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Forças de Segurança recuperam 12 veículos em menos de 24 horas

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Nara Assis | Sesp-MT

Menos de 24 horas depois do furto ocorrido em uma revendedora de veículos, a Polícia Militar (PM-MT) e a Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) recuperaram 12 dos 16 carros. A ação criminosa ocorreu na madrugada de segunda-feira (21.10), em uma empresa localizada no bairro Construmat, em Várzea Grande, e as forças policiais já localizaram os primeiros veículos no mesmo dia.

A PM encontrou os carros nos bairros Parque Atalaia, Jardim Humaitá, Jardim União e Parque Cuiabá, em Cuiabá, e no bairro da Manga, em Várzea Grande. Os outros seis foram localizados pela PJC em Cáceres e Barra do Bugres.

Segundo o subchefe do Estado Maior da PM-MT, coronel PM Wancley Rodrigues, as informações foram compartilhadas por todo o estado, logo nas primeiras horas após o registro da ocorrência. “Difundimos entre as forças de segurança e nos empenhamos no trabalho de recuperação, o que foi crucial para conseguirmos o resultado até o momento”.

Ele frisa ainda a necessidade de os empresários e a sociedade em geral fortalecerem a segurança orgânica dos estabelecimentos comerciais e residenciais, a fim de evitar possíveis furtos, roubos e outras ações criminosas. “Além disso, providências como instalação de câmeras de segurança, alarmes e outros sensores auxiliam tanto a coibir a ação criminosa quanto a encontrar os suspeitos caso o furto se concretize”.

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O titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Cáceres, Wilson Santos, conta que os policiais receberam informações de que veículos estariam abandonados e, com apoio da divisão de roubos e furtos e demais unidades especializadas e da PM, foram até o local, no bairro Jardim Panorama. “Foi uma ação rápida e exitosa dos nossos profissionais. Quando fomos comunicados do furto já ligamos o alerta de que os carros poderiam ser trazidos para cá, por ser uma região de fronteira com a Bolívia. Agora, vamos subsidiar a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derfva) da capital nas investigações para chegar aos autores deste crime”.

As apreensões ocorreram na segunda-feira, por volta das 18h. O delegado solicitou perícia dos automóveis e também a oitiva do proprietário da casa onde os carros foram encontrados. “Sabemos que a casa é alugada e vamos ouvir o dono para colher as informações e proceder a investigação”, acrescenta.

Disque-denúncia

Os veículos recuperados foram encaminhados à delegacia especializada para as devidas providências. As diligências continuam na busca pelos suspeitos e os outros carros. A sociedade pode contribuir com as ações das forças de segurança de qualquer cidade do estado, sem precisar se identificar.

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A PM possui o disque-denúncia 0800.65.3939, sem custo de ligação, que recebe informações sobre situações suspeitas ou crimes. O cidadão também pode contribuir pelo disque-denúncia da PJC. Basta ligar para o 197 ou 181.

Confira abaixo a lista dos veículos que ainda são alvos de buscas e os recuperados:

POLO PRATA- APQ-1210 – Em buscas

UNO PRETO – NUF-8178 – Em buscas

COROLA PRATA- NVV-7500 – Em buscas

CLASSIC PRATA- OAR-9679 – Em buscas

Veículos recuperados

ECOSPORT PRETA –  (Localizado pela PM) / PQ Atalaia – Cuiabá

UNO PRATA – (Localizado pela PJC) / Currupira – Barra do Bugres

PALIO PRETO – (Localizado pela PM) / JD. Humaitá – Cuiabá

FOX PRATA – (Localizado pela PM) / PQ Cuiabá – Cuiabá

GOL G6 BRANCO – (Localizado pela PM) / JD. União – Cuiabá

STRADA PRATA – (Localizado pela PM) / JD. União – Cuiabá

HB20 SED – (Localizado pela PJC) / Cáceres

LOGAN BRANCO –  (Localizado pela PJC) / Cáceres

SYMBOL PRATA –  (Localizado pela PJC) / Cáceres

GOL G5 BRANCO – (Localizado pela PJC) / Cáceres

GOL G7 PRETO – (Localizado pela PJC) / Cáceres

UNO PRATA – (Localizado pela PM) / Manga – Várzea Grande

 

 

Fonte: PJC MT
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Jurídico

Procon notifica RNI Rodobens por riscos de desabamento em condomínio em VG

Publicado

Os moradores do Condomínio Terra Nova VG, em Várzea Grande, Construído pela Construtora RNI Rodoben, se reuniram com a superintendente do Procon Estadual de Mato Grosso, Gisela Simona, para discutir os problemas enfrentados por 54 famílias que compraram casas com problemas no solo do residencial, que oferece risco de desabamento.

Conforme os moradores, o solo onde as casas foram construídas começou a ceder e as paredes, pisos e tetos começaram a rachar. Algumas rachaduras chegam a medir até 8 Centímetros de largura. Muitas das casas, desde que os moradores receberam as chaves, já foram reformadas até 5 vezes, mas poucos meses depois da reforma, as rachaduras voltaram a aparecer, cada vez com mais intensidade.

