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Política Nacional

Eleição: PT quer ampliar apoios para Lula no Centro-Oeste

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Eleição: PT quer ampliar apoios para Lula no Centro-Oeste
Reprodução/Twitter @MariliaArraes – 20.07.2022

Eleição: PT quer ampliar apoios para Lula no Centro-Oeste

A nove dias do prazo final para a definição de candidaturas, a direção do PT ainda tenta construir palanques fora do campo da esquerda para o  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos estados do Centro-Oeste, região onde o partido enfrenta rejeição e o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem seus melhores índices de intenção de voto. A posição contraria os planos traçados pelos comandos estaduais. O movimento também faz parte de uma estratégia para atrair apoios de lideranças de centro a Lula.

Em Goiás, há esperança de uma aliança em torno do candidato do PSDB, Marconi Perillo. O entorno do deputado federal Rubens Otoni (PT), que é influente no diretório estadual, tem reafirmado, porém, a candidatura própria de professor Wolmir Amado.

No Mato Grosso do Sul, o objetivo é fechar uma aliança com o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD). Por enquanto, ainda está sendo mantida a pré-candidatura da petista Gisele Marques.

Já em Mato Grosso os petistas conseguiram fechar um acordo com o PP, partido da base de apoio de Bolsonaro. O candidato ao Senado será o deputado federal Neri Geller (PP), da bancada ruralista. Para o governador, uma das opções é o senador Carlos Fávaro (PSD), também ligado ao agronegócio. Ele, porém, resiste a concorrer. A direção petista local tem defendido a candidatura de Maria Lúcia (PCdoB).

Pesquisa Datafolha de junho mostra Bolsonaro com 40% das intenções de votos no Centro-Oeste, contra 28% da média nacional. A situação dos três estados deve ser discutida hoje em reunião da executiva nacional do PT. Os partidos têm até o dia 5 de agosto para realizar convenções para homologar suas candidaturas.

Na reunião de hoje, o PT também deve aumentar a pressão para que o PSB retire a candidatura do deputado Alessandro Molon(PSB) ao Senado no Rio e apoie o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT),em contrapartida pela aliança em torno de Marcelo Freixo (PSB), que concorrerá a governador.

“Eu defendo que a executiva nacional peça a reconsideração do PSB, retire a candidatura deles ao Senado e mantenha o acordo com apoio ao André Ceciliano. E se isso, não acontecer que o PT reconsidere o apoio ao Freixo ao governo do Rio”, afirma o secretário de comunicação, Jilmar Tatto.

Caso o PSB mantenha Molon, uma opção discutida é fazer uma aliança com Rodrigo Neves (PDT) para que Ceciliano seja o candidato ao Senado na chapa do ex-prefeito de Niterói. Este cenário esbarra, porém, nas reiteradas garantias dadas por Lula de que o partido estará com Freixo.

A direção do PT deve dar ainda o sinal verde para a candidatura de Edegar Pretto ao governo do Rio Grande do Sul. Ainda há uma esperança de contar com o apoio do PSB no estado. A aposta é que o candidato do PSB, Beto Albuquerque, desistirá.

Além da construção de palanques, a campanha de Lula também definiu que o ato de abertura oficial da campanha será um comício em Belo Horizonte, no dia 18.

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Fonte: IG Política

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Brasília: defesa de hacker da Lava-Jato relata ameças após reunião

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Walter Delgatti e Carla Zambelli
Reprodução: Twitter – 14/08/2022

Walter Delgatti e Carla Zambelli

Após acompanhar o hacker Walter Delgatti, conhecido como “Vermelho”, em reuniões em Brasília na semana passada, o advogado Ariovaldo Moreira registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de São Paulo alegando estar recebendo ameaças de morte.

Ariovaldo e Delgatti viajaram a convite da deputada bolsonarisa Carla Zambelli (PL-SP) , no domingo passado. Na capital federal, participaram de reuniões com integrantes da campanha do presidente Jair Bolsonaro e com o chefe do PL, Valdemar Costa Neto. Delgatti também esteve no Palácio da Alvorada para uma agenda com Jair Bolsonaro.

O plano de Zambelli, segundo ela relatou a interlocutores, era de que o hacker que ficou famoso por revelar mensagens de integrantes da Operação Lava-Jato integrasse uma equipe de consultores contratados para fiscalizar as urnas eletrônica.

