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Economia

Governo já encontrou 1.246 pessoas em condições análogas à escravidão em 2018

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De acordo com o Ministério do Trabalho, o meio urbano foi o lugar onde os fiscais encontraram mais condições análogas à escravidão (869); no meio rural, foram 377 casos registrados
Divulgação/Ministério do Trabalho

De acordo com o Ministério do Trabalho, o meio urbano foi o lugar onde os fiscais encontraram mais condições análogas à escravidão (869); no meio rural, foram 377 casos registrados

Entre o mês de janeiro e a primeira quinzena de outubro deste ano, os auditores do Ministério do Trabalho encontraram 1.246 trabalhadores em condições análogas à escravidão no Brasil. O número, divulgado na última quinta-feira (18) pelo próprio órgão do governo, é 93% maior do que o registrado em todo o ano passado (645).  

Leia mais: Via Veneto e fabricante da Coca-Cola entram na “lista suja” do trabalho escravo

Segundo o Ministério do Trabalho, Minas Gerais (754) foi o estado liderou o número de trabalhadores encontrados em situações análogas à escravidão
, seguido por Pará (129) e Mato Grosso (128). As três atividades que mais registraram casos foram a criação de bovinos, o cultivo de café a produção florestal (ou plantio de florestas).

Durante as operações, realizadas em 159 estabelecimentos, foram formalizados 651 trabalhadores, emitidas 601 guias de seguro-desemprego e pagos R$ 1,7 milhão em verbas rescisórias aos trabalhadores resgatados. Ainda de acordo com o ministério, o meio urbano foi o lugar onde os fiscais encontraram mais condições degradantes (869); no meio rural, foram 377 casos registrados.

Para Maurício Krepsky, chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), o crescimento no número de trabalhadores em situação análoga à escravidão está ligado ao planejamento prévio das ações, delimitando espaço e tempo precisos para flagrar os estabelecimentos ilegais. “Considerando as operações em andamento, já foi ultrapassado o número de resgatados no ano passado”, acrescenta.

“Radar” da escravidão


Pelo Radar do Trabalho Escravo, ferramenta da da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), todos os cidadãos podem ter acesso à história do combate à escravidão no Brasil desde 1995
Divulgação

Pelo Radar do Trabalho Escravo, ferramenta da da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), todos os cidadãos podem ter acesso à história do combate à escravidão no Brasil desde 1995

As informações sobre o combate ao trabalho análogo à escravidão constam no Radar do Trabalho Escravo, da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). O Radar é um recurso de consulta pública aos resultados consolidados da inspeção do trabalho no Brasil, e pode ser acessado por meio do  site oficial
da ferramenta.

O Radar possui ainda informações sobre o combate à informalidade, sonegação de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), inserção de aprendizes e portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho, autos de infração lavrados pelos auditores-fiscais do trabalho e política pública de combate ao trabalho escravo
.

Pelo Radar, todos os cidadãos podem ter acesso às informações da história do combate ao trabalho escravo no Brasil, desde 1995, e de outras ações desenvolvidas pela SIT.

Leia também: Grupo de combate ao trabalho escravo resgata 87 pessoas em Alagoas

Vale lembrar que as denúncias de trabalho análogo à escravidão
podem ser feitas nas unidades do Ministério do Trabalho em todo país e também por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100). 

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Bolsonaro volta a prometer “uma das gasolinas mais baratas do mundo”

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Bolsonaro volta a prometer
Ivonete Dainese

Bolsonaro volta a prometer “uma das gasolinas mais baratas do mundo”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta segunda-feira (15) para falar mais uma vez que “brevemente” o Brasil terá “uma das gasolinas mais baratas do mundo”. A declaração acontece após a Petrobras ter anunciado mais cedo uma  nova redução no preço da gasolina nas refinarias.

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“A partir de amanhã, 16/08, a Petrobras reduzirá em R$ 0,18 o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras, passando de R$ 3,71 para R$ 3,53 o litro. É a terceira redução anunciada nas últimas semanas. Brevemente teremos uma das “gasolinas” mais baratas do mundo”, publicou Bolsonaro pelo Twitter.

A última redução no preço da gasolina havia acontecido 18 dias atrás, quando a petroleira  reduziu em R$ 0,15 o preço do litro do combustível para as distribuidoras.

Esta é a terceira redução anunciada pela companhia em menos de um mês. Na semana passada,  a Petrobras já havia reduzido em R$ 0,22 o preço do litro do diesel nas refinarias e, na semana anterior, em R$ 0,20.

Apesar de Bolsonaro parecer atribuir para si o feito, a estatal justificou as medidas dizendo que elas acompanham a evolução dos preços de referência, ou seja, das cotações no mercado internacional.

A queda nos preços dos combustíveis é uma das principais apostas do presidente, que tenta reeleição neste ano.


Fonte: IG ECONOMIA

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