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Policia Federal

PF investiga esquema de fraudes em licitações no Pará

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Marabá/PA – A Polícia Federal, em operação conjunta com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal, deflagrou na manhã de hoje (16/10) as Operações Frota de Barro e Grande Salto, nas cidades de Belém, Ananindeua, Marabá, Jacundá, Goianésia do Pará, Breu Branco e Tucuruí. As ações têm como objetivo desarticular uma quadrilha especializada em fraudar licitações relacionadas ao transporte e fornecimento de merenda escolar.

Ao todo estão sendo cumpridos 42 mandados judiciais, expedidos pela Justiça Federal de Tucuruí/PA. São 6 mandados de prisão preventiva, 12 de prisão temporária, 18 mandados de busca e apreensão, 4 decisões judiciais de afastamento das funções públicas e 2 de bloqueios e indisponibilidades de bens dos investigados.

As investigações tiveram início a partir de denúncias anônimas, envolvendo fraudes em licitações promovidas pela Prefeitura da cidade de Goianésia do Pará/PA, no ano de 2017. As diligências apontam que empresas se associaram de forma estável e permanente, a fim de frustrar o caráter competitivo dos certames licitatórios municipais referente a fornecimento de transporte e de merenda escolar.

Para o sucesso de tais fraudes, os investigados corromperam servidores públicos municipais, para que as empresas em questão, que fazem parte de um mesmo grupo econômico, pudessem simular lances e, assim, frustrar o caráter competitivo dos certames, permitindo, que os preços dos contratos fossem superfaturados. Por outro lado, os fiscais de tais contratos recebiam propina para deixar de fiscalizar a prestação dos serviços.

As empresas investigadas eram formalmente geridas a partir de uma grande teia de “laranjas”, os quais, mediante o recebimento de pagamentos mensais, representavam em tais certames os seus reais proprietários.  Em vistoria realizada pela CGU, foi verificada uma série de impropriedades formais, ajustes de preços e ainda o direcionamento do procedimento licitatório para que as empresas que faziam parte do esquema pudessem ser as vencedoras de tais certames.

A Receita Federal, em suas análises de sigilo fiscal, verificou que as empresas investigadas, assim como seus sócios e “laranjas” não possuem renda declarada e/ou lastro econômico para fazer honrar os compromissos contratuais fraudulentamente pactuados com a Prefeitura Municipal de Goianésia do Pará/PA. De acordo com levantamentos preliminares realizados pela CGU acredita-se que a fraudes praticadas pelas empresas e pelos investigados alcance valores próximos a R$ 2,5 milhões.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e estelionato. Ao todo as penas podem alcançar mais de 30 anos de reclusão. Os presos serão encaminhados para presídios da cidade de Belém e Tucuruí/PA, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.

 

 

 

 

Comunicação Social da Polícia Federal no Pará

Telefone: (91)3214 8029/992809372

[email protected]

 

*O nome Frota de Barro deve-se ao fato de uma nunca ter funcionado de fato como uma empresa de transporte escolar, mas como uma cerâmica especializada na fabricação de tijolos de barro.

** O nome Grande Salto é uma alusão à forma como o principal investigado, o qual é o dono de fato das duas empresas investigadas, desejou dar um grande salto nas suas economias, adquirindo bens de alto valor agregado como veículos, joias e outros bens de luxo, em detrimento da qualidade da alimentação oferecida as crianças na alimentação escolar. Fato esse que guarda paralelo histórico com o projeto comunista da China de Mao Tsé-Tung, que de forma análoga aos infratores e guardadas as devidas proporções, causou fome em massa, matando mais de R$55 milhões de chineses no final da década de 1950.

 

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Polícia Federal deflagra segunda fase de operação que investiga grupo de extermínio no Estado do Tocantins

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Palmas/TO – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (10/8), com apoio da Polícia Civil/TO, a Operação COVID-38, em continuação aos trabalhos efetuados na Operação Caninana, visando desarticular organização criminosa responsável por vários homicídios ocorridos no dia 07/03/2020 na capital do Estado.

Cerca de 12 policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva na cidade Palmas/TO. 

Durante as investigações da denominada Operação Caninana, verificou-se que no dia 27/03/2020, cinco pessoas foram mortas com indícios de execução nos bairros de União Sul e Jardim Aureny I. Foi apurado do transcorrer das investigações que um grupo criminoso formado por Policiais Civis/TO monitorava a saída de pessoas recém egressas do sistema prisional e as executavam de forma planejada.

O cumprimento de todas as ordens judiciais pela Polícia Federal foi acompanhado por equipes da Corregedoria da Polícia Civil/TO.

O nome da operação faz referência a como o grupo identificava a sua atividade no período da pandemia da COVID19, segundo análise de material apreendido no bojo da operação.

A Polícia Federal agradece todo apoio prestado pela Polícia Civil do Estado do Tocantins durante as investigações e na deflagração da presente operação, reafirmando o compromisso das instituições com a integração, cooperação mútua e o combate ao crime organizado no Estado do Tocantins.

    Comunicação Social da Polícia Federal no Tocantins 

E-mail: [email protected] 

Fonte: Polícia Federal

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