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Saúde

Covid longa: redução de libido está na lista de novos sintomas comuns

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Teste positivo para Covid-19
Reprodução: commons – 06/06/2022

Teste positivo para Covid-19

Um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, e publicado nesta segunda-feira na prestigiada revista científica Nature Medicine, listou 62 sintomas associados à  Covid longa. Dentre os mais frequentes apareceram a dificuldade de ejacular, a redução de libido e a queda de cabelo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) caracteriza a Covid longa como “a condição pós Covid-19 que ocorre em indivíduos com histórico de infecção por Sars-CoV-2 provável ou confirmada, geralmente 3 meses após o início da Covid-19, com sintomas que duram pelo menos 2 meses e que não podem ser explicados por um diagnóstico alternativo”.

Foram analisados os registros de saúde eletrônicos anônimos de 2,4 milhões de pessoas no Reino Unido. Os dados, coletados entre janeiro de 2020 e abril de 2021, incluíam 486.149 pacientes com infecção prévia por Covid-19, mas sem histórico de internação pela doença, e 1,9 milhão de pessoas sem indicação de infecção por coronavírus. após correspondência para outros diagnósticos clínicos.

O resultado do estudo apontou uma lista de 62 sintomas da Covid longa que surgiam cerca de 12 semanas após a infecção inicial. Veja a lista dos 10 sintomas de Covid longa mais comuns:

  • Anosmia (perda ou redução do olfato);

  • Queda de cabelo;

  • Espirros;

  • Dificuldade de ejaculação;

  • Redução de libido;

  • Falta de ar em repouso;

  • Fadiga;

  • Dor torácica pleurítica;

  • Voz rouca;

  • Febre

Outros sintomas como névoa mental, insônia, congestão nasal, taquicardia, tosse, dor no peito, alergias, ansiedade e depressão também fazem parte da lista.

“Os sintomas que identificamos devem ajudar os médicos e desenvolvedores de diretrizes clínicas a melhorar a avaliação de pacientes com efeitos a longo prazo da Covid-19 e, posteriormente, considerar como essa carga de sintomas pode ser melhor gerenciada”, disse em um comunicado Shamil Haroon, professor clínico associado de Saúde Pública da Universidade de Birmingham.

Além de identificar um conjunto mais amplo de sintomas, os pesquisadores também encontraram os principais grupos demográficos e comportamentos que colocam as pessoas em maior risco de desenvolver a Covid longa.

O estudo sugere que mulheres, pessoas mais jovens, com baixo nível socioeconômico, fumantes, pessoas com sobrepeso ou obesidade, bem como a presença de uma ampla gama de condições de saúde são mais propensas a desenvolverem a condição.

Eles descobriram também um maior risco para alguns grupos étnicos — como negros afro-caribenhos, etnia mista e outros grupos étnicos minoritários no Reino Unido compostos por pacientes com origem nativa americana, do Oriente Médio ou da Polinésia, em comparação com grupos étnicos brancos.

“Nossas análises de dados de fatores de risco são de particular interesse porque nos ajudam a considerar o que poderia estar causando ou contribuindo para a Covid Longa. Já sabemos que certas características modificáveis, como tabagismo e obesidade, colocam as pessoas em maior risco de várias doenças e condições. No entanto, outros, como sexo biológico e etnia, também parecem ser importantes”, disse em um comunicado Anuradhaa Subramanian, pesquisador do Instituto de Pesquisa em Saúde Aplicada da Universidade de Birmingham e principal autor do artigo.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

EUA: jovem infectado por ameba ‘comedora de cérebro’ abre os olhos

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Ameba
DPDx, George Healy, Ph.D, USCDCP

Ameba “comedora de cérebro”

Um adolescente de 13 anos infectado por pelo protozoário Naegleria fowleri, conhecido como ameba “comedora de cérebro” , deu sinais de reação. Caleb Ziegelbauer começou a abrir os olhos e mover as mãos, de acordo com sua família. Ele está internado desde o dia 6 de julho em um hospital na cidade americana de Port Charlotte, na Flórida.

“Não apenas Caleb moveu as mãos e os pés, mas agora seus olhos estão se abrindo”, disse Katie Chiet, uma das organizadoras de uma vaquinha virtual criada para arrecadar dinheiro e custear o tratamento do adolescente. A campanha já levantou US$ 60 mil.

“Ele não responde totalmente aos estímulos… AINDA. Mas continuamos esperançosos de que as montanhas do amanhã serão conquistadas!”, acrescenta o texto.

Ziegelbauer concluiu neste domingo todo o protocolo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês) dos Estados Unidos. De acordo com a família do adolescente, ele foi operado nesta segunda-feira para inserir uma traqueostomia e um tubo de alimentação.

“Agora esperamos (não tanto) pacientemente pelo seu despertar”, finalizou Katie, no comunicado.

No período de internação, Ziegelbauer foi sedado, entubado e colocado em estado induzido de hipotermia pelos médicos. Exames mostraram que ele sofreu danos cerebrais, de acordo com a revista Newsweek.

Ziegelbauer contraiu a ameba depois de visitar uma praia em Port Charlotte. A Naegleria fowleri é comumente encontrada em água doce quente, como lagos, rios e lagoas. Ela entra no corpo pelo nariz e vai até o cérebro, onde destrói o tecido cerebral. A infecção não pode ser transmitida de uma pessoa para outra.

No estágio inicial da infecção, os sintomas podem incluir forte dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. À medida que a infecção piora, os sintomas – que aparecem de um a nove dias após a exposição à ameba – podem evoluir para rigidez do pescoço, convulsões ou alucinações.

Desde 1962, pelo menos outras 154 pessoas foram diagnosticadas com meningoencefalite amebiana primária nos EUA, em decorrência do Naegleria fowleri, de acordo com levantamento publicado pela Fox News.

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Fonte: IG SAÚDE

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