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Saúde

Escova de dentes: você sabe qual é a hora certa para trocar a sua?

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Doutor Bruno Puglisi explica todos os cuidados que devemos ter com a escova de dentes
Arquivo pessoal

Doutor Bruno Puglisi explica todos os cuidados que devemos ter com a escova de dentes

Tem gente que acha que se deve trocar a escova de dentes a cada seis meses. Mas na realidade, você sabia que deveria mudar a cada três meses a sua escova
?

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Esse tempo sempre vai variar para mais ou para menos de acordo com a forma que a pessoa escova. Quem coloca mais força na escova de dentes
, as cerdas vão se deformar mais rápido e perdem eficiência, não garantindo a limpeza dos dentes. “As escovas devem estar sempre com o aspecto de nova, as cerdas devem estar em harmonia, alinhadas”,  explica o Doutor Bruno Puglisi.

O desgaste das cerdas não é o único motivo pelo qual sua escova deve ser trocada periodicamente. Com o tempo, ela acumula bactérias e fungos que podem se proliferar e acabar infectando a sua boca. Até quando você tem uma gripe, dor de garganta a troca da escova é importante para que não seja um novo foco de infecção.

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Nunca use ou empreste sua escova para outras pessoas, mesmo que seja de alguém da família. Para prevenir a contaminação por doenças infecciosas e manter a boca saudável, cada um deve ter a sua própria escova de dentes.

Muito cuidado também ao dar a descarga com a tampa do vaso aberta, as bactérias presentes no ar podem alcançar a sua escova de dentes. Segundo pesquisas, foram detectados coliformes fecais nas escovas que ficaram bem próximas ao vaso. O simples fato levar a escova à boca depois de dar descarga pode ser prejudicial, pois as bactérias vão parar direto no organismo. O recomendado é fechar a tampa do vaso e manter as escova a mais de um metro de distância.

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Escolher a escova de dentes ajuda a realizar a limpeza de cada dente de forma correta
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Escolher a escova de dentes ajuda a realizar a limpeza de cada dente de forma correta

Após a escovação, lave bem as cerdas e a cabeça da escova com bastante água e guarde em posição vertical para evitar que ela fique úmida e evitando a proliferação de fungos e nunca deixe outras escovas com as cerdas em contato. 

Em caso de viagens sempre compre uma escova nova e na hora do transporte use estojos. “Borrife algum antisséptico bucal, seque bem e troca sua escova de dentes ainda mais rápido”, finaliza o Doutor Bruno Puglisi.

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Saúde

Fiocruz: vacinação contra Covid foi mais lenta em cidades de baixo IDH

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Covid-19: nos municípios com baixo IDH, ritmo de vacinação foi mais lento, diz novo estudo da Fiocruz
Bruno Concha/Secom

Covid-19: nos municípios com baixo IDH, ritmo de vacinação foi mais lento, diz novo estudo da Fiocruz

A Atenção Primária em Saúde (APS) — a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) — foi determinante para atenuar as desigualdades na cobertura vacinal do Brasil contra a Covid-19. É o que aponta um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Américas.

Segundo a pesquisa, municípios com baixo ou médio Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tiveram uma menor cobertura vacinal em relação àqueles com alto IDH, mas que essas diferenças foram atenuadas por conta da presença da atenção primária.

A análise aponta também que quanto mais rápido os municípios imunizaram suas populações, mais cedo controlaram a pandemia, com progressão mais lenta nas taxas de óbitos por doses de imunizantes aplicadas.

Segundo o Ministério da Saúde, “a Atenção Primária é desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das pessoas. Há diversas estratégias governamentais relacionadas, sendo uma delas a Estratégia de Saúde da Família (ESF), que leva serviços multidisciplinares às comunidades por meio das Unidades de Saúde da Família (USF), por exemplo. Consultas, exames, vacinas, radiografias e outros procedimentos são disponibilizados aos usuários nas USF”.

O trabalho foi liderado pelo médico e pesquisador da Fiocruz Fernando Bozza, em colaboração com pesquisadores da PUC-Rio, do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor).

“Tendemos a achar que todos os municípios vacinaram da mesma forma, mas na realidade que vimos no estudo foi que os municípios mais pobres, aqueles com IDH mais baixo, tiveram maior dificuldade e demoraram mais para conseguir atingir uma cobertura vacinal adequada nos primeiros meses de vacinação”, explica Bozza.

O objetivo do estudo era descobrir se a velocidade da vacinação no Brasil contra o coronavírus foi igual entre os municípios de alto, médio e baixo IDH.

O período analisado foi entre 17 de janeiro (início da campanha de vacinação contra a Covid-19) e 31 de agosto (antes da administração da dose de reforço) de 2021, com foco na análise da dinâmica da cobertura vacinal da população adulta nos 5.570 municípios brasileiros.

Durante este intervalo, 200.740.725 doses de vacina contra a Covid-19 foram administradas no país: 63,8% dos adultos haviam tomado a primeira dose e 31% estavam com as duas, sendo que mais de 90% daqueles com 60 anos ou mais tinham o esquema vacinal completo.

Segundo o estudo, a cobertura da primeira dose foi diferente entre os municípios com IDH alto, médio e baixo, com 72, 68 e 63 doses por 100 habitantes, respectivamente.

Ao considerar a estrutura da Atenção Primária associada à vacinação e ao IDH, os pesquisadores perceberam que este foi um fator determinante: municípios com baixo IDH, mas boa cobertura da atenção básica tiveram melhores índices de imunização e, por consequência, conseguiram reduzir mais rápido as taxas de óbitos por doses aplicadas, quando comparadas com outras cidades com índice de desenvolvimento humano menor. Ter uma boa estrutura de Atenção Básica fez municípios mais pobres ter taxas de vacinação semelhantes aos mais ricos.

“Em municípios de IDH alto já não faz tanta diferença ter uma boa cobertura da Atenção Primária. E não é que não seja importante, mas para os municípios mais pobres, a presença da Saúde da Família garante a cobertura vacional. Durante a pandemia discutimos muito sobre a importância de ter uma boa estrutura hospitalar, com suporte de UTI. Nosso estudo mostrou que a Atenção Básica foi um fator protetor para garantir o processo de vacinação e para garantir o controle da pandemia”, afirma o pesquisador.

Como exemplo, Bozza cita o sucesso que foi o projeto desenvolvido pela Fiocruz de vacinação ocorrida na Maré — que não é um município, mas uma comunidade da Zona Norte do Rio. Como resultado, a população residente daquela região está praticamente toda vacinada.

“A presença da vacina nas comunidades é fundamental porque, às vezes, essas populações mais vulneráveis não têm o recurso para se locomover. Então, você garantir, especialmente nas comunidades mais pobres, essa presença das Unidades de Saúde da Família, conseguimos alcançar altas coberturas vacinais. Essa proximidade com a população é fundamental.”

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Fonte: IG SAÚDE

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