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Covid-19: Variante Delta causa preocupação na cidade de São Paulo

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Edson Aparecido
Foto: Reprodução/Prefeitura de SP

Edson Aparecido


O Secretário Municipal de Saúde da capital paulista Edson Aparecido disse nesta terça-feira (3) que a cidade continua intensificando as ações de prevenção contra a Covid-19, principalmente no momento em que há variantes de preocupação em circulação como a variante Delta, identificada inicialmente na Índia.

Forma original do vírus da Covid-19 foi quase toda substituída por variantes

Apesar de destacar a prevalência da variante Gama (anteriormente conhecida como P1) no país, o secretário enfatizou que a Delta já foi identificada em 23 casos de Covid-19 no município entre 5 e 27 de julho. Segundo Aparecido, apesar de os dados disponíveis sobre a transmissibilidade ou gravidade da variante Delta ainda serem limitados com relação às outras variantes, as modelagens feitas até o momento pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sugerem taxa de crescimento maior do que as outras variantes circulantes na Índia, o que automaticamente sugere maior potencial de transmissão.

“Em função de todo esse quadro, a Secretaria intensificou as ações e continua reforçando as recomendações de uso correto da máscara, distanciamento social, higienização das mãos e evitar aglomerações. Caso apresente algum sintoma de síndrome gripal, procurar uma unidade de saúde e investigar qualquer caso suspeito por meio de exames clínicos e laboratoriais. Além disso, os casos devem ficar em isolamento por dez dias e seus contatos próximos fazer quarentena por 14 dias”, disse.

De acordo com o secretário, todos os que tiverem sinais de contaminação e os que tiveram contato com essas pessoas receberão máscaras N95. Segundo ele, as barreiras sanitárias em terminais rodoviários, de carga e aeroportos continuam.

“Vamos distribuir em toda a rede 500 mil máscaras para a contenção da disseminação da variante. Os casos leves e moderados são atendidos e acompanhados pela atenção básica com monitoramento por 14 dias, com avaliação clínica e de oximetria”, explicou Aparecido.

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Segundo Aparecido, não há evidências de aumento de casos de Covid-19 entre crianças e adolescentes, motivo pelo qual não há previsão de implantação de novos leitos pediátricos nas unidades de internação da cidade. “Nós tínhamos 118 leitos pediátricos antes da pandemia e continua esse número, além de outros dez no Hospital de São Miguel e dez de UTI neo-natal em Itaquera. No momento, não temos nenhuma criança ou adolescente com covid internada”.

O secretário ressaltou ainda que a cidade continua registrando queda nas internações e nas mortes, mas ainda há estabilidade no número de casos. “A transmissibilidade, que registra aumento de pouco mais de 1%, pode ser fruto da circulação da variante Delta e do momento sazonal com baixas temperaturas, no qual é comum o avanço de casos de síndrome gripal. Por isso é preciso ficarmos atentos, para termos uma transição segura até o final da vacinação total”.

Adesão à vacinação

Segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, a cidade registra uma grande adesão à vacina, com a imunização em torno de 83,8% do público alvo com a primeira dose.

“Agradeço a grande adesão da população de São Paulo. Por conta disso, podemos anunciar a ampliação dos alunos nas escolas e iniciar uma cautelosa retomada da economia, fundamental para combater a desigualdade social”, afirmou.

Nunes anunciou ainda a antecipação da vacinação de pessoas com 25 anos para a próxima sexta-feira (6).  Na quinta-feira (5) será a vez dos munícipes com 26 anos e os de 27 podem se vacinar amanhã (4). No sábado (7), aqueles que precisarem tomar a segunda dose, podem ir aos postos de vacinação.

Para receber a vacina, é obrigatório apresentar comprovante de residência na capital e um documento de identificação. Pelo Filômetro, é possível acompanhar a situação de espera nos postos de vacinação contra a covid-19 que estão em funcionamento na cidade.

Nunes informou ainda que a capital paulista está com 41% dos leitos de UTI voltados para pacientes com covid-19 ocupados, enquanto 25% dos leitos de enfermaria voltados para pacientes com covid-19 estão ocupados.

Fonte: IG SAÚDE

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Adolescente morreu de púrpura trombótica não relacionada à vacina, diz Saúde

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O ministro da Saúde Marcelo Queiroga
Foto: Jefferson Rudy – 6.mai.2021/Agência Senado

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga

Uma análise feita pelo Ministério da Saúde mostrou que a  causa da morte da adolescente de 16 anos que tomou a vacina da Pfizer foi púrpura trombocitopênica trombótica, uma doença autoimune que predispõe a formação de coágulo e pode levar à morte. As informações são da colunista Mônica Bergamo , do jornal Folha de S. Paulo .

Os trombos viajam pela corrente sanguínea e podem se alojar em órgãos vitais, como o coração, pulmões e cérebro.

Na última sexta-feira (17), a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo já havia informado que o imunizante não foi a causa da morte da jovem  e, no documento que será divulgado ainda hoje pelo Ministério da Saúde, a pasta afirma que o óbito não está associado à vacina.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse não ser contra a imunização de adolescentes sem comorbidades, apesar de ter anunciado a suspensão da campanha para esse grupo na última semana . Mesmo com a determinação, diversas capitais continuaram a vacinação , como Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com Queiroga, a decisão de interromper a campanha se deu por uma questão de logística e disponibilidade de vacinas . Técnicos do Ministério da Saúde que atuam no Programa Nacional de Imunização (PNI), no entanto, disseram não terem sido ouvidos para o decreto. 

Fonte: IG SAÚDE

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