Connect with us

Nacional

Pesquisa Ibope em São Paulo: Doria tem 52%; Márcio França 48% dos votos válidos

Publicado em


Pesquisa Ibope em São Paulo aponta vitoria de João Doria (PSDB) no segundo turno das eleições para governador
Agência Brasil/Marcos Corrêa

Pesquisa Ibope em São Paulo aponta vitoria de João Doria (PSDB) no segundo turno das eleições para governador

A primeira pesquisa Ibope em São Paulo para o segundo turno divulgada nesta quarta-feira (17) aponta João Doria (PSDB) e Márcio França (PSD) empatados tecnicamente no limite da margem de erro nas intenções de voto das eleições para o governo do Estado
, com vantagem de Doria na disputa.

O tucano aparece com 52% enquanto o candidato do PSD tem 48% dos votos válidos, de acordo com o levantamento. Essa é a primeira  pesquisa Ibope em São Paulo
 para o segundo turno das eleições 2018 no Estado.

No cálculo de votos válidos, são excluídos os brancos, nulos e indecisos. E é essa a conta que a Justiça Eleitoral faz para divulgar o resultado das eleições. Nos votos totais, Doria segue na frente, com 46%. França tem 42%. Brancos e nulos somam 10% e 2% não soube ou não quis responder. No primeiro turno, Doria teve 31% dos votos válidos e França, 27%.

Leia também: “Doria surfa em qualquer onda”, diz França sobre apoio do tucano a Bolsonaro

O instituto também aferiu com os eleitores o potencial de voto e rejeição para governador. Os pesquisadores questionaram: “Para cada um dos candidatos a governador de São Paulo que eu citar, gostaria que o(a) sr(a) me dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele:”

João Doria

Com certeza votaria nele para governador – 27%
Poderia votar nele para governador – 20%
Não votaria nele de jeito nenhum – 32%
Não o conhece o suficiente para opinar – 18%
Não sabem ou preferem não opinar – 3%

Márcio França

Com certeza votaria nele para governador – 26%
Poderia votar nele para governador – 23%
Não votaria nele de jeito nenhum – 20%
Não o conhece o suficiente para opinar – 28%
Não sabem ou preferem não opinar – 3%

Leia também: Doria põe R$ 1,6 milhão do próprio bolso em campanha e espera recursos do PSDB

pesquisa Ibope em São Paulo
foi encomendada pelo jornal “Estado de S. Paulo” e a TV Globo. O instituto ouviu 1.512 eleitores em 79 municípios, entre segunda-feira (15) e quarta-feira (17). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR‐07265/2018 e no Tribunal Regional Eleitoral (TER)  sob o número SP‐07777/2018.

Comentários Facebook
Advertisement

Nacional

Favela Diz: o instituto de pesquisa feito por pessoas da comunidade

Published

on

Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas e um dos criadores do Favela Diz
Arquivo pessoal

Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas e um dos criadores do Favela Diz

Um projeto da favela para a favela. Este é o conceito do instituto de pesquisa Favela Diz, lançado na terça-feira (9), em Paraisópolis, comunidade na zona sul de São Paulo. A iniciativa é uma parceria entre o G10, bloco de líderes e empreendedores de impacto social no Brasil; o Sou+Favela, empresa de soluções de mídia pensadas para conectar o mundo empresarial à periferia; e o Cria Brasil, empresa de comunicação localizada em Paraisópolis.

Segundo o presidente do G10 Favelas, Gilson Rodrigues, o Favela Diz foi idealizado no início deste ano e nasceu a partir da vontade de conhecer melhor a população das favelas, que hoje soma aproximadamente 17 milhões de habitantes. Apesar de o G10 atuar nas dez maiores favelas do Brasil, o instituto visa obter a percepção dos moradores de comunidades de todo o país. O Favela Diz é o primeiro instituto em que todo o trabalho é feito por pessoas da favela, e não indivíduos de fora, que desconhecem essa realidade.

Os pesquisadores, explica Rodrigues, são pessoas de dentro das comunidades que foram capacitadas para exercer este trabalho. Mas, mais do que isso, elas foram eleitas para cuidar e monitorar as famílias que ali vivem. Cada um deles cuida diretamente de 50 famílias. Onde ainda não há os presidentes de rua, a ideia é contratar pessoas da própria comunidade para prestar esse serviço. Além de pesquisadores, os chamados “presidentes de rua”, como foram nomeados pelo instituto, viraram também entregadores, analistas informais no banco e outros.

“Essa percepção que a pesquisa traz é a nossa vivência”, afirma o empresário. “Quando alguém fala sobre dados de favela, eu sou esse dado. O diferencial é que é, de fato, da favela para a favela.” 

