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Para Haddad, instituições se sentem “ameaçadas” por Bolsonaro e Forças Armadas

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Haddad disse que discurso do adversário é
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 11.10.18

Haddad disse que discurso do adversário é “ameaça contra a democracia”

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (22) que as instituições brasileiras não estão reagindo à “ameaça” contra a democracia feita por seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL). A declaração, dada durante evento com catadores em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, refere-se especialmente à afirmação do candidato sobre “varrer do mapa os bandidos vermelhos do Brasil”.

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Em discurso exibido a apoiadores que participava de ato na Avenida Paulista nesse domingo (21), Bolsonaro disse: “Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia” disse a seus apoiadores. Haddad declarou que o discurso é um “absurdo” e uma ameaça contra a democracia
e à imprensa. 

“Trata-se de uma pessoa perigosa e que não faz questão de esconder que é perigosa. Ontem, o discurso dele transmitido na [Avenida] Paulista é um absurdo. Ele ameaça a sobrevivência física da oposição a ele, ameaça a imprensa, e as instituições demoram a reagir” opinou o petista. 

O candidato também disse que as instituições estão se sentindo ameaçadas pelas Forças Armadas. “O que o Etchegoyen [general do Exército Brasileiro e atual Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência] tem que dar entrevista junto com a Rosa Weber? Qual a autoridade que ele tem no TSE? Ele foi lá colocar uma ameaça tutelar”, afirmou. 

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Haddad
mencionou que está esperando o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a denúncia de caixa dois atribuída a seu adversário, pois considera que o processo é necessário para a defesa do Estado Democrático de Direito e das liberdades individuais. “Se todo mundo sabe que houve fraude no primeiro turno com dinheiro sujo de caixa dois para bombardear as redes sociais com mensagens falsas, o que está se esperando? “ questionou.

O presidenciável falou ainda da afirmação de Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal por São Paulo, de que “bastam um soldado e um cabo para fechar o STF”. O candidato do PT fez o alerta sobre os efeitos da fala. “Se ele tem a coragem de ameaçar a democracia antes das eleições, o que ele fará com o apoio dos eleitores?”

Para Haddad, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está coagido pela  ameaça contra a democracia
e, por isso, não tem respondido aos problemas enfrentados nas eleições. Durante o evento, Haddad também propôs projetos, defendeu investimentos federais para acabar com os lixões no país e prometeu mudar o sistema atual. 

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*Com informações da Agência Brasil

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Advogada suspeita de atuar na fuga de Marcola vai a prisão domiciliar

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Advogada Kássia Regina Brianez, de 41 anos
Reprodução/redes sociais

Advogada Kássia Regina Brianez, de 41 anos

A advogada Kássia Regina Brianez Trulha de Assis, de 41 anos, presa suspeita de envolvimento em um plano de fuga para tentar resgatar Marco Willians Herbas Camacho – o Marcola – da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), teve a prisão preventiva convertida para domiciliar, após alegar que precisa cuidar do filho com Transtorno de Espectro Autista (TEA). 

Na decisão, a Justiça Federal determinou que ela use tornozeleira eletrônica e só saia de casa em situação de emergência médica.

Kássia está no Presídio Militar de Campo Grande (MS) há seis dias. A decisão é desta segunda-feira, mas, segundo a defesa, até a noite desta terça ela ainda não tinha sido solta. A previsão é que ela vá para casa na quarta-feira.

Marcola é o líder da maior facção criminosa do Brasil, que atua dentro e fora dos presídios do país. Ele foi condenado a mais de 300 anos de prisão e está preso há mais de 20 anos. Desde março deste ano, cumpre pena na unidade de Rondônia.

Agora, aos 54 anos, conforme investigação da Polícia Federal, é acusado de reunir detentos e advogados para criar um plano de fuga da penitenciária, que acabou frustrado. A PF apontou que Kássia Regina fazia parte desse grupo, servindo como ponte de informação entre os presos com outros integrantes que estavam do lado de fora.

Em nota, a defesa da advogada afirma que houve uma confusão entre as atividades exercidas por ela e que a inocência dela será provada.

“A exigência de respeito às prerrogativas do advogado nada mais é que um direito previsto em lei, porém, sabe-se que a letra fria da lei não impede que ocorram situações prejudiciais ao advogado, tal como no caso concreto”, diz o advogado Juliano Rocha de Moraes.

Kássia foi presa durante a operação “Anjos da Guarda”, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira.

Após audiência de custódia, a Justiça concedeu o alvará de soltura, estabeleceu o uso da tornozeleira e autorizou saídas de casa apenas para eventuais emergências médicas dela e do filho, assim como para acompanhamento do filho nas consultas para tratamento do autismo, mediante comunicação dos endereços dos locais em que estas são realizadas.

“[…] Poderá, também, deixar a residência para atender aos chamados da Justiça e Polícia Federal, no interesse da investigação/instrução apresentando a devida ressalva/certidão”, diz trecho da decisão.

Operação Anjos da Guarda

Na operação, a PF cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e outros 13 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. O objetivo da operação foi impedir o plano de resgate de líderes de um dos maiores grupos criminosos do país.

A polícia descobriu durante as investigações que os presos e outros suspeitos de envolvimento no plano mantinham uma rede de comunicação e se falavam por meio de mensagens, mediadas por advogados.

De acordo com a PF, os profissionais usavam códigos simulando questões jurídicas que não existiam, durante os atendimentos aos clientes.

Foram identificadas três estratégias para a fuga, incluindo invasão ao presídio por 100 homens armados e com bombas, além do sequestro de autoridades e parentes de presos para negociar a liberação de Marcola e outros líderes da facção e uma rebelião na penitenciária.

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Fonte: IG Nacional

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