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Fórum debate chegada da ferrovia Vicente Vuolo em Cuiabá

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Fórum debate chegada da ferrovia Vicente Vuolo em Cuiabá

Este modal trará um impacto positivo muito grande para Cuiabá, mas para isso, precisamos planejar a cidade para poder receber este grande empreendimento.


Créditos: Luiz Alves/Sicom – PMC

11 de Setembro de 2018

Diminuição do gargalo logístico, atração de novas indústrias, geração de empregos e fomento da economia da Capital. Estes são apenas alguns dos benefícios que a chegada dos trilhos da ferrovia, que ligará Rondonópolis a Cuiabá, trará para o estado. Orçada em aproximadamente R$ 2 bilhões, a obra foi debatida na manhã desta segunda-feira (10), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), na reunião do Fórum Pró-Ferrovia.

Os trilhos em Mato Grosso chegam atualmente até o município de Rondonópolis, saindo do Porto de Santos, em São Paulo. A ferrovia foi inaugurada em Rondonópolis em setembro de 2013 e conta com outros terminais no estado, localizados em Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira. Após a chegada na Capital, o objetivo é levar os trilhos até Sorriso, em uma obra orçada em R$ 3,6 bilhões.

A Prefeitura de Cuiabá é uma das apoiadoras do Fórum, que é presidido pelo secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, que comandou a reunião. Quem também esteve presente foi o secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Gilberto Gonçalo Gomes.

Para Vuolo, a reunião foi histórica pois, pela primeira vez, a empresa Rumo Logística S.A., concessionária que deverá ser responsável pelo modal, apresentou a viabilidade econômica da construção e operação deste trecho da ferrovia.

“Pela primeira vez a Rumo veio a Cuiabá e manifestou de forma oficial a viabilidade econômica do município de Cuiabá para se fazer um terminal ferroviário na Capital. Com isso, ela demonstra todo seu interesse de expandir a ferrovia de Rondonópolis até Cuiabá. O prefeito Emanuel Pinheiro enxerga isso como um momento de transformação na cidade”, afirmou.

O secretário afirmou ainda que a cidade ganhará muito com a chegada dos trilhos da ferrovia Senador Vicente Vuolo até a Capital e a posterior extensão até Sorriso, no norte do estado. No entanto, ele apontou que é preciso que o município se planeje para isso.

“Este modal trará um impacto positivo muito grande para Cuiabá, mas para isso, precisamos planejar a cidade para poder receber este grande empreendimento. Vamos fazer este planejamento por meio da sociedade civil organizada, do setor produtivo e com apoio total da Prefeitura de Cuiabá”, completou.

Gilberto Gonçalo Gomes destacou que a chegada dos trilhos na Capital fomentará a economia de Cuiabá, impactando diretamente na geração de empregos relacionados à ferrovia. O secretário também ressaltou a facilitação para as empresas no que diz respeito à logística de transportes.

“Todos os presentes apontaram a importância econômica do empreendimento para o estado, principalmente em relação à facilitação da logística e do deslocamento de matéria prima. Para Cuiabá, isso será muito importante, já que irá gerar uma série de empregos diretos e indiretos, fomentando a economia de uma maneira geral”, disse.

O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico também relatou que com a economia aquecida, principalmente por empresas que vierem a se instalar no entorno dos trilhos, o município terá um incremento significativo na sua arrecadação, o que consequentemente será convertido em melhorias para Cuiabá.

“O desenvolvimento de uma atividade econômica desta magnitude, envolvendo as cadeias que mais tem rentabilidade e mais representam movimento financeiro para o estado, se pegarmos Cuiabá, teremos vários outros benefícios, inclusive com relação à arrecadação. A ferrovia fomentará que empresas se interessem em desenvolver atividades econômicas em seu entorno, como alimentação, hospedagem e tantos outros relacionados”.

Fonte: Leonardo Heitor/ Sicom-PMC


Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215

Email: [email protected]

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EXPORT/CEPEA: Faturamento com exportações do agro é recorde no 1º semestre

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Cepea, 10/08/2022 – O forte crescimento da demanda mundial por alimentos e energia tem elevado os preços de produtos do agronegócio desde o início de 2021. Em 2022, a guerra na Ucrânia agravou o quadro de oferta e demanda, que já estava apertado por conta da pandemia, que, vale lembrar, levou à redução das operações entre os países produtores, com consequentes desarranjos nas cadeias globais de valor e aumento no frete marítimo. O cenário de preços em forte alta no mercado internacional garantiu ao agronegócio brasileiro, importante exportador mundial de alimentos e energia, sucessivos recordes nas vendas externas.

Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia), mostram que, de janeiro a junho de 2022, o volume exportado pelo agronegócio nacional recuou 1% frente ao mesmo período do ano anterior, mas os preços em dólar subiram 28%. Diante disso, o faturamento somou US$ 79 bilhões no primeiro semestre, sendo 26% acima do registrado no mesmo período de 2021 e um recorde.

Mesmo diante de faturamento em dólar recorde, em moeda nacional, a receita real não apresentou o mesmo desempenho, devido ao processo inflacionário observado no Brasil ao longo do primeiro semestre de 2022. A alta do preço real em Reais no primeiro semestre de 2022 frente ao mesmo período de 2021 se limitou a aproximadamente 6%. 

Quanto aos produtos exportados pelo agronegócio nacional de janeiro a junho deste ano, os do complexo da soja continuam liderando o desempenho do setor. A soja em grão e seus derivados representaram quase 48% do faturamento externo do agronegócio no primeiro semestre de 2022, seguidos por carnes, produtos florestais, café e os do complexo sucroalcooleiro. Do lado comprador, o destaque foi a China, como esperado (representando 35% do faturamento externo do agronegócio), seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos (com 16% e 6,5%, respectivamente).

DIVISAS – Nos primeiros seis meses de 2022, a participação do agronegócio no saldo comercial do País foi de 48%, superando a participação obtida no mesmo período de 2021. Com esse resultado, a balança comercial do setor (exportações menos importações de produtos agrícolas) ficou positiva, em mais de US$ 70 bilhões, compensando o déficit comercial dos outros setores da economia brasileira e contribuindo para um superávit comercial de mais de US$ 30 bilhões.

PERSPECTIVAS – As atenções neste segundo semestre estão voltadas ao andamento da safra no Hemisfério Norte. A colheita nos Estados Unidos e a evolução dos embarques dos grãos ucranianos terão papel crucial na contenção da escalada dos preços dos alimentos – que, ressalta-se, já tem mostrado certa desaceleração.

Assim, se o primeiro semestre de 2022 foi marcado pelas inflações de energia e de alimentos no mundo, devido à guerra na Ucrânia e seus desdobramentos, para o segundo semestre, o combate à inflação, que se dará pela continuidade da alta dos juros nos Estados Unidos e na Europa, tem elevado o temor de uma recessão na economia mundial nos próximos meses, o que pode auxiliar a conter a alta dos preços externos de commodities. Isso porque o resultado dessas políticas pode ser uma menor pressão da demanda e crescimento na oferta, retirando espaço para altas intensas nos preços dos alimentos, e, claro, caso não haja perdas significativas na oferta global, por conta de eventos climáticos adversos.

Veja relatório completo aqui.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre exportação do agronegócio aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com o professor Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros e com a pesquisadora Andréia Adami: [email protected]

Fonte: CEPEA

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