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Saúde

Jovem descobre que cremes de esteroide para tratar eczema pioravam a situação

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Após parar com o uso dos cremes  de esteroides, Nina Ajdin percebeu uma melhora significativa na pele
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Após parar com o uso dos cremes de esteroides, Nina Ajdin percebeu uma melhora significativa na pele

Depois de lutar por dez anos contra um eczema, Nina Ajdin, hoje com 28 anos, finalmente descobriu que o que fez com que sua pele descamasse até formar feridas doloridas e seus cabelos caíssem durante todo o período de sua adolescência foi o uso de cremes de esteroides receitados pelos médicos.

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Quando tinha dez anos, a jovem de Illinois, nos Estados Unidos, recebeu a indicação para usar cremes de esteroides
para aliviar seu quadro de eczema. A condição costuma ser caracterizada por manchas avermelhadas, com pequenas bolhas e pode aparecer em diversas partes do corpo, causando consequências graves na qualidade de vida do indivíduo.

No início, os cremes realmente acalmaram as manchas escamosas vermelhas na pele da norte-americana. Porém, ao achar que poderia dar uma pausa no uso dos cremes, aos 17 anos, a situação ficou muito pior.


No início, quando usava os cremes de esteroides, a jovem conta que a pele chegou a apresentar melhora
Reprodução

No início, quando usava os cremes de esteroides, a jovem conta que a pele chegou a apresentar melhora

As manchas avermelhadas do eczema
se espalharam para todo o corpo e seu cabelo caiu. Além disso, sua pele começou a emitir um líquido fétido, que a isolou de qualquer interação social. Desde então, ela passou seis anos com reações terríveis, chegando a ficar em estado de coma por até 23 horas.

Em entrevista ao The Sun
, ela afirmou que consultou dezenas de médicos, em busca de ajuda, mas nenhum deles lhe deu um diagnóstico preciso. Na verdade, eles apenas diziam para ela manter a medicação a base de esteróides – sem conseguir fazer uma conexão entre os cremes e seus problemas de pele
.

“No começo, as erupções diminuíram, mas depois apareceram em outro lugar da minha pele, incluindo meu couro cabeludo. Fui completamente careca quando adolescente e os médicos não sabiam o que havia de errado”, contou.

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“Parecia que eu tinha queimaduras de terceiro grau do couro cabeludo até as solas dos pés e não conseguia me mexer, andar, comer ou me vestir sem ajuda. Chegou ao ponto que eu senti que preferia estar morta do que lidar com o que eu estava passando”, lembrou a jovem.

Ela também relatou que a parte mais difícil de todo o processo foi a falta de consciência por parte da comunidade médica, que insistia para que ela continuasse usando os esteróides.


Com o passar do tempo, os cremes de esteroides começaram a fazer mal para a pele de Nina
Reprodução

Com o passar do tempo, os cremes de esteroides começaram a fazer mal para a pele de Nina

Foi só quando o pai de Nina encontrou um vídeo na internet falando sobre síndrome de abstinência tópica de esteróides (TSW, na sigla em inglês), há quatro anos, que a ela percebeu que sua situação estava sendo agravada pelo uso dos cremes, e então decidiu parar de usá-los e deixar que os sintomas aparecessem naturalmente.

Agora, finalmente, Nina está começando a levar uma vida normal. Ela está trabalhando com atendimento ao cliente e está se candidatando a programas de graduação em gestão de negócios.

“Finalmente, posso começar a viver uma vida normal. Eu ainda recebo foguetes, mas não tão ruins quanto costumavam ser. Eu sei que em geral meu corpo está se recuperando por dentro e por fora.”

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A síndrome da pele vermelha, também conhecida como dependência tópica de esteróides, é uma condição que pode surgir a partir do uso de cremes de esteroides
para tratar um problema de pele, como o eczema.

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Saúde

Fiocruz: vacinação contra Covid foi mais lenta em cidades de baixo IDH

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Covid-19: nos municípios com baixo IDH, ritmo de vacinação foi mais lento, diz novo estudo da Fiocruz
Bruno Concha/Secom

Covid-19: nos municípios com baixo IDH, ritmo de vacinação foi mais lento, diz novo estudo da Fiocruz

A Atenção Primária em Saúde (APS) — a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) — foi determinante para atenuar as desigualdades na cobertura vacinal do Brasil contra a Covid-19. É o que aponta um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Américas.

