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Mato Grosso

Policiais frustram tentativa de entrega de drogas a detentos da Penitenciária de Rondonópolis

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Os policiais penais da Penitenciária de Rondonópolis (220 km de Cuiabá) impediram mais uma tentativa de entrega de ilícitos por meio de drone para dentro da unidade. O flagrante ocorreu nesta quarta-feira (27.10), por volta das 12h, com a apreensão de drone, tabletes de droga e aparelhos celulares.

A aeronave foi flagrada pela equipe do Plantão Alpha quando sobrevoava o perímetro interno da unidade. Uma equipe de escolta foi acionada para acompanhar o aparelho na tentativa de identificar os suspeitos responsáveis pelo transporte do ilícito para os detentos da penitenciária.

Durante o acompanhamento do aparelho, os policiais obtiveram êxito na identificação de dois suspeitos, que ao perceber a aproximação dos agentes penais entraram em fuga por uma região de mata. Os policiais acompanharam eles por cerca de 2km, porém não foi possível fazer a detenção.

Na fuga, os suspeitos deixaram para trás uma mochila contendo diversos itens que seriam levados para dentro da unidade. Além do drone, foram apreendidos, nove carregadores de celular, dois smartphones, três fones de ouvido, quatro chips e duas porções de substância análoga a maconha.

Esta foi a primeira apreensão do tipo durante esta semana, porém, a penitenciária vem sendo alvo de diversas tentativas de transporte de ilícito para os presos da unidade por meio de drones. Na semana passada, foram registradas seis ocorrências que resultaram na apreensão de seis aparelhos, 28 celulares e mais de 50 chips.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Pesquisa fomentada pela Fapemat analisa potencial do cumbaru para produção de carvão

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Um trabalho de iniciação tecnológica fomentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) estuda o cumbaru ou baru como potencial de utilização para produzir carvão convencional e ativado.

A pesquisa foi desenvolvida pelos alunos de graduação de Engenharia Florestal Kauê Picada, Lucas Trindade (coordenador), Vinícius Dovidio e os professores Edilene Moreira, Iris Viana e Reginaldo Medeiros (orientador), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), campus Olegário Baldo, de Cáceres. A pesquisa trata da “Produção de carvão convencional e ativado a partir do fruto de cumbaru, em comunidades extrativistas de Mato Grosso”.

A espécie com potencial madeireiro e não madeireiro é a Dipteryx alata Vogel (cumbaru ou baru). O coordenador da pesquisa, Lucas Trindade, destaca o grande potencial do uso não madeireiro. Como a utilização da castanha para consumo, produção de óleos, entre outros produtos. Contudo, seu fruto (endocarpo) é descartado após a retirada da semente.

“É uma espécie com presença expressiva no Cerrado e em regiões de transição do Pantanal, com enorme viabilidade econômica, pois sua madeira e ampla utilidade do seu fruto possuem capacidade para agregação de valor e geração de renda tanto com a extração de sua castanha, quanto com a produção de carvão do endocarpo (fruto)”, descreve em uma publicação nos anais do IFMT, o “VII Workif – Workshop de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação: o papel da ciência e tecnologia: presente e futuro”.

Estudos preliminares indicam que o fruto tem potencial de uso para produção de carvão vegetal de modo convencional e pode-se agregar valor ao produto tornando-o carvão ativado, que é utilizado para diversos fins.

Utilização do cumbaru ou baru

A pesquisa para uso do vegetal como produto florestal não madeireiro é inovação.

De acordo com o estudo da Embrapa Cerrados, “Baru: biologia e uso”, dos pesquisadores Sueli Matiko Sano, José Felipe Ribeiro e Márcia Aparecida de Brito, o cumbaru ou baru pode ter utilização alimentar (com a polpa e a semente – amêndoa – comestíveis, e farinha da semente); forrageiro (uso como abrigo para gado e nutricional por concentração de potássio e fósforo); madeireiro (madeira densa e resistente); medicinal (óleo para combater reumatismo e casca para dores da coluna); industrial (óleo para a indústria alimentícia e farmacêutica) e paisagístico (baixa exigência de adubos) e para recuperar áreas degradadas.

O cumbaru ou baru é parecido com uma castanha e de acordo com informações da revista de pesquisa sobre mercados, www.factmr.com, ele é apresentado como um superalimento, pelo valor nutritivo. E a previsão é que a comercialização da espécie aumente 25% ao ano entre 2019 e 2029. 

Fonte: GOV MT

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