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Polícia Militar causou morte da menina Ágatha, diz inquérito

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Arquivo pessoal

Menina Ágatha Vitória foi atingida com tiro de fuzil nas costas

O inquérito da Polícia Civil que investiga a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, afirmou que a bala perdida que a matou no Morro do Alemão, Rio de Janeiro, em setembro, partiu da arma de um cabo da Polícia Militar.

Segundo o jornal Extra, o inquérito da Polícia Civil que deve ser enviado à Justiça nesta terça-feira (19) confirmou que um tiro de advertência foi disparado para parar dois homens que tinham fugido de uma Blitz em uma moto na região.

As testemunhas teriam afirmado, ainda, que o policial que disparou o tiro estava sob forte tensão pela morte de um colega dias antes do crime. Ele ainda pode ter confundido um objeto de alumínio segurado pelo garupa com uma arma.

Leia também: ‘Como mãe, quero resposta’, diz mãe sobre os 45 dias da morte da menina Ágatha

O laudo da PM também detectou a trajetória da bala após sair da arma do cabo, que não teve nome revelado. O projétil saiu da arma, bateu em um poste e um estilhaço dele foi responsável por perfurar o tórax da menina.

Ao todo, 20 pessoas foram ouvidas no inquérito , que contou até mesmo com a presença do PM responsável pelo disparo na simulação do crime. Não há informações sobre quais sanções serão sofridas pelo PM.

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Estratégia de combate à Covid-19 precisa ser repensada, diz Teich

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Ex-ministro da Saúde Nelson Teich
Erasmo Salomão/MS

Ex-ministro da Saúde Nelson Teich

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse neste domingo (12) em entrevista à GloboNews que a estratégia do governo federal de combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), precisa ser repensada.  Teich deixou o comando da pasta no dia 15 de abril, menos de um mês após assumir o cargo.

Para o antigo ministro, a pasta sofre com a falta de informação e inteligência. Para Teich, no entanto, essa deficiência se dá por conta do comportamento que a Covid-19 tem. “Ela é uma doença que muda todos os dias. A cada dia é uma nova dinâmica. A gente precisa ficar em um processo de eterna reformulação de estratégia”, afirmou Teich.

Ainda de acordo com o médico, isso mostra as fragilidades que o sistema de monitoramento e gestão tem na pandemia do novo coronavírus. “Uma das fragilidades, até para você conseguir liderar e coordenar, é ter informação. Se eu não sei o que acontece na ponta, eu não consigo entender o que está acontecendo ao longo do caminho e eu não consigo planejar, eu não consigo reestruturar”, disse o ex-ministro.

Um dos exemplos que Teich citou foi a dificuldade em saber qual era a diferença nas taxas de mortalidade nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em cada região do Brasil.

“E o que fazia com que a mortalidade fosse diferente? Eram os profissionais, era o equipamento, era alguma estratégia de tratamento que acontecia em determinado lugar? Se eu tivesse essa informação eu poderia saber quem performa melhor, quem trata melhor e essa pessoa seria uma referência para o resto do sistema”, completou.

Nesse sentido, o médico explica que, caso essas informações estivessem disponíveis, as boas práticas poderiam ser aplicadas em todas as regiões. Essa estratégia, no entanto, foi um dos principais pontos de críticas de Teich no combate à Covid-19. Ele dizia que nenhuma região do Brasil era igual, por isso as medidas de enfrentamento não poderiam ser as mesmas .

“Quando você descentraliza sem informação e sem coordenação, você tem muita fragmentação. E o que é fragmentado é ineficiente”, afirmou.

Questionado sobre a forma como conduziu o ministério, Teich disse que poderia ter tido um desempenho melhor na comunicação com a sociedade e com integrantes do governo. “Uma coisa que eu estava muito preocupado era com a polarização que eu peguei com naquele momento e acabei deixando de fazer uma comunicação adequada”, avaliou o ex-ministro.

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