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Política Nacional

Médicos impedem transferência do senador Acir Gurgacz (PDT) para a prisão

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Primeira Turma do STF condenou senador Acir Gurgacz por crime contra o sistema financeiro nacional
Pedro França/Agência Senado – 10.12.14

Primeira Turma do STF condenou senador Acir Gurgacz por crime contra o sistema financeiro nacional

Apesar de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter determinado nesse domingo (14) a  imediata transferência do senador Acir Gurgacz
(PDT-RO) de um hospital em que se encontra internado em Cascavel (PR) para o Distrito Federal, onde Gurgacz deve iniciar o cumprimento da pena de 4 anos e 6 meses em regime semiaberto
, os policiais federais ainda não puderam fazer a transferência porque a equipe médica argumenta que o parlamentar não tem condições médicas para ser removido.

O delegado federal Marco Smith, da Polícia Federal em Cascavel, informou nesta segunda-feira (15) que os médicos do Hospital São Lucas dizem que há risco de vida na transferência do senador Acir Gurgacz
. “Os médicos não só não autorizam, como, pelo contrário, dizem que há risco de vida na remoção dele”, disse, por telefone, à reportagem da Agência Brasil.

Smith disse que peritos médicos devem analisar o quadro do senador ainda nesta segunda-feira para confirmar ou não o diagnóstico da equipe do hospital. Segundo o delegado, a equipe médica do Hospital São Lucas alega que o senador tem um quadro depressivo, hipertensão e crise traumática de estresse.

O Hospital São Lucas informou que não vai se manifestar.

O que diz a defesa de Acir Gurgacz


Ministro do STF Alexandre de Moraes determinou transferência imediata do senador Acir Gurgacz para a prisão
Fellipe Sampaio /SCO/STF – 29.3.17

Ministro do STF Alexandre de Moraes determinou transferência imediata do senador Acir Gurgacz para a prisão

O advogado Ramiro Dias disse que a defesa vai aguardar o laudo da perícia médica a respeito da situação de saúde do parlamentar. “Estamos levando informações ao ministro [Alexandre de Moraes] que não estavam no processo a respeito da saúde do paciente”, disse. “Estamos pedindo que o senador fique em Cascavel porque essa remoção implica risco grave à saúde do paciente”.

Gurgacz foi condenado em fevereiro pela Primeira Turma do STF por crime contra o sistema financeiro nacional. Neste mês, o colegiado determinou o cumprimento imediato da pena, mas a ordem de prisão foi adiada até depois das eleições, uma vez que o senador era candidato ao governo de Rondônia e, por isso, não poderia ser preso, conforme regra do Código Eleitoral.

Passadas as eleições, a remoção de Gurgacz a um estabelecimento penal voltou a ser postergada por ele ter sido internado em um hospital de Cascavel (PR), para onde havia ido para visitar familiares, devido a uma crise de ansiedade. A defesa havia solicitado que a prisão fosse adiada enquanto durasse a internação, mas o ministro Alexandre de Moraes
não concedeu o pedido.

Moraes afirmou inexistir notícia de que o início do cumprimento da pena possa acarretar em risco de vida ou à saúde física ou psíquica do senador. O ministro acrescentou que o atestado médico apresentado pela defesa atesta somente o início de tratamento com remédios, que poderá prosseguir mesmo com o início da execução da pena.

O ministro afirmou ainda que o cumprimento da pena deve se dar na capital do País, onde Gurgacz tem mandato como parlamentar.

O senador foi condenado
por desviar recursos de um financiamento obtido junto ao Banco da Amazônia, entre os anos de 2003 e 2004, quando o senador era diretor da empresa de ônibus Viação Eucatur.

Leia também: Apenas 27 eleitos e reeleitos na Câmara entram com votos próprios

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Pública Federal (MPF), Gurgacz obteve, mediante fraude de documentos e dispensa indevida de garantias, um empréstimo de R$ 1,5 milhão para a renovação da frota de ônibus da empresa.

O dinheiro, porém, não foi utilizado para a aquisição de veículos novos, conforme previsto no contrato, mas somente em parte para compra de veículos velhos reformados, com mais de 11 anos de uso, diz a denúncia. Cerca de R$ 510 mil teriam sido embolsados pelo próprio Acir Gurgacz
, sendo apresentadas notas fiscais falsas para acobertar o desvio.

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Evento com Lula é cancelado por causa de segurança

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Lula não participará de evento em São Bernardo do Campo
Ricardo Streck

Lula não participará de evento em São Bernardo do Campo

Nesta segunda-feira (15), a campanha Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a participação do ex-presidente na fábrica da Volkswagen do Brasil, que ocorreria na terça (16), em São Bernardo do Campo (SP). Sem o petista, a organização resolveu suspender o evento.

Segundo a assessoria do líder nas pesquisas, “o evento da fábrica de manhã foi cancelado por falta de tempo hábil de execução dos procedimentos de verificação de segurança”, no entanto, “a campanha começa na atividade da tarde, em São Bernardo do Campo”.

A partir de amanhã, o ex-presidente inicia oficialmente sua campanha eleitoral à Presidência da República. A escolha de São Bernardo do Campo não é por acaso. Em 1968, ele se filiou ao Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, iniciando sua trajetória política.

Popular entre os sindicalistas, Lula se tornou um líder e conseguiu esteve envolvido nas Diretas Já e, em 1986, foi eleito deputado federal com a maior votação da Câmara Federal até então. Em 1989, 1994 e 1998 foi candidato a presidente, mas acabou sendo derrotado.

Em 2002, conseguiu ser eleito e, quatro anos depois, foi reeleito. Em 2010, indicou Dilma Rousseff para ser sua sucessora, obtendo sucesso. Com o impeachment da ex-presidente, ele se colocou como candidato em 2018, só que acabou sendo impedido por estar preso.

Com as anulações e absolvições, Lula se tornou elegível novamente e agora aparece na primeira colocação nas pesquisas de intenções de votos.

Além de iniciar a campanha em São Bernardo do Campo, o antigo chefe do executivo federal também  participará da posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Fonte: IG Política

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