souza Prudente – desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Comendador

Victor Russomano Júnior – professor de Direito do Trabalho, Previdência e Sindical

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Usina de álcool é condenada por submeter empregados a calor e trabalho extenuante

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A usina não adotava medidas satisfatórias para reduzir a sobrecarga fisiológica e térmica.

03/02/20 – A Unialco S.A. – Álcool e Açúcar, de Guararapes (SP), foi condenada pela Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho à indenização por dano moral coletivo no valor de  R$ 195 mil por não adotar procedimentos satisfatórios para reduzir a sobrecarga fisiológica e térmica a que os cortadores de cana-de-açúcar eram expostos. O valor será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Morte por exaustão

Na ação civil pública, o Ministério Público do Trabalho (MPT) relatou as condições preocupantes de trabalho dos cortadores de cana e o descumprimento de normas de segurança e saúde pela usina.  O trabalho extenuante em temperaturas elevadas, com casos de morte por exaustão, a falta de pausas adequadas e a remuneração por produtividade foram alguns dos problemas detectados.

De acordo com o MPT, a remuneração com base exclusivamente na produtividade leva o empregado a extrapolar seus limites físicos. O órgão sustentou que esses malefícios são reconhecidos por estudos científicos, pela Medicina Esportiva e pelo INSS a partir de dados de morte por exaustão, doenças profissionais, incapacidade de trabalho e aposentadoria precoces. Assim, caberia às empresas do setor estabelecer ciclos menores de trabalho ou suspender a atividade nos períodos mais quentes, sem prejuízo da remuneração.

Trabalhadores imunes

Em sua defesa, a empresa argumentou que seus empregados estão habituados ao calor, “pois provêm da Região Nordeste do país, com predomínio rotineiro de tempo bastante quente”, o que os tornaria “praticamente imunes” a essas condições adversas de trabalho.

Controle de temperatura

O juízo da 2ª Vara do Trabalho de Araçatuba (SP), ao verificar a penosidade do serviço e o risco de morte por fadiga física, determinou que a usina fizesse o controle de temperatura a cada 30 minutos até as 12h e a cada 20 minutos a partir de então, com observância de pausas para descanso. Proibiu ainda a remuneração por produção e arbitrou a indenização de R$ 195 mil, com multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.

O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), no entanto, afastou a condenação ao pagamento por dano moral coletivo, por entender que a usina vinha observando a legislação que entendia cabível.

Sem pausas

Para o relator do recurso de revista do MPT, ministro Cláudio Brandão, o interesse coletivo a ser tutelado, no caso, é a necessidade de observância das normas de segurança e saúde no trabalho. Destacou, também, a finalidade de revelar à sociedade que a lei é feita para todos e por todos e deve ser cumprida.

Segundo o relator, a usina não fazia a avaliação de risco do meio ambiente de trabalho nem concedia as pausas para descanso do trabalhador exposto ao calor excessivo, como prescreve a Norma Regulamentadora 31 do extinto Ministério do Trabalho.

Sobrecarga

Na avaliação do ministro, o desrespeito às normas tem, nesse caso, peso especial, em razão da natureza do trabalho executado, “que, como é de conhecimento geral, impõe uma sobrecarga de atividade, com grande desgaste físico e psicológico dos trabalhadores rurais”.

Por unanimidade, a Turma deu provimento ao recurso para restabelecer a sentença.

(LT/CF)

Processo: RR-466-80.2013.5.15.0103 

O TST possui oito Turmas, cada uma composta de três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
Esta matéria tem cunho meramente informativo.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
Secretaria de Comunicação Social
Tribunal Superior do Trabalho Tel. (61) 3043-4907
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