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Saúde

Esquizofrenia: estudo mostra ligação com abuso emocional na infância

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Pesquisadores identificam forte ligação entre abuso emocional na infância com sinais do transtorno na fase adulta
Camila Quintero Franco / Unsplash

Pesquisadores identificam forte ligação entre abuso emocional na infância com sinais do transtorno na fase adulta

Um novo estudo publicado na revista científica PLOS One identificou, pela primeira vez, uma forte ligação entre casos de abuso emocional durante a infância e o desenvolvimento de quadros característicos de  esquizofrenia na idade adulta. Conduzido por pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, o trabalho analisou outros 25 estudos sobre o tema, que envolveram mais de 15 mil participantes.

De acordo com os responsáveis, as evidências mostraram que todas as formas de abuso — sexual, física e emocional — foram associadas ao desenvolvimento de experiências ligadas ao distúrbio psiquiátrico , como paranoia, ouvir vozes e retraimento social. Porém, o abuso emocional em menores de 18 anos foi o que demonstrou a relação de forma mais significativa, elevando em 3,5 vezes a chance de surgimento dos sinais. Além disso, quanto mais traumático o abuso, mais grave foram as manifestações na idade adulta, afirmam os pesquisadores.

“Nossa pesquisa mostrou uma ligação significativa entre abuso emocional na infância e experiências semelhantes à esquizofrenia em adultos saudáveis, e que o abuso emocional é um preditor mais forte de experiências semelhantes à esquizofrenia do que outros tipos de abuso. Isso é algo que os profissionais de saúde mental devem considerar ao procurar combater as causas profundas de quadros ligados à esquizofrenia”, avalia o pesquisador da universidade Diamantis Toutountzidis, autor do estudo, em comunicado.

Os cientistas explicam que situações de trauma na infância já foram ligadas em diversos estudos ao desenvolvimento da esquizofrenia, mas dessa vez eles decidiram analisar o impacto de cenários de abuso emocional — que muitas vezes são longos e mais comuns — com o surgimento de sinais menos graves da doença, que não levam necessariamente a um diagnóstico formal.

Eles acreditam que os resultados, além de encontrar uma relação, indicam também um novo entendimento sobre a esquizofrenia. Para os cientistas, assim como o autismo, a doença pode fazer parte de um espectro e se manifestar em diferentes graus. Segundo eles, isso justificaria o fato de pessoas até então saudáveis terem episódios com sintomas relacionados ao distúrbio, ainda que não sejam diagnosticados com ele — eventos que seriam intensificados por casos de abusos na infância.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid: Coreia do Norte declara que venceu doença 3 meses após 1° caso

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Kim Jong-un declara que Coreia do Norte venceu a Covid
Reprodução

Kim Jong-un declara que Coreia do Norte venceu a Covid

O governo da Coreia do Norte declarou “vitória” sobre a Covid-19 , cerca de três meses depois do primeiro caso da doença ter sido confirmado no país, ainda virtualmente isolado do exterior por conta da estratégia sanitária local para enfrentar a doença. 

E em uma declaração ainda pouco clara, a irmã do líder do país, Kim Jong-un, afirmou que ele ficou “gravemente doente” durante o pico de casos, mas sem confirmar se ele foi contaminado.

“Nosso Partido e o governo avaliaram a atual situação de quarentena e chegaram à conclusão de que a crise epidêmica maligna que se criou no país foi completamente resolvida com base nos dados de análise detalhada apresentados pelo departamento de pesquisa científica”, disse Kim Jong-un, durante uma conferência para analisar a situação da pandemia, de acordo com a KCNA. “A dolorosa guerra de quarentena chegou ao fim e hoje finalmente declaramos vitória.”

A Coreia do Norte estabeleceu, ainda em fevereiro de 2020, uma das mais duras estratégias do mundo para tentar conter a doença: fronteiras foram fechadas, diplomatas estrangeiros e suas famílias deixaram o país e foram aplicadas restrições sobre movimentações internas, aliadas a práticas como o uso de máscaras.

Como resultado, o país não registrou, ao menos oficialmente, casos de Covid-19 até maio, quando surgiram os primeiros relatos de uma “febre”, como as autoridades se referem à doença. Ao todo, foram registrados 4,8 milhões de casos e 74 mortes, um número relativamente baixo, ainda mais em um país onde o sistema de saúde é considerado precário e onde poucas pessoas foram vacinadas.

“É mais uma vitória brilhante proteger de forma confiável o bem-estar nacional e popular do maior perigo de saúde pública global que mergulhou o mundo em uma situação catastrófica, e eliminar o desafio mais importante e ameaçador que enfrentamos em tão curto tempo”, disse Kim Jong-un, destacando que não há registro de casos desde o dia 29 de julho.

No discurso, ele destacou que as medidas de controle de fronteiras seguirão em vigor, apontando para o risco de novas variantes do coronavírus, da varíola dos macacos e de “várias doenças infecciosas causadas pelas mudanças climáticas”.

”Febre” de Kim Jong-un

Em outro discurso, a irmã de Kim Jong-il, Kim Yo-jong, apontada como segunda na linha de comando, acusou a Coreia do Sul de ter introduzido o vírus no país, mencionando “objetos estranhos”, uma referência aos itens mandados por grupos de oposição a Pyongyang através da fronteira, como pendrives, panfletos e dinheiro. Esse tipo de envio, normalmente feito com balões, está proibido desde 2020.

“Já consideramos vários planos de reação, mas nossas ações devem ser de uma forma retaliatória mortal”, declarou, segundo a KCNA. “Se o inimigo persistir em tais ações perigosas, como fomentar o caminho do vírus para nossa república, vamos responder não apenas exterminando o vírus, mas também eliminando as autoridades sul-coreanas.”

No meio da fala, ela afirmou que Kim Jong-un chegou a ficar “gravemente doente” durante o pico de casos, no que seria uma rara menção à saúde do líder norte-coreano, normalmente mantida em sigilo.

“O Marechal [Kim Jong-un], que estava gravemente doente com alta febre diária nesta guerra da quarentena, mas não podia deitar-se nem por um momento por causa do pensamento nas pessoas que deveriam ser responsabilizadas”, declarou Kim Yo-jong.

Não ficou exatamente claro se ele foi contaminado pela Covid-19, ou se foi apenas um dos recorrentes exageros em falas oficiais em uma tentativa de aproximá-lo do povo, no momento em que o país enfrenta um difícil período na economia, agravado por secas, inundações e pelo isolamento comercial.

A menção à febre estava presente apenas no artigo em coreano sobre o discurso, e não apareceu na versão em inglês divulgada pela KCNA.

* Com informações da agências internacionais

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Fonte: IG SAÚDE

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