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Política Nacional

PF pode investigar fala de filho de Bolsonaro sobre ‘fechar o STF’, diz ministro

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Declaração do filho de Bolsonaro sobre fechar o Supremo Tribunal Federal viralizou no fim de semana
Billy Boss/Câmara dos Deputados – 7.6.2017

Declaração do filho de Bolsonaro sobre fechar o Supremo Tribunal Federal viralizou no fim de semana

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta segunda-feira (22) que a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), sobre fechar o Supremo Tribunal Federal poderá motivar uma investigação da Polícia Federal caso houver um pedido do Judiciário. Declaração do filho de Bolsonaro viralizou no fim de semana.

“Essa declaração deverá motivar ou não alguma reação por parte do Judiciário. A partir daí, se for determinada alguma ação, o que a Justiça resolver nós de acordo com a lei iremos fazer, como fizemos no caso das fake news e das tentativas de indução de fraude e de descredenciar o sistema eleitoral vigente”, disse sobre o filho de Bolsonaro
.

O vídeo em que Eduardo Bolsonaro diz que basta um soldado e um cabo para fechar o STF  viralizou durante o fim de semana
nas redes sociais. A afirmação foi feita em julho durante a aula de um cursinho preparatório para a Polícia Federal (PF), em Cascavel (PR).

Em um trecho da gravação Eduardo questionou: “O que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que ele é na rua? Se você prender um ministro do STF, vai ter uma manifestação a favor dos ministros do STF
com milhões na rua?”.

Questionado sobre como avalia a declaração, Jungmann evitou se posicionar e disse que a reação diante do caso cabe ao STF. “Evidentemente isso está nas mãos da Justiça, e não nas mãos da polícia.”

Leia também: “Atacar Judiciário é atacar a democracia”, diz Toffoli sobre filho de Bolsonaro

Também nesta segunda-feira, o Psol protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado Eduardo Bolsonaro
sobre o vídeo. Na representação o Psol pede que o Ministério Público Federal (MPF) instaure inquérito para apurar eventuais ilícitos e crimes praticados pelo deputado do PSL.

 “As declarações são gravíssimas por si só. Fossem elas meras bravatas de um deputado federal já seriam sérias e preocupantes. Mas, colocadas no contexto da eleição presidencial e da reiteração de declarações deste jaez pelo candidato à presidência, por membros da chapa e por coordenadores de campanha, as referências do declarante ganham o contorno preocupante e supostamente criminoso de atentado ou ameaça ao estado de direito e à democracia”, destaca o Psol.

Leia também: “Já adverti o garoto”, afirma Bolsonaro sobre filho falar em fechar o STF

Na avaliação do partido, a investigação contra o filho de Bolsonaro
é necessária, uma vez que as declarações configuram, em tese, crime de ameaça e atentado contra a divisão de poderes. “Além disso, desobediência coletiva ao cumprimento da lei de ordem pública e tentativa de desestabilização da normalidade e equilíbrio do pleito eleitoral”.

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Evento com Lula é cancelado por causa de segurança

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Lula não participará de evento em São Bernardo do Campo
Ricardo Streck

Lula não participará de evento em São Bernardo do Campo

Nesta segunda-feira (15), a campanha Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a participação do ex-presidente na fábrica da Volkswagen do Brasil, que ocorreria na terça (16), em São Bernardo do Campo (SP). Sem o petista, a organização resolveu suspender o evento.

Segundo a assessoria do líder nas pesquisas, “o evento da fábrica de manhã foi cancelado por falta de tempo hábil de execução dos procedimentos de verificação de segurança”, no entanto, “a campanha começa na atividade da tarde, em São Bernardo do Campo”.

A partir de amanhã, o ex-presidente inicia oficialmente sua campanha eleitoral à Presidência da República. A escolha de São Bernardo do Campo não é por acaso. Em 1968, ele se filiou ao Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, iniciando sua trajetória política.

Popular entre os sindicalistas, Lula se tornou um líder e conseguiu esteve envolvido nas Diretas Já e, em 1986, foi eleito deputado federal com a maior votação da Câmara Federal até então. Em 1989, 1994 e 1998 foi candidato a presidente, mas acabou sendo derrotado.

Em 2002, conseguiu ser eleito e, quatro anos depois, foi reeleito. Em 2010, indicou Dilma Rousseff para ser sua sucessora, obtendo sucesso. Com o impeachment da ex-presidente, ele se colocou como candidato em 2018, só que acabou sendo impedido por estar preso.

Com as anulações e absolvições, Lula se tornou elegível novamente e agora aparece na primeira colocação nas pesquisas de intenções de votos.

Além de iniciar a campanha em São Bernardo do Campo, o antigo chefe do executivo federal também  participará da posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Fonte: IG Política

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