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Diretrizes para erradicação e prevenção da aftosa serão revisadas

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou Grupo de Trabalho, por meio da Portaria 107, para revisar a Instrução Normativa 44 (de 2/10/2007) que fixou as diretrizes gerais para erradicação e prevenção da febre aftosa no Brasil. O diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, disse que os ajustes são necessários para adequar as normas às diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada da vacinação contra a aftosa a partir de maio de 2019, nos estados do Acre e Rondônia e, depois, gradualmente, em todo o país, até 2023. Também serão feitos ajustes para atender as determinações do Código Sanitário para os Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O grupo será formado pelos integrantes do DSA, Diego Viali dos Santos, Plínio Leite Lopes, Ronaldo Carneiro Teixeira e Rodrigo do Espírito Santo Padovani. Também terá representantes da Superintendências Federais de Agricultura (SFA): Bernardo Todeschini – (SFA/RS); Katherine Sharlene Barbosa Fragoso (SFA/PA), Marcia Martins (SFA/PB) e Cecília Paula Dezan (SFA/GO). Também irão participar Flávio Pereira Veloso da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do Estado de Santa Catarina (CIDASC) e Márcio Alex Petró da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (IDARON). O GT tem prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias, para apresentação de relatório final e proposta de norma.

 

Mais informações à Imprensa:
Coordenação geral de Comunicação Social
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EXPORT/CEPEA: Faturamento com exportações do agro é recorde no 1º semestre

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Cepea, 10/08/2022 – O forte crescimento da demanda mundial por alimentos e energia tem elevado os preços de produtos do agronegócio desde o início de 2021. Em 2022, a guerra na Ucrânia agravou o quadro de oferta e demanda, que já estava apertado por conta da pandemia, que, vale lembrar, levou à redução das operações entre os países produtores, com consequentes desarranjos nas cadeias globais de valor e aumento no frete marítimo. O cenário de preços em forte alta no mercado internacional garantiu ao agronegócio brasileiro, importante exportador mundial de alimentos e energia, sucessivos recordes nas vendas externas.

Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia), mostram que, de janeiro a junho de 2022, o volume exportado pelo agronegócio nacional recuou 1% frente ao mesmo período do ano anterior, mas os preços em dólar subiram 28%. Diante disso, o faturamento somou US$ 79 bilhões no primeiro semestre, sendo 26% acima do registrado no mesmo período de 2021 e um recorde.

Mesmo diante de faturamento em dólar recorde, em moeda nacional, a receita real não apresentou o mesmo desempenho, devido ao processo inflacionário observado no Brasil ao longo do primeiro semestre de 2022. A alta do preço real em Reais no primeiro semestre de 2022 frente ao mesmo período de 2021 se limitou a aproximadamente 6%. 

Quanto aos produtos exportados pelo agronegócio nacional de janeiro a junho deste ano, os do complexo da soja continuam liderando o desempenho do setor. A soja em grão e seus derivados representaram quase 48% do faturamento externo do agronegócio no primeiro semestre de 2022, seguidos por carnes, produtos florestais, café e os do complexo sucroalcooleiro. Do lado comprador, o destaque foi a China, como esperado (representando 35% do faturamento externo do agronegócio), seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos (com 16% e 6,5%, respectivamente).

DIVISAS – Nos primeiros seis meses de 2022, a participação do agronegócio no saldo comercial do País foi de 48%, superando a participação obtida no mesmo período de 2021. Com esse resultado, a balança comercial do setor (exportações menos importações de produtos agrícolas) ficou positiva, em mais de US$ 70 bilhões, compensando o déficit comercial dos outros setores da economia brasileira e contribuindo para um superávit comercial de mais de US$ 30 bilhões.

PERSPECTIVAS – As atenções neste segundo semestre estão voltadas ao andamento da safra no Hemisfério Norte. A colheita nos Estados Unidos e a evolução dos embarques dos grãos ucranianos terão papel crucial na contenção da escalada dos preços dos alimentos – que, ressalta-se, já tem mostrado certa desaceleração.

Assim, se o primeiro semestre de 2022 foi marcado pelas inflações de energia e de alimentos no mundo, devido à guerra na Ucrânia e seus desdobramentos, para o segundo semestre, o combate à inflação, que se dará pela continuidade da alta dos juros nos Estados Unidos e na Europa, tem elevado o temor de uma recessão na economia mundial nos próximos meses, o que pode auxiliar a conter a alta dos preços externos de commodities. Isso porque o resultado dessas políticas pode ser uma menor pressão da demanda e crescimento na oferta, retirando espaço para altas intensas nos preços dos alimentos, e, claro, caso não haja perdas significativas na oferta global, por conta de eventos climáticos adversos.

Veja relatório completo aqui.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre exportação do agronegócio aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com o professor Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros e com a pesquisadora Andréia Adami: [email protected]

Fonte: CEPEA

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