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Agro Veracidade

Ministro discute demandas da cafeicultura com governador de Minas e representantes do setor

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em exercício, Marcos Montes, recebeu nesta terça-feira (8) o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, deputados e representantes da cafeicultura para discutir o cenário do produto no estado. No encontro, foram apresentadas a prorrogação dos vencimentos do custeio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e a destinação de recursos para a próxima safra.

Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil, com 53% da produção nacional, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No encontro, Marcos Montes reafirmou o compromisso do ministério com os produtores.

“Não temos outro direcionamento que não seja o produtor. Sabemos que o produtor está vivendo um momento difícil, precisamos unir as nossas forças para tirá-los dessa situação. O ministério está pronto para construir soluções”.

Neste ano, o Mapa firmou contrato com 22 agentes financeiros para operar os recursos do Funcafé, totalizando uma disponibilidade imediata de R$ 2,9 bilhões para os cafeicultores.

O valor foi repassado para as linhas de credito de custeio, comercialização, aquisição de café e capital de giro para as indústrias de solúvel, torrefadores e cooperativas, além de recuperação de cafezais danificados e atender os produtores que tiveram as lavouras prejudicadas pela recente geada. O orçamento para a atual safra é de R$ 5,071 bilhões.

Roberto Simões, primeiro vice-presidente da CNA e presidente do Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), avaliou o encontro como positivo e disse acreditar que a solução para o setor virá em breve. “Nossas demandas tiveram aceitação no ministério e esses assuntos estão sendo encaminhados. Agora, precisamos trabalhar com nossa frente de deputados mineiros, para atuar em outras instâncias”, afirmou.

Informações à imprensaCoordenação-Geral de Comunicação
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Agro Veracidade

Pecuaristas usam ultrassonografia para selecionar animais de alto padrão e avaliar a qualidade da carne em MT

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Para avaliar a produção bovina, qualidade da carne e identificar os animais elite, o Eng Agrônomo e pecuarista Raul Almeida Moraes Neto, recorreu a tecnologia de avaliação de carcaças em animais vivos, por meio de ultrassonografia bovina, com o propósito de acompanhar a evolução do rebanho da raça Araguaia, criado no interior de Mato Grosso, na fazenda Santa Rita, em Torixoréu, a 550 km de Cuiabá.

A raça de gado de corte, Araguaia, apresenta grande capacidade produtiva e reprodutiva, foi desenvolvida pelo pecuarista e tem o acompanhamento do geneticista, Gismar Silva Vieira e agrega características genéticas de três origens, sendo a fusão entre a francesa blond d’aquitaine, a indiana nelore e a brasileira caracu. O parceiro e sócio-proprietário da Origem Premium, Alexander Estermann ressalta, que a meta é multiplicar os animais mais produtivos e com aptidão para carnes especiais, com qualidade superior.

“Essa técnica do ultrassom, permite acelerar a seleção de animais com maior rendimento de carcaças, melhor rendimento frigorífico e mais aderência aos parâmetros de maciez e de baixo teor de gordura que caracterizam os produtos da Origem Premium”.

O exame é de aplicação no melhoramento genético e indica as dimensões da área de olho de lombo (AOL), de gordura intramuscular da carne e maciez. A ultrassonografia de carcaça permite selecionar animais com alto potencial produtivo e de carne mais macia ao fornecer um levantamento detalhado, sobre as características do rebanho.

“A técnica de ultrassonografia de carcaça é uma tecnologia não nociva, o ultrassom é passado entre as duas últimas costelas, sendo a técnica mais atual. Com esse recurso, a gente consegue prever como o animal vai ser no abate. Identificamos àqueles que produzem maior volume de carne na carcaça e com maior ou menor teor de gordura e maciez e antes, isso só seria possível determinar após o abate. Desse modo, encurtamos e potencializamos o caminho do melhoramento genético, apuramos a quantidade e a qualidade de carne que o bovino vai deixar na indústria frigorífica”, explica o zootecnista, Caio Zacarias.

A 17 anos na criação da raça Araguaia, o pecuarista adotou pela primeira vez a tecnologia para avaliação de carcaças. Com base nos exames de imagem, o criador poderá verificar o desempenho individual dos animais, e determinar por meio do mapeamento genético a classificação de touros, matrizes de maior rendimento e qualidade que possam fornecer carnes no padrão premium.

“Com essa avaliação eu consigo apurar se o animal é mais produtivo, se produz mais carne ou não. Outro resultado é com relação a marmoreio, nós queremos uma carne com menor teor de gordura intramuscular, low fat, e que ofereça uma carne mais macia. Iremos separar os animais mais produtivos e com essas informações, ofertaremos no mercado uma genética superior em produtividade, e uma carne com baixo teor de gordura, mas com extrema maciez. Os melhores animais, multiplicaremos por meio de transferências de embriões, para atender o nosso programa de carne Origem Prêmium/ Raça Araguaia”, avalia o pecuarista.

De acordo com o especialista, os exames apresentaram índices expressivos quanto aos padrões de maciez e baixo teor de gordura. “Os resultados apontaram que os animais apresentam um diferencial, produzem muita carne e baixo teor de gordura, características de carne mais saudável, que classificamos como light”, avalia Zacarias.

As coletas dos exames de maciez da carne serão processados e analisados em laboratório especializado nos EUA , trata-se de uma ferramenta inovadora para aplicação no melhoramento genético dos rebanhos.

 

Assessoria de Imprensa

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