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Política Nacional

Haddad adota proposta de Alckmin e inclui controle de fronteiras em seu programa

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Para o segundo turno, Fernando Haddad tem buscado alianças e alterado programa para superar Bolsonaro
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 11.10.18

Para o segundo turno, Fernando Haddad tem buscado alianças e alterado programa para superar Bolsonaro

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad
, adotou para si proposta do candidato derrotado Geraldo Alckmin (PSDB) para criação de uma guarda nacional com efetivo permanente para atuar em todo o território nacional. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo
, o petista também decidiu incluir em seu programa de governo medidas para aprimorar o controle das fronteiras para evitar a entrada de armas e drogas no País.

As adaptações no plano de governo de Fernando Haddad
atendem a pedidos de governadores de estados do Nordeste, ainda segundo a Folha
. Está previsto ainda na seara desses ajustes  a efetivação do Fundo Nacional da Segurança Pública para destinar recursos federais ao combate ao crime.

“Ninguém quer dar mole pra bandido, mas a solução não é armar a população. O caminho é a Polícia Federal assumir o combate ao crime organizado”, explicou Haddad por meio de uma rede social. “Todos os estudos mostram que armar a população aumenta a violência”, completou.

Leia também: TSE proíbe que Bolsonaro e apoiadores usem ‘kit gay’ para atacar Haddad

Fernando Haddad adapta campanha para o segundo turno


Nova marca da campanha de Fernando Haddad retirou nome de Lula e trocou vermelho por verde e amarelo
Divulgação/PT

Nova marca da campanha de Fernando Haddad retirou nome de Lula e trocou vermelho por verde e amarelo

Correndo atrás na disputa eleitoral contra Jair Bolsonaro (PSL), Haddad vem buscando alianças e adaptando sua campanha neste segundo turno. Nesse sentido, o petista até mesmo mudou o logotipo de sua candidatura, tirando o nome do ex-presidente Lula e substituindo o tradicional vermelho do Partido dos Trabalhadores pelo verde-amarelo. 

“Nós mudamos a marca da campanha
as cinco vezes que fomos ao segundo turno. Não é a primeira vez que isso acontece e, em todas, fomos questionados. O segund turno não é mais a bandeira de um partido, você tem que anunciar a bandeira de um campo, uma frente de aliados que vai somar forças”, explicou Haddad em entrevista concedida ao programa “Pânico”, da rádio Jovem Pan
, nesta quinta-feira (16).

Pouco mais cedo, o candidato disse que, caso vença as eleições, ele pretende mudar toda a atual equipe econômica. O petista enfatizou que essa é uma das diferenças que marcam, no segundo turno, as propostas dele e de seu adversário.

Leia também: Em ato do PT, Cid Gomes chama militantes de “babacas” e prevê derrota de Haddad

Jair Bolsonaro
e seu guru econômico, Paulo Guedes, já fizeram elogios públicos ao atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o consideraram “excelente nome” para seguir no cargo. Guedes também já elogiou o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, e disse ver com bons olhos a ideia de  aproveitar “extraordinários quadros” do setor público.

“Ao contrário do Bolsonaro, nós decidimos não manter ninguém da equipe econômica do Temer no nosso governo. A partir do dia 1º de janeiro, a equipe do Temer sai e entra uma nova equipe”, ressaltou Fernando Haddad
em entrevista coletiva.

*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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Política Nacional

Brasília: defesa de hacker da Lava-Jato relata ameças após reunião

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Walter Delgatti e Carla Zambelli
Reprodução: Twitter – 14/08/2022

Walter Delgatti e Carla Zambelli

Após acompanhar o hacker Walter Delgatti, conhecido como “Vermelho”, em reuniões em Brasília na semana passada, o advogado Ariovaldo Moreira registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de São Paulo alegando estar recebendo ameaças de morte.

Ariovaldo e Delgatti viajaram a convite da deputada bolsonarisa Carla Zambelli (PL-SP) , no domingo passado. Na capital federal, participaram de reuniões com integrantes da campanha do presidente Jair Bolsonaro e com o chefe do PL, Valdemar Costa Neto. Delgatti também esteve no Palácio da Alvorada para uma agenda com Jair Bolsonaro.