Apesar de ter sido lançado a menos de dois meses para as eleições presidenciais, o Favela Diz não tem como único objetivo realizar pesquisas de cunho eleitoral, sobre intenção de voto — apesar de esta ter sido a primeira pesquisa do instituto, lançada na terça (veja abaixo) . O objetivo é explorar diversas outras questões, como tendências de comportamento e necessidades de consumo dentro das comunidades. E, a partir disso, criar soluções para os problemas que forem identificados.

Pesquisa do Favela Diz sobre intenção de voto para Presidente da República
Favela Diz

Pesquisa do Favela Diz sobre intenção de voto para Presidente da República

Em Paraisópolis, por exemplo, falta água todos os dias, de acordo com Rodrigues. Mas, quando isso é denunciado, muitas pessoas não acreditam, por parecer uma situação “surreal” para uma cidade como São Paulo. Quando isso é transformado em pesquisa, em dado científico, há provas concretas. E condições, inclusive, de entrar com um processo judicial contra a prefeitura.

Além da pesquisa divulgada na terça-feira, sobre a intenção de voto para Presidente da República, outras quatro pesquisas já foram realizadas pelo instituto. Duas delas serão lançadas em breve. Trata-se de um perfil sobre a população de Paraisópolis, que completa 101 anos no próximo dia 16 de setembro, e outro sobre os moradores de Heliópolis, também na zona sul de São Paulo. ‘Favelado pode tudo’ Rodrigues é nascido na Bahia, mas cresceu em Paraisópolis. Sua família é natural de Itambé, onde as fortes chuvas provocaram destruição no final do ano passado. Há 70 anos, eles partiram rumo à capital paulista, em busca de uma vida melhor.

Gilson Rodrigues
Arquivo pessoal

Gilson Rodrigues

Filho de uma mulher surda e muda que teve catorze filhos e morreu cedo, o empresário conta que ficou “largado” no mundo e, a vida toda, cresceu ouvindo que “não viraria gente”. O estereótipo clássico do menino pobre e pardo de origem humilde. 

“Eu queria dar certo, queria estudar, trabalhar, dar orgulho para a minha mãe, se ela estivesse viva. Quebrar esse paradigma de que quem nasce e cresce na favela está predestinado a dar errado”, diz.

Rodrigues se destacava dos demais meninos da comunidade. Era “falante” e tinha “muitas ideias”. Se tivesse nascido em berço de ouro, diz, as pessoas o teriam como o “criativo”, o “CEO da empresa” ou o “Presidente da República”. Mas, como era de origem pobre, pensavam: o “futuro trombadinha”.

Inconformado com o fato de que este seria o seu destino, ele construiu um novo olhar sobre si mesmo e, a partir disso, começou a transformar sua vida. Virou presidente do grêmio da escola e, quando se deu conta, havia se tornado o “prefeito” o de Paraisópolis. 

No meio do caminho, eis que surge a “nova classe média”, como é chamada a parcela população que ascendeu da classe D para a classe C na metade da década de 2000. O empresário viu nisso uma oportunidade e começou a trazer lojas para Paraisópolis. A favela, antes invisível aos olhos dos empreendedores, começou a virar um princípio de “potência econômica”, ainda que com muitas fraquezas. Havia a vontade de fazer o mesmo com outras comunidades. “Mas como?”, ele se perguntava. Um dia, um dado despertou um estalo.

“Vi uma pesquisa que mostrava que as dez maiores favelas do Brasil movimentam, juntas, R$ 7,9 bilhões. Vi nisso um enorme potencial de mercado e, inspirado no G20 (grupo que reúne as 20 maiores potências do mundo), criei o G10 Favelas”, afirma.

Recentemente, entre 22 e 28 de julho, o G10 internacionalizou oficialmente suas atividades nos Estados Unidos. O empresário esteve em Nova York, representando o G10 Favelas no evento “Semana das Favelas do Brasil em Nova York”. Na ocasião, ele tocou o sino da Bolsa de Valores. Para ele, o ato foi simbólico.

“Nós mostramos aos empreendedores e favelados que podemos estar em Nova York, na Bolsa. Podemos empreender, podemos tudo. Nos contaram mentiras quando disseram que estávamos predestinados a ter uma vida miserável ou entrar para o mundo do crime. Nós nos limitamos até agora, mas podemos nos libertar”, diz.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o perfil geral do Portal iG .

Fonte: IG Nacional

Comentários Facebook
Continue Reading

Policial

Política MT

Mato Grosso

Nacional

Entretenimento

Tecnologia

Mais Lidas