Connect with us

Economia

Moradores da terceira idade: os cuidados que os condomínios devem ter com idosos

Publicado em


Condomínio pode auxiliar e evitar acidentes com os moradores idosos
iStock

Condomínio pode auxiliar e evitar acidentes com os moradores idosos

Já é fato notório que viemos passando, nos últimos anos, por um processo de envelhecimento da população brasileira… Para se ter uma ideia, nos últimos 5 anos houve um aumento da ordem de quase 19% na população de idosos acima dos 60 anos no país, dado impressionante que nos leva a algumas reflexões sobre a maneira de abordar o assunto no nosso dia a dia.

Leia também: Condomínios podem pagar muito caro por não guardar documentos

A figura do condomínio
, por sua vez, deve se atentar para esse fato e iniciar a pensar em como agir, pois mesmo que hoje em determinado empreendimento o número de idosos
não seja relevante, isso deve mudar ao longo dos anos com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, ou seja, as decisões tomadas hoje, podem se voltar contra o próprio condomínio no futuro, quando certamente haverá uma inversão de necessidades por causa do envelhecimento dos próprios condôminos.

Sabemos que os novos empreendimentos já estão tratando o tema com mais profundidade, visto que há um notório crescimento do poder de compra dessa população, e por isso um consequente interesse do mercado em atingir esse público. some-se a isso as novas legislações, que obrigam as incorporadoras a pensarem no assunto desde o projeto, e temos um problema reduzido nos empreendimentos modernos, mas e os milhares de condomínios antigos, que quando idealizados não tinham essa preocupação? o que fazer?

Em primeiro lugar, vale lembrar que não estamos falando apenas de comodidade e conforto aos moradores
dessa faixa etária, mas também do impacto que esse assunto pode ter diretamente no condominio, à medida em que a não observância ao assunto, pode imputar desde uma responsabilidade civil ao mesmo por conta de um acidente, até a responsabilidade criminal do síndico por discriminação do acesso aos aparelhos de lazer e áreas comuns a todos, independente de sua condição física e/ou idade.

Leia também: Evite transtornos na hora do sorteio de vagas de garagem no seu condomínio

O primeiro passo então, é a orientação adequada aos colaboradores, que devem saber lidar de forma diferenciada com essas pessoas, de modo a facilitar pequenas tarefas do dia a dia, como carregar uma sacola de compras, etc. Isso se faz com investimento em treinamento e reeducação tanto dos colaboradores quanto dos próprios condôminos, por meio de campanhas e cartazes, entre outras medidas.

Portanto, como de costume, separamos abaixo algumas dicas de como se preparar para atender essas pessoas, cada vez mais presentes em nossa sociedade:

  • Rampas de acesso: feitas para substituir escadas, devem obedecer a norma 9050 sobre a sua inclinação máxima – já que uma rampa super inclinada não iria ajudar no deslocamento;
  • Piso antiderrapante: pisos lisos demais ou com muitos tapetes facilitam quedas;
  • Corrimãos: devem estar em ambos os lados de escadarias, e começar e terminar da parede;
  • Escada de alvenaria nas piscinas: a substituição de escadas de inox por uma que seja parte da piscina ajuda a todos a entrarem na água de forma muito mais segura;
  • Aumento da clausura para que caiba ali uma pessoa com cadeira de rodas;
  • Elevadores: o condomínio deve disponibilizar elevadores sempre que não conseguir que suas rampas sigam a NBR 9050;
  • Adaptação de banheiros: colocação de barras de apoio corretamente em banheiros das áreas comuns;
  • Adaptação de portas: A NBR 9050 pede que as portas sejam largas o suficiente para que seja possível passar uma cadeira de rodas, que tem, geralmente 90 cm;
  • Funcionários treinados para sempre oferecer ajuda sem serem invasivos;
  • Dar curso de primeiros socorros para pelo menos um colaborador, fornecendo o material necessário paras eventual emergência;
  • Manter na portaria e com o síndico, contato de algum familiar do idoso, que possa ser rapidamente acionado no caso de qualquer emergência;
  • Ainda que não seja obrigatório, tentar priorizar pessoas com mais de 60 anos no sorteio de vagas, de forma a não ficarem com as “vagas presas” e para que estejam mais próximas do acesso aos elevadores;
  • Disponibilizar vaga de “carga e descarga” para que sejam utilizadas para um motorista, uber ou táxi, possa pegar o idoso de formas mais tranquila e sem acidentes dentro da garagem;
  • Fazer convênios com empresas que oferecem atividades voltadas a esse público, tais como aula de pintura, dança, etc;