O plano de Zambelli, segundo ela relatou a interlocutores, era de que o hacker que ficou famoso por revelar mensagens de integrantes da Operação Lava-Jato integrasse uma equipe de consultores contratados para fiscalizar as urnas eletrônica.

A deputada, porém, se desentendeu com o advogado, a quem acusa de ter cobrado uma compensação financeira — o que o advogado nega.

O Boletim de Ocorrência relatando as ameaças foi registrado às 22h14 deste sábado, na delegacia da Polícia Civil de Araraquara, cidade onde o advogado mora. No documento, obtido pelo GLOBO, o advogado diz que, após abdicar da defesa de Delgatti, e retornar a Araraquara, “recebeu ameaças de morte envolvendo seus familiares”.

O advogado informou ao delegado de plantão que as ameaças aconteceram “após retorno de reunião com autoridades relacionadas ao governo federal em Brasília”.

As ameaças chegaram via mensagens de texto e também por meio de áudios. O destinatário se identificava, no perfil, apenas pelo nome de “morte”. Ao GLOBO, Ariovaldo disse estar assustado.

“Eu nunca fui ameaçado na minha vida. Disseram que vão matar todo mundo”, relatou o advogado, que defendeu Delgatti em outros casos, antes mesmo da Operação Spoofing vir à tona.

Procurada para comentar o caso, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo ainda não se manifestou.

Ida a Brasília Preso em 2019 na Operação Spoofing, Delgatti foi o responsável por invadir o Telegram e copiar diálogos de integrantes da Operação Lava-Jato. Conforme O GLOBO mostrou, o plano de Zambelli era que ele fosse contratado como um especialista em ataques cibernéticos pelo Instituto Voto Legal, indicado pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para auditar as eleições em outubro — a instituição ainda aguarda o credenciamento da Corte.

Segundo ela detalhou a pessoas próximas, o principal argumento para contratá-lo era que ninguém dos partidos de esquerda iria querer contestar o trabalho do hacker que revelou a chamada “Vaza Jato”— os dados vazados contribuíram para mudar o entendimento sobre as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que fez com que o petista retomasse os direitos políticos e pudesse concorrer neste ano.

Duas pessoas do PL confirmaram a história, antecipada na quarta-feira pelo site G1. A parlamentar não quis falar sobre o assunto, mas revelou que pagou a hospedagem de Delgatti e do advogado Ariovaldo Moreira, no hotel Phenícia, em Brasília, cujas diárias custam em torno de R$ 200. Moreira defendeu Delgatti na ação da Spoofing.

Delgatti foi à reunião com Valdemar na última terça-feira para falar justamente sobre esse trabalho que ele poderia exercer como “fiscalizador das eleições”. Já a audiência com Bolsonaro tratou de outro assunto, que é mantido em segredo.

Questionada sobre o teor dessa reunião no Alvorada, a deputada confirmou que ali foram tratadas “informações valiosas” às quais ela se recusou a revelar.

“Isso eu não posso falar”, disse ela.

Na versão de Zambelli, Moreira pediu uma compensação financeira para que as tratativas continuassem, mas ela recusou. O advogado, por sua vez, nega qualquer pedido de dinheiro.

“Ele virou para perguntar para mim quanto valia a democracia. Eu falei a ele que a democracia não tinha preço. E ele: “mas eu queria ouvir um valor”, relatou a deputada ao GLOBO.

Ela ainda afirmou que o advogado ficou “nervosinho” com a recusa, decidiu ir embora e tentou levar o hacker com ele.

“E o Walter (Delgatti) falou: “não, eu vou ficar”. E aí ele vazou (o encontro) para a imprensa, porque ele ficou nervosinho e queria dinheiro”, completou.

Ao GLOBO, o advogado Ariovaldo Moreira negou que tivesse pedido dinheiro à deputada e a acusou de estar mentindo.

“Em momento algum foi pedido dinheiro. Pelo contrário, ela pediu que ele (Delgatti) fizesse coisas que eu achei que ele não devia fazer”.

O advogado, porém, não explicou qual foi o pedido de Zambelli.

“Eu não vou falar o que ela pedia. O que ela queria eu não ia fazer, só isso. Não pedi dinheiro em momento algum. Ela pode fazer a acusação que ela quiser. Agora, se eu queria dinheiro e o Walter ficou lá? Não é estranho isso?”, questionou ele.

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Fonte: IG Política

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