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Saúde

Falar mais ajuda na gagueira? Confira 12 dicas para controlar o distúrbio

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A gagueira é um distúrbio da fala de tanto de origem inata como resultante de lesões neurológicas que atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, ou seja, 5% da população. E, embora não possa ser curada após a idade adulta, ela pode ser controlada e tratada com fonoaudiologia.

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Homem praticando a fala em frente ao espelho arrow-options
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Controlar a gagueira requer prática – ou seja, você terá de falar cada vez mais para superar o distúrbio

“Inicialmente, é realizada uma avaliação para caracterizar a fluência do paciente e depois é traçado um planejamento terapêutico individual”, explica Tatiane Cristina Gonçalves, fonoaudióloga graduada pela Universidade de Ribeirão Preto e especialista em linguagem.

Dentre os vários tratamentos para a gagueira , segundo Tatiane, estão exercícios de respiração, de coordenação entre respiração e fala, articulação e emissão suave da fala. Mas os esforços não param nas sessões de fonoaudiologia .

Fora do consultório, existem outras abordagens e técnicas que você pode colocar em prática para controlar o distúrbio da fala . Afinal, existem diversos fatores que podem desencadear o problema, como a autoconfiança.

“Muitas pessoas apresentam gagueira por temerem o julgamento, temerem o que estão falando dela. Aí, quando perdem o equilíbrio emocional, elas gaguejam”, exemplifica Junior Fernandez, analista comportamental pelo Instituto Brasileiro de Coaching e um dos fundadores da escola de oratória Vox2you.

Esse aspecto emocional, segundo ele, é tão importante quanto o aspecto clínico do problema, tornando fundamental o desenvolvimento da confiança.

12 dicas para controlar a gagueira fora do fonoaudiólogo

Homem pensando em frente ao espelho arrow-options
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Além da fonoaudiologia, existem algumas práticas que você pode adotar no dia a dia para controlar a gagueira

E se você está curioso sobre como pode controlar este distúrbio fora do consultório, as dicas a seguir, formuladas por Malcom Fraser e publicadas em seu livro “Autocuidado para pessoas com gagueira”, podem ser de grande ajuda.

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1. Fale lenta e conscientemente

Gagueje você ou não, falar mais devagar e com atenção é melhor do que se apressar para terminar as frases. Procure manter a calma, induzindo a um modo de falar que soará mais relaxado e variado, respondendo melhor aos procedimentos terapêuticos.

2. Enuncie suavemente, prolongando o som inicial das palavras que teme

Quando for falar, seja durante uma sessão de fonoaudiologia ou com os amigos, mantenha a firmeza da sua voz, fazendo ela fluir suavemente pelos sons das palavras e movimentando levemente os lábios, a língua e a mandíbula.

3. Não tente esconder a gagueira

Fingir que você não tem um problema só fara você perpetuá-lo. Seja aberto com relação ao seu distúrbio: assim, você irá sentir-se menos envergonhado em ter dificuldades para falar.

4. Elimine as expressões ou movimentos anormais que faz quando gagueja

Esta regra se refere àqueles tiques e movimentos que caracterizam sua gagueira, os chamados “sintomas secundários”. Alguns exemplos são piscar os olhos, bater os pés, movimentar a cabeça de forma brusca etc.

5. Interrompa os hábitos de fuga ou substituição que desenvolveu

Complementando a dica 3, é preciso se desvencilhar de todos os métodos que adquiriu para mascarar seu distúrbio da fala. Evitar situações que desencadeiam o problema só farão ele tornar-se mais forte.

6. Mantenha contato visual com seu interlocutor

Olhar de forma natural para a pessoa com a qual está conversando irá ajudá-lo. Estabeleça contato olho no olho, sem desviar quando sentir que vai gaguejar – assim você reduzirá sua insegurança com relação ao problema.

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7. Identifique o que seus músculos de fala fazem de errado quando gagueja

Seguir este conselho te ajudará a diagnosticar melhor qual o seu problema para, em seguida, corrigi-lo durante as sessões de fonoaudiologia e no dia a dia. Fique de olho em como sua língua e os músculos da sua boca travam ou destravam durante as crises.

