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Entenda como cobras voadoras podem ajudar na criação de robôs

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Olhar Digital

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Reprodução

Chrysopelea paradisi em Sabah, na Malásia


Naturais do sul e sudeste da Ásia, as cobras da espécie Chrysopelea paradisi são notáveis pela  capacidade de saltar de árvores e planar no ar por distâncias de até 24 metros. Essa característica não só ajuda os animais a se locomoverem no habitat, mas também os auxilia a evitar predadores.


Quando estão em trajetória no ar, as serpentes promovem ondulações em seus corpos, como se estivessem deslizando no solo. O movimento chamou atenção de cientistas que, na última segunda-feira (29), publicaram um estudo na revista Nature com novas descobertas sobre a dinâmica das ondulações aéreas da Chrysopelea paradisi.

Em 2014, pesquisadores chegaram a analisar as forças aerodinâmicas presentes no saltos dos animais. Dessa vez, o objetivo principal foi entender com mais aprofundamento quais os efeitos das ondulações sobre a estabilidade das serpentes enquanto elas estão no ar.

Para isso, a pesquisa usou um sistema de monitoramento de movimentos e acoplaram sensores em pontos específicos do corpo das serpentes. Em vídeo publicado pela Nature,  Isaac Yeaton, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade Johns Hopkins (EUA), afirma que o princípio é o mesmo usado em filmes de ação em Hollywood .

Da natureza aos robôs

Os pesquisadores montaram uma espécie de estúdio para induzir os saltos das serpentes. A estrutura do ambiente contou com um chão forrado por espuma e uma espécie de escada. No topo da estrutura foram introduzidos galhos, em que as cobras eram posicionadas para o salto. Os cientistas ainda instalaram uma árvore falsa no meio do estúdio para que as serpentes tivessem um alvo e fossem incentivadas a pular.


Os sensores acoplados nas serpentes produziram dados, que formaram um modelo em 3D do movimento dos animais. Os autores então simularam saltos com e sem ondulações.

“Uma das conclusões deste estudo é que a ondulação aumenta a estabilidade das serpentes voadoras”, afirmou Yeaton. “Sem a ondulação as cobras ainda percorrem uma distância horizontal, mas o que acontece é que elas falham e acabam, praticamente, tombando”, completou.

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Reprodução/YouTube/Nature

Robô-cobra criado pelos pesquisadores para reproduzir as ondulações


De acordo com o estudo, a ondulação gera uma combinação de movimentos horizontais e verticais que garantem que a cobra tenha um pouso adequado após o salto, permitindo que o animal alcance o solo de forma segura. Para os pesquisadores, a análise da ondulação das cobras voadoras ainda pode ter aplicações na robótica .

Yeaton afirma que o movimento de ondulação de cobras no solo já inspira movimentos de robôs na água e em ambientes arenosos.  “Podemos usar o que descobrimos sobre a ondulação aérea e traduzir isso para o robôs, a fim de garantir um ‘deslizamento’ bem-sucedido”, afirmou o cientista.

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Tudum: veja como o som da Netflix foi feito e o que uma cabra tem a ver com isso

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Netflix
Unsplash/freestocks.org

Entenda como foi criado o som inicial da Netflix


O som ‘tudum’ da  Netflix  se tornou um dos áudios mais distintos e conhecidos do mundo, alcançando milhões de assinantes que acessam o serviço todos os dias. Mas o que permanece é o mistério de como ele foi criado. Dallas Taylor, apresentador do podcast Twenty Thousand Hertz, parece ter descoberto o segredo.

A criação do logotipo em áudio foi liderada por Todd Yellin, vice-presidente de produto da Netflix . A ideia dele era criar um som que fizesse as pessoas pensarem que estão prestes a “receber um presente”. Como estamos em uma era em que tudo é muito rápido, essa criação deveria ser curta e mais cinematográfica que eletrônica.

Para ajudar com isso, Yellin contratou Lon Bender, designer de som famoso em Hollywood. Após muito trabalho de criação, as possibilidades foram reduzidas a 20 ou 30 clipes de áudio vindos de diferentes instrumentos e efeitos.

Por um tempo, a equipe ficou entusiasmada com a ideia de incluir o som de uma cabra ao fim do ‘tudum’, mas a possibilidade foi rejeitada. Além disso, falou-se em utilizar um efeito do tipo subaquático borbulhante.

Após mais algumas eliminações, os selecionados foram tocados para grupos de pessoas que não tinham ideia para o que seriam usados. Após ouvir todos os candidatos, a maioria sugeriu o que conhecemos, pois alegaram que era o único que remetia a filmes.

Composição

Agora a parte mais interessante. O som principal do logo é composto por uma gravação de Lon Bender batendo sua aliança de casamento contra um armário, com o clipe tendo sua velocidade diminuída. No entanto, foi decidido que um elemento musical também era necessário para dar um “tom” final.

É aqui que o designer de som Charlie Campagna entra na história. Nos anos 90, ele criou uma música de 30 segundos usando sua guitarra elétrica conectada a um processador de efeitos. O trecho continha seções de guitarra invertida, uma das quais foi isolada e usada no efeito final da plataforma.

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