conecte-se conosco


Economia

Funcionária do Mc Donalds alega ter sido demitida por cuidados contra a Covid-19

Publicado


source
Lizzet Aguilar afirma ter sido demitida do Mc Donald's após reclamar da falta de cuidados contra a Covid-19
Banco de imagens/Pixabay

Lizzet Aguilar afirma ter sido demitida do Mc Donald’s após reclamar da falta de cuidados contra a Covid-19

Uma funcionária de uma loja do Mc Donald’s em Los Angeles, nos Estados Unidos, alega ter sido demitida após reclamar da falta de cuidados da franquia contra a Covid-19. As informações são da revista americana Mother Jones.

Lizzet Aguilar trabalhava na rede de fast food há cerca de duas décadas, desde quando se mudou do México para o território americano. Ela passou por várias franquias até chegar ao último emprego, no qual passou três anos.

Falta de cuidados na pandemia

A mulher afirmou à revista que o Mc Donald’s oferecia aos seus empregados duas opções de máscaras: uma reutilizável ou uma lavável. Depois disso, cada um tinha que comprar a sua própria máscara. Ainda segundo ela, os gerentes do estabelecimento guardavam o restante que sobrava no mesmo lugar em que guardavam dinheiro. “Eles nunca disseram: “Aqui, pegue um”, contou ela.

A mexicana também relatou que, quando uma de suas colegas de trabalho testou positivo para a Covid-19, o Mc Donald’s não informou os demais funcionários sobre o risco. Por isso, ela continuou a manter contato com a amiga normalmente – inclusive durante o almoço. Enquanto isso, mais quatro ou cinco trabalhadores também foram infectados.

Vídeo na internet e punição

Diante de toda essa situação, Lizzet Aguilar decidiu postar um vídeo na internet em que reclamava da negligência do Mc Donald’s com os protolocos de segurança contra o novo coronavírus. O conteúdo, no entanto, chegou até a gerente da franquia.

“Ela começou a retaliar contra mim: cortando horas, dando-me tarefas que ela não tinha me dado antes, gritando comigo. “Vá pegar gelo”, “Vá varrer lá fora”. Ela dizia aos meus colegas: “Não quero que você ajude Lizzet”. Sempre fui uma boa trabalhadora naquele McDonald’s. Eu disse a ela que não poderia fazer o que ela estava pedindo sozinha. Durante o café da manhã, uma pessoa só não consegue lidar com toda a área do drive-thru. Tentei fazer meu trabalho o melhor que pude, mas ela sempre encontrava um motivo para gritar comigo”, disse Lizzet à Mother Jones.

Leia Também

O medo da funcionária era acabar se infectando pela Covid-19 e transmití-la ao marido e ao filho. “Quando chegava em casa, basicamente ia direto ao banheiro para tomar banho. Eu não dividia a cama com meu marido ou meu filho. Dormi no chão cinco ou seis meses porque tinha medo de transmitir Covid. Meu filho tinha 5 anos na época. Uma das coisas que nunca esquecerei é ele me dizendo: “Mãe, por que você não me abraça mais?” Eu disse a ele que não podia porque minha empregadora estava sendo irresponsável”, relatou.

“Eu precisava trabalhar porque meu marido perdeu o emprego no início da pandemia. Tive que sustentar minha família inteira – aluguel, contas, seguro, basicamente tudo. Não tive o luxo de dizer: “Não quero trabalhar. Eu quero ficar em casa. ” Eu sabia que toda vez que ia trabalhar, estava em risco. Os gerentes também não estavam forçando os clientes a usar máscaras”, completou a mexicana.

Greve

Em uma outra ocasião, Lizzet Aguilar contou que um cliente entrou na loja sem máscara. Ao ver a hesitação da empregada, a gerente da franquia lhe perguntou: “Olha, você tem que fazer isso [atender ele], quer ele esteja usando uma máscara ou não”. Para Lizzet, estava claro que a saúde dos atendentes não importava.

Foi depois desse dia que a funcionária e outros três colegas de trabalho decidiram protestar na frente do estabelecimento. Embora suas demandas não tivessem sido atendidas, os grevistas pediram para voltar ao trabalho cerca de dois meses depois. “Não obtivemos nenhuma resposta até que descobrimos que eles nos demitiram”, contou ela.

Lizzet estava na outra franquia que trabalhava quando recebeu a carta de demissão. “Quando perdi o emprego de tempo integral, não sabia o que fazer. O gerente da loja da outra franquia acabou me dando mais dias. É um proprietário diferente. Há luvas para usarmos. Eles contrataram limpadores profissionais. Se eles virem um trabalhador com sintomas de COVID, eles o mandam para casa. Foi uma experiência muito diferente”, disse.

Franquia é multada

Em outubro de 2020, Lizzet Aguilar e os outros grevistas receberam o apoio do Labor Commissioner (Comissário do Trabalho, em traduação livre) da Califórnia. A loja em que trabalhavam foi multada em US$ 125 mil. O valor deve ser dividido entre os quatro manifestantes. À Mother Jones, Lizzet contou que quer usar a sua parte do dinheiro para o filho e usar o resto para abrir uma loja de conveniência no México futuramente.

Comentários Facebook
publicidade

Economia

Caminhoneiros vão ao STF para pedir reunião sobre tabelamento de frete

Publicado


source
Caminhoneiros enviaram solicitação nesta segunda-feira (20) e querem julgamento ainda neste mês
Reprodução: iG Minas Gerais

Caminhoneiros enviaram solicitação nesta segunda-feira (20) e querem julgamento ainda neste mês

Entidades ligadas a caminhoneiros devem entregar uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para um encontro entre o Poder Judiciário e lideranças da categoria para debater o tabelamento de frete, uma das demandas dos caminhoneiros na greve de 2018. Assinam o documento a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava). 

O objetivo é convencer o presidente da Suprema Corte, Luiz Fux, a pautar o julgamento que questiona a constitucionalidade do tabelamento de fretes. Os caminhoneiros também querem sensibilizar os ministros para apoiar as demandas da categoria. 

No último feriado de 7 de setembro, um grupo de caminhoneiros entrou em greve em demonstração de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Durante as manifestações, houve ataques aos ministros do STF, principalmente Alexandre de Moraes, desafeto de Bolsonaro e responsável pelo inquérito que investiga o presidente. 

Devido às pautas antidemocráticas das manifestações, a categoria acredita que o Judiciário estará receoso em atender as demandas, por isso tenta demonstrar que apenas autônomos não ligados às entidades que participaram das manifestações. 

Em nota divulgada nesta segunda-feira (20), as entidades também ressaltaram que tentarão apoio da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas para convencer o STF de aprovar a constitucionalidade da tabela de frete. A categoria também vai pedir aos deputados para apoiarem o projeto de lei que recria a aposentadoria especial para motoristas de caminhão. 

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Nacional

Entretenimento

Tecnologia

Mais Lidas