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Feira de Negócios Armazena MT reflete em mudanças positivas para o produtor rural

Publicado em

Política Agrícola e Logística

Feira de Negócios Armazena MT reflete em mudanças positivas para o produtor rural

Órgãos públicos e instituições financeiras fizeram modificações em seus processos para desburocratizar construção de armazéns


06/09/2018

O déficit de armazenagem em Mato Grosso é 64%, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO. Para sanar este débito e fomentar a construção de armazéns para depositar as safras do Estado, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) trabalha no projeto Armazena MT.

Durante a primeira feira de negócios realizada em agosto, instituições financeiras e órgãos estaduais se mostraram interessados em descomplicar a burocracia para que o aumento no número de armazéns se torne realidade. “É um bom negócio para o produtor rural ter um armazém em sua propriedade ou em condomínio”, afirma Zilto Donadello, vice-presidente Norte da Aprosoja e coordenador da comissão de Política Agrícola e Logística.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, criou uma nova linha de crédito dentro do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) com juros diferenciados – caiu para 5,25% ao ano para armazéns até seis mil toneladas. Além disso, o representante da instituição financeira se comprometeu, durante o evento, a otimizar o processo para obtenção da linha de crédito.

Já o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso reviu a Normativa 44, que retirou a obrigatoriedade de reservatório de 72m3 de água e a necessidade de hidrantes nas propriedades rurais com armazém. “Essa medida diminui o custo para o agricultor, mas é bom ressaltar que ainda há uma série de normas dos bombeiros que devem ser seguidas para a implantação da unidade de armazenagem”, explica Thiago Rocha, gerente de Política Agrícola e Logística da Aprosoja.  O Corpo de Bombeiros também instituiu a análise prévia dos projetos de construção, que possibilita a correção de erros antes das obras e evita posteriores notificações e multas.

Em relação à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), houve também simplificação nos processos. O licenciamento já pode ser feito nos municípios que foram descentralizados, e nos outros municípios podem ser feitos na secretaria ou nas Unidades Desconcentradas da Sema.

 

Fonte: Ascom Aprosoja


Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215

Email: [email protected]

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EXPORT/CEPEA: Faturamento com exportações do agro é recorde no 1º semestre

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Cepea, 10/08/2022 – O forte crescimento da demanda mundial por alimentos e energia tem elevado os preços de produtos do agronegócio desde o início de 2021. Em 2022, a guerra na Ucrânia agravou o quadro de oferta e demanda, que já estava apertado por conta da pandemia, que, vale lembrar, levou à redução das operações entre os países produtores, com consequentes desarranjos nas cadeias globais de valor e aumento no frete marítimo. O cenário de preços em forte alta no mercado internacional garantiu ao agronegócio brasileiro, importante exportador mundial de alimentos e energia, sucessivos recordes nas vendas externas.

Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia), mostram que, de janeiro a junho de 2022, o volume exportado pelo agronegócio nacional recuou 1% frente ao mesmo período do ano anterior, mas os preços em dólar subiram 28%. Diante disso, o faturamento somou US$ 79 bilhões no primeiro semestre, sendo 26% acima do registrado no mesmo período de 2021 e um recorde.

Mesmo diante de faturamento em dólar recorde, em moeda nacional, a receita real não apresentou o mesmo desempenho, devido ao processo inflacionário observado no Brasil ao longo do primeiro semestre de 2022. A alta do preço real em Reais no primeiro semestre de 2022 frente ao mesmo período de 2021 se limitou a aproximadamente 6%. 

Quanto aos produtos exportados pelo agronegócio nacional de janeiro a junho deste ano, os do complexo da soja continuam liderando o desempenho do setor. A soja em grão e seus derivados representaram quase 48% do faturamento externo do agronegócio no primeiro semestre de 2022, seguidos por carnes, produtos florestais, café e os do complexo sucroalcooleiro. Do lado comprador, o destaque foi a China, como esperado (representando 35% do faturamento externo do agronegócio), seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos (com 16% e 6,5%, respectivamente).

DIVISAS – Nos primeiros seis meses de 2022, a participação do agronegócio no saldo comercial do País foi de 48%, superando a participação obtida no mesmo período de 2021. Com esse resultado, a balança comercial do setor (exportações menos importações de produtos agrícolas) ficou positiva, em mais de US$ 70 bilhões, compensando o déficit comercial dos outros setores da economia brasileira e contribuindo para um superávit comercial de mais de US$ 30 bilhões.

PERSPECTIVAS – As atenções neste segundo semestre estão voltadas ao andamento da safra no Hemisfério Norte. A colheita nos Estados Unidos e a evolução dos embarques dos grãos ucranianos terão papel crucial na contenção da escalada dos preços dos alimentos – que, ressalta-se, já tem mostrado certa desaceleração.

Assim, se o primeiro semestre de 2022 foi marcado pelas inflações de energia e de alimentos no mundo, devido à guerra na Ucrânia e seus desdobramentos, para o segundo semestre, o combate à inflação, que se dará pela continuidade da alta dos juros nos Estados Unidos e na Europa, tem elevado o temor de uma recessão na economia mundial nos próximos meses, o que pode auxiliar a conter a alta dos preços externos de commodities. Isso porque o resultado dessas políticas pode ser uma menor pressão da demanda e crescimento na oferta, retirando espaço para altas intensas nos preços dos alimentos, e, claro, caso não haja perdas significativas na oferta global, por conta de eventos climáticos adversos.

Veja relatório completo aqui.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre exportação do agronegócio aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com o professor Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros e com a pesquisadora Andréia Adami: [email protected]

Fonte: CEPEA

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