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Delegado Claudinei solicita distribuição de EPIs para catadores de lixo

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Em sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na última quarta-feira (20), o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) realizou a indicação de n.º1899/2020 para a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) sob a necessidade de viabilizar a distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos catadores de lixo e garis que prestam serviço no estado do Mato Grosso.

Temos que reconhecer o trabalho destes profissionais que são responsáveis em manter as cidades em bom estado com a limpeza das ruas, praças, parques, dentre outras vias públicas, posiciona Claudinei. “Os profissionais ficam constantemente expostos por ser uma atividade insalubre. Eles trabalham em contato direto com materiais contaminantes, além de restos de garrafas, cacos de vidro em geral, lascas de madeira e diversos outros tipos de resíduos que podem prejudicar a sua saúde ou integridade física.  Sem contar que a situação se agravou diante desta pandemia de Covid-19”, acrescenta o parlamentar. 

Realidade

Abner Marinho da Silva Junior, que atua na área financeira da empresa Central de Reciclagem, conta que diariamente mantém contato com os catadores de lixo. “O que a gente vê hoje, o grande percentual do material que recebemos são devido a parceria com órgãos públicos para recolhimento de resíduos e, também, nós compramos muitos plásticos, ferros e alumínios destes catadores, o dia todo”, comenta.

Em relação à solicitação do deputado Claudinei mostrar preocupação com essa categoria, Junior conta que tem momentos que não acredita que existem pessoas como ele – que se preocupam com estes profissionais. “Muito interessante essa iniciativa, porque às vezes, eu chego a passar luvas da empresa para os catadores. A luva que é uma coisa tão simples e faz muita diferença. Muitas vezes, os catadores não têm. Assim, eles podem cortar ou machucar a mão”, explica.

Ele conta que a média de valores que os catadores ganham é de R$ 25 a R$ 40 reais. Já aqueles que trabalham com moto, conseguem ganhar uns R$ 100 reais por dia. “Sem a moto não conseguem ir tão longe. O valor é muito pequeno para eles mesmo comprarem máscaras e álcool em gel”, salienta Junior.

Pandemia

“Os catadores trabalham para conseguir o seu sustento e não quer dizer que eles não têm medo de adquirir uma doença por deparar com a situação insalubre”, explica Junior. Ele acrescenta que a pandemia veio intensificar a preocupação destes profissionais, pois muitos não estão protegidos. “Eles sabem que a pandemia não é brincadeira. Seria uma ideia fantástica distribuir estes EPIs para eles. Além de resguardá-los, nós também estaremos – já que mantemos contato com eles”, posiciona.

Na proposição, o Delegado Claudinei solicitou a distribuição de luvas e máscaras de proteção, álcool em gel, botinas de segurança, protetor auriculares – principalmente para aqueles que atuam em ruas muito movimentas e com poluição sonora – uniformes para facilitar a identificação do trabalhador.

Fonte: ALMT

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Por empregos, projeto propõe favorecer micro-empreendedores

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) é o autor do projeto de lei (PL 502/2020) que desburocratiza a retomada da atividade econômica no período posterior aos efeitos do coronavírus (Covid-19), favorecendo com dispensa de regras tradicionais aplicadas pelo poder público os microempreendedores que se dispõem a gerar emprego e distribuição de renda.

Pela proposta, ficam dispensadas de quaisquer atos públicos, licenças e alvarás todas as atividades econômicas de baixo ou médio risco desenvolvidas em Mato Grosso em edificações que contenham até 200 metros quadrados, edificações com até três pavimentos e que sejam desempenhadas em local sem subsolo com o uso distinto de estacionamento.

Também serão favorecidos estabelecimentos que desenvolvam atividades econômicas com edificações de até três pavimentos e em locais sem subsolo com uso distinto de estacionamento.

O projeto ainda contempla atividades econômicas em estabelecimentos que não possuam gás GLP em quantidade superior a 190 kg (cento e noventa quilos) e que não possuam líquido inflamável ou combustível de 1000 (mil) litros.

Em sua justificativa, o deputado Wilson Santos cita que o excesso de exigências pelo poder público inviabiliza a retomada de atividades econômicas, ainda mais em um momento em que o desemprego registra alta por conta da política de isolamento social necessária para disseminação do coronavírus.

“É enorme o número de novos desempregados e de empresas que fecharam as portas em consequência da pandemia. E, se já era necessário anteriormente, torna-se imprescindível, neste momento, que o poder público promova ações que viabilizem a retomada econômica e facilite a vida daqueles que tenham coragem de investir e gerar empregos em meio a um cenário com tamanha imprevisibilidade”, diz um dos trechos.  

Fonte: ALMT

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