Lembrem-se que nós somos os futuros idosos, e que se não os respeitamos, estaremos determinando como vamos ser tratados quando nós é que estivermos nessa situação… Ter empatia com seus vizinhos, é uma das regras fundamentais da convivência em condomínio. Nos dias de hoje, onde cada vez mais existe um individualismo da população, vale atentar para o coletivismo, que propicia uma vida mais tranquila, sem conflitos nem tampouco desrespeito.

Leia também: Como o eSocial vai mudar a maneira como administramos nossos condomínios

 Nos despedimos na certeza de que, mais uma vez, tenhamos conseguido auxiliá-los de alguma maneira.

“Seja paciente com os idosos
. Afinal, um dia eles foram pacientes com a criança que você foi.” Vanessa Pimentel

Comentários Facebook
Advertisement

Economia

Lula fala em isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil

Published

on

Lula usa a economia para criticar Bolsonaro
Reprodução/Twitter – 16.08.2022

Lula usa a economia para criticar Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feria (17) que estuda isentar a contribuição do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Segundo o candidato à presidência da República, a medida seria implementada ainda no primeiro ano de governo , com isso, mais de 23,8 milhões de contribuintes seriam beneficiados pela isenção.

“Quando eu era presidente, reajustei várias vezes a tabela do Imposto de Renda. O Bolsonaro prometeu e não fez. Nós vamos reajustar a tabela, escolher uma faixa maior para isentar do imposto, penso que por volta de R$ 5 mil. Vamos ter que estudar e discutir sobre isso”, disse Lula em entrevista à Rádio Super, de Minas Gerais. 

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG 

Segundo a Unafisco, o número de isentos passaria de 7,6 milhões para  23,8 milhões (16,2 milhões a mais) com um ajuste integral da tabela, de 147,4%, dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 4.710,49.

“Na hora que você fizer isso vai ter que deixar de arrecadar uma quantidade enorme de dinheiro que você vai ter que dizer de qual outra fonte vai tirar recurso”, disse o candidato.

“Agora, o reajuste [da tabela], independentemente de qualquer coisa, a gente vai fazer todo ano. Ora, se tudo se reajusta nesse país, por que a tabela do Imposto de Renda não pode ser reajustada para aqueles que vive de salário?”, completou o ex-presidente.

Ontem, no primeiro dia de campanha, Lula esteve no ABC Paulista, em São Bernardo do Campo, falando com trabalhadores na porta da fábrica da Volkswagen e disse que “a primeira medida” do seu governo seria o reajuste da tabela do Imposto de Renda. 

Para o petista, uma das saídas para a crise econômica e social enfrentada pelo Brasil é desenhar e colocar em prática uma reforma tributária progressiva, em que os mais ricos terão que pagar mais impostos, aliviando os mais pobres e permitindo o reajuste da tabela do IR, que beneficia sobretudo a classe média.

Segundo levantamento realizado pelo Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRCRJ), a defasagem na tabela do Imposto de Renda (IR) já causou prejuízo de R$ 90 bi à classe média

Uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018 foi isentar de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos, que na época representava R$ 5 mil. Já eleito, Bolsonaro prometeu, em 2019, que corrigiria a tabela do IR com, “no mínimo” a inflação.

A cinco meses de terminar o mandato, caso não seja reeleito, o presidente não fez nem uma coisa, nem outra. E, agora,  afirma que vai corrigir a tabela do IR em 2023.

A disparada da inflação nos últimos meses acentuou, no governo Bolsonaro, a mordida do Imposto de Renda sobre a renda dos trabalhadores. Só nos três anos e meio do mandato de Bolsonaro, a defasagem da tabela do IR chega a 26,6%, segundo estudo feito pelo Sindifisco Nacional.


Fonte: IG ECONOMIA

Comentários Facebook
Continue Reading

Policial

Política MT

Mato Grosso

Nacional

Entretenimento

Tecnologia

Mais Lidas