Segundo os estudos realizados, o solo onde as casas foram construídas, não poderia receber nenhum tipo de construção, era apenas para ser uma área verde, pois o solo não estava preparado, nem compactado. Era necessária ainda, a construção de um muro de arrimo, para evitar um futuro desabamento, o que “hoje”, pode acontecer a qualquer momento em algumas das casas, principalmente com a chegada das chuvas. Durante os estudos, segundo os moradores, foram encontrados no solo garrafas pets e até restos de móveis.

Na última quinta-feira (14), alguns moradores se reuniram com a superintendente do Procon Estadual, Gisela Simona, para apresentar a situação vivida por eles, já que o órgão trata das relações de consumo. Segundo Gisela, cabe ao Procon neste momento, tendo ciência do problema que está acontecendo, tentar resolver o conflito entre consumidores e a Rodobens, Já que a empresa teve ciência, inclusive com laudos de órgãos oficiais dizendo da gravidade do problema. ”A ela (Rodobens) cabe agora assumir a responsabilidade reparando os danos atuais desses consumidores, para que no futuro ela possa reparar de uma forma mais geral essa situação do prejuízo que estão tendo os consumidores” declarou.

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Conforme Gisela, o Procon notificou nesta segunda-feira (18) a Empresa Rodobens, para tentar uma conciliação entre as partes no que se refere um acordo que seja justo para ambas as partes, sem que para isso, elas tenham que renunciar qualquer tipo de direito. “Porque na verdade o prejuízo ele já existe, as pessoas estão sofrendo isso. Então o mínimo que se faça agora, é tentar minimizar esse dano, sem que para isso se imponha condições. A Rodobens não está na condição de impor nenhuma condição para os moradores do Condomínio Terra Nova”, disse a superintendente do Procon.

Gisela ressaltou ainda, que a reunião com a Empresa Rodobens deve acontecer na próxima segunda-feira (25), as 9 hs. O encontro é para discutir o assunto e achar uma solução para o problema, evitando então, mais prejuízos aos moradores que relataram estar vivendo um “pesadelo”.

Segundo a moradora Kalyna Lima, o problema no Condomínio não é recente, e foi diante do medo e desespero por conta das rachaduras e solo cedendo, que alguns moradores decidiram fazer um abaixo assinado e procuraram os órgãos responsáveis para tomar devidas medidas. Além de procurarem a mídia, o que possibilitou um contato imediato da empresa Rodobens, o que antes, era impossível. “Recebemos no último dia 29, uma ordem da Defesa Civil para desocupar as casas em 48 horas. Ninguém tinha para onde ir, muitos não tinham nem dinheiro para pagar aluguel e mudança. No outro dia meus pais e eu fomos atrás de uma casa às pressas. Eu perdi 2 dias de serviço, tive que pedir licença para meu patrão. Foi desesperador” declarou a moradora.

Outra moradora, Eila Jesus, relata que foram muitas as dificuldade enfrentadas a partir do momento em que recebeu a ordem para sair da casa. “Sem contar a humilhação e o descaso que a gente passa diante de todo esse acontecimento, pois se compramos essa casa foi com muito trabalho e suor para obtermos uma casa própria. E de repente vem uma bomba e cai sobre nossas cabeças, simples assim! Sem ninguém para dar um suporte, aí vem a empresa RODOBENS/RNI, dizendo que está nos ajudando! Que ajuda é essa? Quando vou poder voltar para meu lar? E se é que voltarei um dia!!. E ainda fica o sentimento de muita dor e humilhação”, desabafou a moradora.

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Em nota de esclarecimento a Construtora RNI informou que se compromete a ajudar com alugueis de R$ 2.000, às famílias que as casas não são ampliadas e R$ 2.500 para as que tem aplicações, além de R$ 285 para pagar a taxa de condomínio do Terra Nova, mais 4 mil para despesas com mudanças de saída e volta para as casas. Porém, o termo de acordo enviado pela Rodobens não foi aceito pelos moradores, e por isso, a maioria não está tendo nenhum auxilio até o momento. “Nós moradores não concordamos com o acordo oferecido pela Rodobens, pois para receber o valor do aluguel, precisamos assinar um termo eximindo a construtora Rodobens da culpa e ainda abrir mão de um futuro processo judicial. Nós achamos essas cláusulas abusivas”. Declarou a moradora Carla Manfre, que afirmou não ter sido informada sobre o solo onde foi construída a casa quando comprou. Segundo ela, só descobriu que o imóvel estava sobre uma altura de aproximadamente 8 metros e que oferecia riscos, quando pegou a chave, além da obra ter tido um atraso na entrega. ”Eu peguei a casa em 2011, há 9 anos. O desespero para sair do aluguel e morar na casa própria era tão grande, que a gente não se atentou com a gravidade que foram aparecendo ao longo do tempo. Achávamos que eram movimentações do solo natural, por isso que não buscamos a justiça antes.

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