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Política Nacional

Eleições: MDB oficializa Simone Tebet como candidata à presidência

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Senadora Simone Tebet (MDB)
Reprodução/Instagram

Senadora Simone Tebet (MDB)

Apesar das resistências internas, o MDB oficializou a  senadora Simone Tebet (MT) como candidata à presidência da República pelo partido. Em convenção virtual, realizada nesta quarta-feira, a indicação foi aprovada com o aval da maioria dos diretórios da legenda. Foram 262 votos favoráveis à candidatura própria e apenas 9 votos “não”.

Votaram 182 delegados do partido — alguns têm direito mais de um voto, por causa das funções que desempenham na sigla e se possuem cargo eletivo, por exemplo. Foram 97 delegados que não votaram. Não foram registrados votos dos diretórios de Alagoas e Paraíba.

Ao se pronunciar na reunião, Tebet argumentou que a candidatura própria ao Palácio do Planalto dará à sigla mais envergadura para eleger um número maior de postulantes ao Legislativo.

Com a declaração, a senadora tentou atrair os correligionários que vão concorrer a vagas no Parlamento, que costumam argumentar que o partido deveria investir os recursos de que dispõe para tentar aumentar suas bancadas no Congresso, em vez de apostar numa candidatura ao Executivo federal que soma 1% nas pesquisas, como Tebet.

“Em 2020, o Brasil viu o MDB continuar sendo a maior força política partidária do país, com o maior número de eleitos. Agora temos condições de nos tornar gigantes. Estamos prontos para fazer o maio número de deputados estaduais, federais, senadores e governadores”, afirmou ela em seu discurso.

O MDB realizou a convenção virtual e contratou uma plataforma específica para garantir o sigilo da votação. Às vésperas da convenção, emedebistas contrários à escolha de Tebet entraram na Justiça para tentar adiar o evento, sob argumento de que o sistema não garantiria o sigilo do voto. O pedido, porém, foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O partido tem 279 convencionais — entre delegados, parlamentares, prefeitos e integrantes do partido que têm direito à voto —, e o mesmo convencional pode ter direito a mais de um voto, por isso foram 418 votos possíveis.

Por sugestão desses integrantes, a votação foi postergada por duas vezes: o resultado, antes previsto para sair até 14h, só foi divulgado após 16h20. O sistema de votação formava um tipo de fila virtual, o que fez com que o processo fosse mais lento. Apenas representantes de dois estados — Alagoas e Paraíba — não votaram.

A maior parte dos dissidentes do MDB já declarou publicamente apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida ao Planalto. Um número menor flerta com o projeto à reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Apesar de a reunião ser virtual, o presidente nacional do partido, o deputado Baleia Rossi (SP) conduziu a convenção diretamente da sede do partido em Brasília. Durante a abertura, ele esteve acompanhado dos presidentes do PSDB, Bruno Araújo, e Cidadania, Roberto Freire, partidos que apoiam a candidatura de Tebet. Baleia destacou que os três partidos formam o “centro democrático”.

“Agora Simone carrega e represente a todos nós, nesse momento de esperança, de crença, de um país que busca firmar sue processo de democracia”, afirmou Araújo ao destacar a união entre as siglas.

Os PSDB e o Cidadania formam uma federação partidária, e também fizeram sua convenção nacional nesta quarta. Cabe a eles a indicação do vice na chapa encabeçada por Tebet.

A preferência da senadora é pelo tucano Tasso Jereissati (CE), mas ele próprio tem admitido a aliados que vem perdendo o entusiasmo com a possibilidade de compor com a colega de Senado. O resfriamento da relação se deu, sobretudo, em virtude das dificuldades que tucanos e emedebistas têm tido para chegar a acordos em disputas estaduais. Na maioria dos casos, nenhuma das duas siglas abre mão de indicar o cabeça de chapa na corrida pelo governo local.

Um dos primeiros emedebistas a falar, o ex-ministro Carlos Marun admitiu que o partido chegava rachado à convenção:

“Não adianta tapar o sol com a peneira, o nosso MDB não chega unido a essa convenção, mas vamos tomar uma decisão por maioria”.

O ex-presidente Michel Temer cumprimentou os companheiros de partido e Simone Tebet, desejando a ela sucesso na campanha. Ele clamou por pacificação nacional e exaltou feitos do próprio governo, como a reforma trabalhista:

“Precisamos ter coragem para defender as teses do que fizemos no governo”.

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Fonte: IG Política

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Bolsonaro e Lula se atacam em rede social durante posse de Moraes

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Bolsonaro e Lula em eventos com apoiadores
Gabriel de Paiva – 24.07.2022 e Jarbas Oliveira – 30.07.2022

Bolsonaro e Lula em eventos com apoiadores

Perfis de Bolsonaro (PL) e Lula (PT) atacaram-se nas redes sociais durante a cerimônia de posse de Alexandre de Moraes como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) . O petista e o atual presidente estavam sentados um de frente para o outro no evento.

A conta de Bolsonaro acusou o PT de causar a maior recessão da história do país durante os governos de Lula e Dilma. Também foi publicado que os petistas entregaram o Brasil com o “maior esquema de corrupção” no governo.

“Lula e Dilma deixaram para os brasileiros um país devastado, com 15 milhões de desempregados, prejuízos bilionários nas estatais e obras inacabadas, além do maior esquema de corrupção, o maior número de assassinatos e a pior década para a economia de toda a nossa História”, diz a postagem. 

Já o perfil do ex-presidente deu um retweet em um post do geógrafo e analista ambiental Pedro Ronchi. A postagem original foi feita no dia 14 de agosto e exalta a criação do SAMU durante o governo de Lula.

“A escolha na eleição é entre o candidato que criou o SAMU e o candidato que imitou pessoas morrendo sem ar na pandemia.”

Os administradores da conta do petista se limitaram a retweetar a mensagem e escrever no post “Dois lados”.

Posse de Alexandre de Moraes no TSE

O ministro Alexandre de Moraes tomou posse nesta noite de terça-feira (16) como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante cerimônia em Brasília. O ministro Ricardo Lewandowski foi empossado como vice-presidente do TSE.

Moraes e Lewandowski estarão à frente do tribunal durante as eleições deste ano. Os eleitores escolherão presidente, senadores, governadores, deputados federais e estaduais em outubro.

Estiveram presentes na cerimônia os ex-presidentes Michel Temer, José Sarney, Lula e a ex-presidenta Dilma Rousseff. O ex-chefes do Executivo sentaram-se na frente ao atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que fiocu ao lado de Edson Fachin, ex-presidente do TSE, e Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Federal.

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Fonte: IG Política

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