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Política Nacional

Lula quer recriar todos os ministérios e pasta para questões indígenas

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Lula durante comício na Cinelândia
Reprodução – redes sociais – 08/07/2022

Lula durante comício na Cinelândia

O ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que recriará todos os ministérios que teve no passado em um eventual novo mandato. A declaração foi realizada durante entrevista ao UOL nesta quarta-feira.

Lula também defende a criação de um Ministério das Causas Indígenas, que, segundo ele, será comandado por um indígena. O petista afirmou que pretende recriar também o Ministério do Planejamento, fundido à pasta da Economia sob a gestão Bolsonaro.

“Os ministérios que eu tinha vou recriá-los: Ministério da Igualdade Racial, Direitos Humanos, Pesca. Vou criar o Ministério das Causas Indígenas, e terá que ter um índio no ministério. Não precisa ser um branco de terno e gravata”, declarou Lula.

O petista sinalizou que deve nomear um ministro político no Ministério da Fazenda, diferente do perfil do atual ministro, Paulo Guedes. Com isso, deve repetir o que houve em seu primeiro governo, quando Antônio Palocci assumiu a pasta.

“O que eu não quero é fazer um governo só de técnicos. Porque se técnico resolvesse o problema, eu iria na USP, pegaria todos os técnicos e colocaria no governo. Quem tem que dirigir é a política”, declarou.

O ex-presidente voltou à carga contra a atual política de preços da Petrobras — hoje baseada na política de paridade internacional (PPI) — e prometeu reverter as alterações feitas durante o governo de Michel Temer (MDB).

“Eu pretendo fazer com que o preço da Petrobras seja em função dos preços nacionais. Essa história de PPI é para agradar os acionistas em detrimento de 200 milhões de brasileiros.”

Lula elogiou o manifesto em defesa da democracia realizado por juristas, gestores de empresas, artistas, advogados e entidades da sociedade civil. Disse que os intelectuais e empresários “resolveram se mexer”.

Declarou que irá apoiar “qualquer coisa envolvendo democracia”. Banqueiros como Roberto Setubal, Pedro Moreira Salles e Candido Bracher (os dois primeiros são copresidentes do Itaú Unibanco, e o terceiro, ex-presidente do banco), além do ex-presidente do Credit Suisse no Brasil José Olympio Pereira estão entre os que assinaram o texto.

O ex-presidente saiu contra a privatização dos bancos estatais, dizendo que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil “salvaram a economia brasileira”.

Repetindo o que vem dizendo sobre o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sob seu eventual novo governo, Lula defendeu uma mudança de direção na instituição e a função do Estado em momentos de crise. Para ele, “quando a coisa está boa, todo mundo fala em mercado”, mas “quem salvou o Lehmann Brother foi o Estado”.

“Quando os bancos privados não querem emprestar dinheiro, o BNDES está aí para emprestar, e inclusive baixar a taxa de juros. Hoje quero mudar o perfil do BNDES, quero fazer com que ele seja um emprestador de dinheiro para pequenos e médios empreendedores.”

Lula lidera na corrida presidencial das eleições de 2022. A última pesquisa eleitoral do Datafolha, divulgada no final de junho, mostrou o petista com 47% das intenções de voto, contra 28% do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O PT oficializou na semana passada a chapa formada por Lula e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) para o pleito de outubro.

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Fonte: IG Política

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‘Trabalhei pro Bolsonaro e votei nele’, diz Elvis Cezar, do PDT

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Elvis Cezar é candidato ao governo de SP pelo PDT
Reprodução – 17.08.2022

Elvis Cezar é candidato ao governo de SP pelo PDT

O candidato ao governo do estado de São Paulo, Elvis Cezar, afirmou durante sabatina organizada pelo Estadão em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), nesta quarta-feira (17), que votou e trabalhou para o presidente Bolsonaro nas eleições de 2018.

“Em um primeiro momento em 2018, nós votamos contra um sistema que estava implantado no Brasil, contra o PT, todos nós votamos e votamos em massa em São Paulo. Eu fiz essa atividade, eu era do PSDB, coordenei, fui um dos coordenadores da campanha do Dória, e coordenei no segundo turno uma atuação muito forte e incisiva, trabalhei pro Bolsonaro e votei no Bolsonaro.”

Segundo Cezar, o contexto das eleições de 2018 merecia essa atitude, já que de acordo com ele era a condição mais ‘razoável’ no momento.

Questionado se teria se arrependido por ter votado em Bolsonaro em 2018, Elvis Cezar respondeu:

“Eu tenho hoje uma grande convicção, eu acho que o Brasil não merecesse votar por exceção, e eu votei por exceção naquelas eleições.”

Logo depois, o candidato derramou elogios ao candidato a Presidência da República também pelo PDT Ciro Gomes.


Fonte: IG Política

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