8. Use a modificação de bloqueios para eliminar seu comportamento de fala inadequado

Praticar estes procedimentos, que ajudam a solucionar problemas antes, durante e após crises de gagueira, te ajudará a contornar o distúrbio da fala quando ele ameaçar dar as caras.

9. Siga em frente enquanto fala

Não pare de falar quando começar a gaguejar. Procure manter a continuidade da sua fala ao máximo, sem tentar corrigir erros nem voltar atrás. O único momento no qual deve repetir alguma coisa é quando quiser enfatizar um ponto ou pensamento.

10. Tente falar com boa melodia e inflexão

Mantenha sua voz firme, sem deixá-la artificial ou monótona. Procure variar o ritmo e a entonação para ficar com uma dicção mais natural, relaxante e agradável.

11. Preste atenção também nos seus acertos durante a fala

Não se concentre apenas na gagueira. Lembre-se de observar quando consegue falar fluentemente, pois isso fará com que sua autoconfiança aumente. Passe algum tempo falando ou lendo em voz alta em frente ao espelho quando estiver relaxado e sozinho, para praticar sua fluência.

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12. Aproveite ao máximo as oportunidades que tiver para falar

Quanto mais oportunidades de conversação você aproveitar, mais progresso fará. Isso não quer dizer que você deva exagerar e falar a todo momento, apenas que deve se esforçar para criar oportunidades de praticar com outras pessoas para, com o tempo, dominar a sua gagueira .

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Jovem usa cigarro eletrônico, contrai inflamação pulmonar e quase morre

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Ewan Fisher, um jovem inglês de 18 anos, quase morreu após contrair uma inflamação pulmonar que seus médicos afirmam estar associada ao uso de cigarro eletrônico com sabor. O episódio, ocorrido em 2017, veio à tona nesta terça-feira (12), com a publicação do estudo na revista médica “Archives of Disease in Childhood”.

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cigarro eletrônico arrow-options
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Um jovem inglês de 18 anos quase morreu após usar cigarro eletrônico com sabor em 2017

Descrita como uma pneumonite por hipersensibilidade, a doença aguda surgiu após o adolescente consumir o produto e se manifestou como uma alergia severa que levou à falência respiratória. Admitido no pronto-socorro, o adolescente piorou rapidamente, mesmo depois de internado.

Inicialmente colocado em um apareclho de oxigenação comum, ele continuou a piorar e só foi salvo depois de transferido a um hospital que possuía um aparelho de oxigenação por membrana extracorpórea.

Os médicos atribuem aquilo que descrevem como ” doença respiratória catastrófica “a uma reação a algum componente do líquido no cartucho do cigarro eletrônico que o paciente usava. O jovem vinha consumindo o produto nos últimos quatro meses e foi levado pela mãe ao hospital Queen’s Medical Centre, em Nottingham, na Inglaterra, depois de uma semana com tosse e apneia.

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“Nunca se ouviu falar de um caso assim ser uma apresentação inicial de asma”, escreve a equipe médica, liderada por Nisha Nair, dos Hospitais Universitários de Nottingham. “Há duas lições importantes aqui. A primeira é sempre levarmos em conta uma possível reação a cigarros eletrônicos em alguém apresentando doença respiratória incomum. A segunda é que assumimos um risco se considerarmos que cigarros eletrônicos são ‘muito mais saudáveis que o tabaco’.”

O paciente em questão deu entrevista nesta manhã a vários veículos de imprensa britânicos e contou a história do cigarro eletrônico com mais detalhes. Sua internação durou 35 dias, após os quais ele recebeu alta ainda sob prescrição de medicamentos. Em uma noite, ele voltou a piorar e acabou sendo readmitido no pronto-socorro para reforço respiratório.

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Os médicos afirmam que os índices de função pulmonar do paciente só voltaram ao normal um ano e dois meses após sua primeira internação. Em entrevista à BBC , porém, Ewan diz ainda não estar totalmente recuperado: “Ainda não estou de volta ao normal, eu diria que estou uns 75% ou 80%. Só nos últimos seis meses é que passei a me sentir um pouco mais forte”, finaliza.

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Fonte: IG Saúde
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