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Óleo derramado no Nordeste pode chegar às praias do Rio e preocupa autoridades

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Agência Pública

Óleo que atingiu a costa do Nordeste pode chegar às praias do Rio de Janeiro.

Autoridades temem que o óleo que atingiu a costa do Nordeste chegue até as praias do Rio de Janeiro nos próximos dias. Para evitar contaminação das praias, o governo do Estado do Rio  criou um grupo de trabalho especial para monitorar a costa fluminense. O intuito do grupo é garantir que haja resposta de imediato, caso o petróleo chegue no litoral carioca.

A secretária estadual do Ambiente e Sustentabilidade Ana Lúcia coordena as ações. O estudo é composto por técnicos da secretaria e do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea).

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“O Inea realizou a capacitação de 80 pessoas, entre técnicos da Defesa Civil estadual, do Corpo de Bombeiros e do próprio órgão ambiental, além de militares do Exército para atuação em caso de surgimento de óleo na costa, disse o Inea em nota enviada ao Estadão.

A capacitação da equipe que está disponível para atuar em caso de contaminação por óleo foi iniciada nesta segunda-feira (11).

Segundo o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas, a direção e intensidade das correntes marítimas e ventos na superfície do mar vão ser determinantes para a chegada do óleo no Rio de Janeiro. 

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Estratégia de combate à Covid-19 precisa ser repensada, diz Teich

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Ex-ministro da Saúde Nelson Teich
Erasmo Salomão/MS

Ex-ministro da Saúde Nelson Teich

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse neste domingo (12) em entrevista à GloboNews que a estratégia do governo federal de combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), precisa ser repensada.  Teich deixou o comando da pasta no dia 15 de abril, menos de um mês após assumir o cargo.

Para o antigo ministro, a pasta sofre com a falta de informação e inteligência. Para Teich, no entanto, essa deficiência se dá por conta do comportamento que a Covid-19 tem. “Ela é uma doença que muda todos os dias. A cada dia é uma nova dinâmica. A gente precisa ficar em um processo de eterna reformulação de estratégia”, afirmou Teich.

Ainda de acordo com o médico, isso mostra as fragilidades que o sistema de monitoramento e gestão tem na pandemia do novo coronavírus. “Uma das fragilidades, até para você conseguir liderar e coordenar, é ter informação. Se eu não sei o que acontece na ponta, eu não consigo entender o que está acontecendo ao longo do caminho e eu não consigo planejar, eu não consigo reestruturar”, disse o ex-ministro.

Um dos exemplos que Teich citou foi a dificuldade em saber qual era a diferença nas taxas de mortalidade nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em cada região do Brasil.

“E o que fazia com que a mortalidade fosse diferente? Eram os profissionais, era o equipamento, era alguma estratégia de tratamento que acontecia em determinado lugar? Se eu tivesse essa informação eu poderia saber quem performa melhor, quem trata melhor e essa pessoa seria uma referência para o resto do sistema”, completou.

Nesse sentido, o médico explica que, caso essas informações estivessem disponíveis, as boas práticas poderiam ser aplicadas em todas as regiões. Essa estratégia, no entanto, foi um dos principais pontos de críticas de Teich no combate à Covid-19. Ele dizia que nenhuma região do Brasil era igual, por isso as medidas de enfrentamento não poderiam ser as mesmas .

“Quando você descentraliza sem informação e sem coordenação, você tem muita fragmentação. E o que é fragmentado é ineficiente”, afirmou.

Questionado sobre a forma como conduziu o ministério, Teich disse que poderia ter tido um desempenho melhor na comunicação com a sociedade e com integrantes do governo. “Uma coisa que eu estava muito preocupado era com a polarização que eu peguei com naquele momento e acabei deixando de fazer uma comunicação adequada”, avaliou o ex-ministro.

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