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Goiânia recua em reabertura e comércio volta a fechar amanhã

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iris rezende, prefeito de goiânia
Divulgação/Prefeitura de Goiânia

Iris Rezende afirma que governos municipal e estadual trabalham alinhados


A partir de amanhã (1º), o município de Goiânia voltará a fechar o comércio e serviços não essenciais por 14 dias. Medida foi tomada após decreto do governo do estado para que sistema de saúde não chegue a colapso. Estado do Paraná também afirmou hoje (30) que isolamento será reforçado em regiões mais afetadas .


“Estamos trabalhando juntos, reforçando o sistema de saúde, conversando os representantes sociedade civil e tomando medidas uniformes para proteger a vida de todos”, afirmou Iris Rezende (MDB), prefeito de Goiânia.

O comércio reabrirá apenas no próximo dia 13 e seguirá modelo alternado de isolamento social . Isso significa que isolamento deve ser mais restrito e afrouxado a cada 14 dias

Goiânia emitiu nota em que afirma que o modelo foi levado em conta após estudo da Universidade Federal de Goiás (UFG), que alerta para a ocupação máxima de leitos de UTI e enfermaria “caso não haja aumento do isolamento social”.

A cidade acatou multa para pessoas que não utilizarem máscara, estimada em R$ 627,38.

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Teich critica plano “confuso” de abertura: ‘A espera de um milagre’

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Teich, que deixou o comando do ministério da saúde em maio, diz que retomada econômica é feita de maneira descoordenada no Brasil
José Dias/PR

Teich, que deixou o comando do ministério da saúde em maio, diz que retomada econômica é feita de maneira descoordenada no Brasil

O ex-ministro da saúde, Nelson Teich , avalia como “confuso” o plano de retomada econômica no Brasil. Em texto publicado no O Globo , o oncologista diz estar preocupado com a falta de coordenação central e de estratégia para uma reabertura segura dos serviços.

“O modelo atual para liberar a economia pode acabar em inúmeras idas e vindas, onde a mesma coisa é feita repetidas vezes na ilusão de que, em algum momento, vai funcionar. É quase a espera de um milagre”, disse Teich.

De acordo com ele, o Brasil precisa de um programa nacional de distanciamento, coordenado pelo Ministério da Saúde. O oncologista defende também a participação de pesquisadores e epidemiologistas para traçar os planos estratégicos — o Ministério da Saúde é comendado interinamente por um militar, Eduardo Pazuello , considerado por Bolsonaro “um bom gestor”.

“Estamos correndo contra o tempo. Quanto mais longa a quarentena, mais difícil vai ser administrar as consequências do impacto da covid-19 na saúde, na economia e no comportamento das pessoas”, afirmou.

Teich deixou o comando da pasta em maio (15), após discordar de Bolsonaro sobre o distanciamento social e o uso da cloroquina  — medicamento sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19.

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