Segundo a pesquisa, municípios com baixo ou médio Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tiveram uma menor cobertura vacinal em relação àqueles com alto IDH, mas que essas diferenças foram atenuadas por conta da presença da atenção primária.

A análise aponta também que quanto mais rápido os municípios imunizaram suas populações, mais cedo controlaram a pandemia, com progressão mais lenta nas taxas de óbitos por doses de imunizantes aplicadas.

Segundo o Ministério da Saúde, “a Atenção Primária é desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das pessoas. Há diversas estratégias governamentais relacionadas, sendo uma delas a Estratégia de Saúde da Família (ESF), que leva serviços multidisciplinares às comunidades por meio das Unidades de Saúde da Família (USF), por exemplo. Consultas, exames, vacinas, radiografias e outros procedimentos são disponibilizados aos usuários nas USF”.

O trabalho foi liderado pelo médico e pesquisador da Fiocruz Fernando Bozza, em colaboração com pesquisadores da PUC-Rio, do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor).

“Tendemos a achar que todos os municípios vacinaram da mesma forma, mas na realidade que vimos no estudo foi que os municípios mais pobres, aqueles com IDH mais baixo, tiveram maior dificuldade e demoraram mais para conseguir atingir uma cobertura vacinal adequada nos primeiros meses de vacinação”, explica Bozza.

O objetivo do estudo era descobrir se a velocidade da vacinação no Brasil contra o coronavírus foi igual entre os municípios de alto, médio e baixo IDH.

O período analisado foi entre 17 de janeiro (início da campanha de vacinação contra a Covid-19) e 31 de agosto (antes da administração da dose de reforço) de 2021, com foco na análise da dinâmica da cobertura vacinal da população adulta nos 5.570 municípios brasileiros.

Durante este intervalo, 200.740.725 doses de vacina contra a Covid-19 foram administradas no país: 63,8% dos adultos haviam tomado a primeira dose e 31% estavam com as duas, sendo que mais de 90% daqueles com 60 anos ou mais tinham o esquema vacinal completo.

Segundo o estudo, a cobertura da primeira dose foi diferente entre os municípios com IDH alto, médio e baixo, com 72, 68 e 63 doses por 100 habitantes, respectivamente.

Ao considerar a estrutura da Atenção Primária associada à vacinação e ao IDH, os pesquisadores perceberam que este foi um fator determinante: municípios com baixo IDH, mas boa cobertura da atenção básica tiveram melhores índices de imunização e, por consequência, conseguiram reduzir mais rápido as taxas de óbitos por doses aplicadas, quando comparadas com outras cidades com índice de desenvolvimento humano menor. Ter uma boa estrutura de Atenção Básica fez municípios mais pobres ter taxas de vacinação semelhantes aos mais ricos.

“Em municípios de IDH alto já não faz tanta diferença ter uma boa cobertura da Atenção Primária. E não é que não seja importante, mas para os municípios mais pobres, a presença da Saúde da Família garante a cobertura vacional. Durante a pandemia discutimos muito sobre a importância de ter uma boa estrutura hospitalar, com suporte de UTI. Nosso estudo mostrou que a Atenção Básica foi um fator protetor para garantir o processo de vacinação e para garantir o controle da pandemia”, afirma o pesquisador.

Como exemplo, Bozza cita o sucesso que foi o projeto desenvolvido pela Fiocruz de vacinação ocorrida na Maré — que não é um município, mas uma comunidade da Zona Norte do Rio. Como resultado, a população residente daquela região está praticamente toda vacinada.

“A presença da vacina nas comunidades é fundamental porque, às vezes, essas populações mais vulneráveis não têm o recurso para se locomover. Então, você garantir, especialmente nas comunidades mais pobres, essa presença das Unidades de Saúde da Família, conseguimos alcançar altas coberturas vacinais. Essa proximidade com a população é fundamental.”

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Fonte: IG SAÚDE

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