A deputada, porém, se desentendeu com o advogado, a quem acusa de ter cobrado uma compensação financeira — o que o advogado nega.

O Boletim de Ocorrência relatando as ameaças foi registrado às 22h14 deste sábado, na delegacia da Polícia Civil de Araraquara, cidade onde o advogado mora. No documento, obtido pelo GLOBO, o advogado diz que, após abdicar da defesa de Delgatti, e retornar a Araraquara, “recebeu ameaças de morte envolvendo seus familiares”.

O advogado informou ao delegado de plantão que as ameaças aconteceram “após retorno de reunião com autoridades relacionadas ao governo federal em Brasília”.

As ameaças chegaram via mensagens de texto e também por meio de áudios. O destinatário se identificava, no perfil, apenas pelo nome de “morte”. Ao GLOBO, Ariovaldo disse estar assustado.

“Eu nunca fui ameaçado na minha vida. Disseram que vão matar todo mundo”, relatou o advogado, que defendeu Delgatti em outros casos, antes mesmo da Operação Spoofing vir à tona.

Procurada para comentar o caso, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo ainda não se manifestou.

Ida a Brasília Preso em 2019 na Operação Spoofing, Delgatti foi o responsável por invadir o Telegram e copiar diálogos de integrantes da Operação Lava-Jato. Conforme O GLOBO mostrou, o plano de Zambelli era que ele fosse contratado como um especialista em ataques cibernéticos pelo Instituto Voto Legal, indicado pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para auditar as eleições em outubro — a instituição ainda aguarda o credenciamento da Corte.

Segundo ela detalhou a pessoas próximas, o principal argumento para contratá-lo era que ninguém dos partidos de esquerda iria querer contestar o trabalho do hacker que revelou a chamada “Vaza Jato”— os dados vazados contribuíram para mudar o entendimento sobre as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que fez com que o petista retomasse os direitos políticos e pudesse concorrer neste ano.

Duas pessoas do PL confirmaram a história, antecipada na quarta-feira pelo site G1. A parlamentar não quis falar sobre o assunto, mas revelou que pagou a hospedagem de Delgatti e do advogado Ariovaldo Moreira, no hotel Phenícia, em Brasília, cujas diárias custam em torno de R$ 200. Moreira defendeu Delgatti na ação da Spoofing.

Delgatti foi à reunião com Valdemar na última terça-feira para falar justamente sobre esse trabalho que ele poderia exercer como “fiscalizador das eleições”. Já a audiência com Bolsonaro tratou de outro assunto, que é mantido em segredo.

Questionada sobre o teor dessa reunião no Alvorada, a deputada confirmou que ali foram tratadas “informações valiosas” às quais ela se recusou a revelar.

“Isso eu não posso falar”, disse ela.

Na versão de Zambelli, Moreira pediu uma compensação financeira para que as tratativas continuassem, mas ela recusou. O advogado, por sua vez, nega qualquer pedido de dinheiro.

“Ele virou para perguntar para mim quanto valia a democracia. Eu falei a ele que a democracia não tinha preço. E ele: “mas eu queria ouvir um valor”, relatou a deputada ao GLOBO.

Ela ainda afirmou que o advogado ficou “nervosinho” com a recusa, decidiu ir embora e tentou levar o hacker com ele.

“E o Walter (Delgatti) falou: “não, eu vou ficar”. E aí ele vazou (o encontro) para a imprensa, porque ele ficou nervosinho e queria dinheiro”, completou.

Ao GLOBO, o advogado Ariovaldo Moreira negou que tivesse pedido dinheiro à deputada e a acusou de estar mentindo.

“Em momento algum foi pedido dinheiro. Pelo contrário, ela pediu que ele (Delgatti) fizesse coisas que eu achei que ele não devia fazer”.

O advogado, porém, não explicou qual foi o pedido de Zambelli.

“Eu não vou falar o que ela pedia. O que ela queria eu não ia fazer, só isso. Não pedi dinheiro em momento algum. Ela pode fazer a acusação que ela quiser. Agora, se eu queria dinheiro e o Walter ficou lá? Não é estranho isso?”, questionou ele.

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Fonte: IG Política

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