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Economia

Pagamento do 13º salário vai injetar mais de R$ 200 bilhões na economia

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84,5 milhões de trabalhadores vão receber o 13º salário, que deve atingir R$ 2,320 neste ano
USP Imagens

84,5 milhões de trabalhadores vão receber o 13º salário, que deve atingir R$ 2,320 neste ano

O pagamento do 13º salário deve injetar R$ 211,2 bilhões na economia brasileira até dezembro, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (18) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor equivale cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Leia também: Bolsonaro defende o 13º salário e sugere que seu vice desconhece a Constituição

A estimativa é de 84,5 milhões de trabalhadores inseridos no mercado formal – ou seja, aqueles que possuem carteira assinada – incluindo aposentados, pensionistas e empregados domésticos, serão contemplados com o salário
extra, que deve atingir R$ 2.320 neste ano.

Do valor total que deve ser usado em pagamentos como renda
adicional ao salário, aproximadamente 66%, o equivalente a R$ 139,4 bilhões, irá para os trabalhadores formalizados, incluindo os domésticos. Os outros 34% (cerca de R$ 71,8 bilhões), são destinados aos aposentados e pensionistas da Previdência Social, União, estados e municípios.

Segundo a pesquisa, o mercado formal conta com 48,7 milhões de pessoas, 57,6% dos beneficiados pelo pagamento. Os aposentados e pensionistas são 41,2% do total, com 34,8 milhões de pessoas. Já os empregados domésticos contratados através da carteira assinada somam 1,8 milhão, ou 2,2% do total de pessoas que receberão o 13º.

O estudo do Dieese também constatou que o número de pessoas que receberá o 13º salário
em 2018 é 0,6% maior do que o que foi calculado para 2017.

De acordo com a instituição, os cálculos não levam em conta “trabalhadores autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano”.

13º salário por regiões


O maior valor 13º salário será pago no Distrito Federal, com média de R$ 4.278
iStock

O maior valor 13º salário será pago no Distrito Federal, com média de R$ 4.278

Na distribuição por região, os estados do Sudeste ficarão com 49,1% dos pagamentos, seguidos pelo Sul e Nordeste, com 16,6% e 16%, respectivamente. Já a região Centro-Oeste e a Norte tem menos de 10 pontos percetuais, com 8,9% e 4,7%.

Leia também: INSS libera consulta à primeira parcela do 13º de aposentados 

O maior valor médio do benefício será pago no Distrito Federal (R$ 4.278) e os estados do Maranhão e Piauí receberão os menores valores (R$ 1.560 e R$ 1.585).

Em São Paulo, serão injetados R$ 60,7 bilhões na economia, ou seja, 28,8% do total brasileiro, que é de R$ 211,2 bilhões.

Quando vou receber?


O 13º salário é direito dos trabalhadores que possuem carteira assinada
Pixabay/Creative Commons

O 13º salário é direito dos trabalhadores que possuem carteira assinada

O 13º salário
é uma obrigação para todos os empregadores que possuem trabalhadores com carteira assinada, e o seu não pagamento ou atraso é considerado uma infração, podendo resultar em pesadas multas se for autuado por um fiscal do trabalho. Apesar de as empresas poderem antecipá-lo, em 2018, o  pagamento da primeira parcela
desse valor deve ser feito até o dia 30 de novembro e a segunda parcela até o dia 20 de dezembro.

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Economia

Economia é o principal problema do país para 4 em cada 10 eleitores

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Bolsonaro consegue capitalizar queda no preço dos combustíveis
Reprodução

Bolsonaro consegue capitalizar queda no preço dos combustíveis

Quatro em cada dez eleitores diz que a  economia é o principal problema do Brasil, aponta a pesquisa Genial/Quaest nacional divulgada nesta quarta-feira (17). O índice permaneceu estável desde a última pesquisa, em 3 de agosto. Em seguida, 21% dos eleitores diz estar preocupado com questões sociais, 13% com saúde/pandemia e 7% com corrupção, enquanto 15% tem outras preocupações e 3% não souberam responder. 

Além disso, a pesquisa aponta que está diminuindo a percepção de que a economia do país piorou no último ano. Dentre os entrevistados, 52% diz que a situação econômica nacional se deteriorou, ante 56% na última pesquisa. Enquanto isso, subiu de 23% para 24% os que dizem que ficou do mesmo jeito, e de 20% para 23% os que sentiram melhora na economia. Este é o melhor resultado desde o começo da série histórica. Confira: 

O eleitor, no entanto, não acredita que o presidente Jair Bolsonaro está fazendo tudo o que pode para destravar a crise econômica. Manteve-se estável em 51% o percentual de pessoas que não vê empenho do presidente em resolver os problemas do país.  

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A percepção dentre 62% o eleitorado é que as medidas econômicas visam a reeleição do presidente Bolsonaro, enquanto 33% acreditam ser para ajudar as pessoas. 

Esse índice é ainda maior entre os não bolsonaristas. Entre cidadãos que votam no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número sobe para 84%, enquanto apenas 10% dizem ser para ajudar outras pessoas. 

Já entre os bolsonaristas, 70% diz que Bolsonaro está empenhado em ajudar as pessoas, enquanto 25% diz que ele está focado na reeleição. 

Combustíveis

A cruzada do presidente para tentar reduzir os combustíveis, com cortes temporários no ICMS de estados, tem dado efeito nas pesquisas de intenção de voto. Quase 45% (42%) atribuem ao presidente a queda nos postos. Outros 9% dizem que é responsabilidade da Petrobras, enquanto 8% dizem ser de governadores. Outros 5% atribuem ao dólar, e 5% a queda no preço do petróleo. Confira: 

Algum efeito já está sendo sentido em outros indicadores, por exemplo, na avaliação do governo. É a primeira vez que a avaliação positiva aparece na casa dos 29% e a avaliação negativa em 41%.

A avaliação negativa do governo Bolsonaro também caiu entre quem tem renda mais baixa e entre quem tem renda média.

“Estes são indicadores importantes de acúmulo de capital político por parte do governo, o que pode vir a se transformar em intenção de voto no futuro, a ver…” publicou em rede social o diretor da pesquisa, Felipe Nunes. 

A pesquisa também aponta que o início do pagamento dos benefícios pelo governo federal, incluindo o Auxílio Brasil, não alterou a diferença entre Lula (45%) e Bolsonaro (33%), que se mantém em 12 pontos percentuais. Veja: 

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em 120 municípios das cinco regiões do País entre os dias 11 e 14/ago. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiabilidade de 95%. Pesquisa registrada BR-01167/22.


Fonte: IG ECONOMIA

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