conecte-se conosco


Saúde

Como os produtos à base de Cannabis agem no organismo e como será a venda deles?

Publicado

Na terça-feira (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou o registro de produtos  à base de maconha no Brasil. Com a decisão, que entra em vigor em 90 dias, os itens feitos com cannabis só poderão ser comercializados em farmácias e drogarias e vendidos aos pacientes sob prescrição médica.

Cannabis arrow-options
shutterstock

Neurologista explica como a Cannabis age no organismo humano; entenda também como será a prescrição médica

Leia também: Cientistas combatem sintomas do Alzheimer com compostos extraídos da maconha

Como a Cannabis age no organismo e quem será beneficiado?

A Cannabis tem mais de 100 ativos e, entre os mais conhecidos, estão o tetrahidrocanabinol (THC) e o Canabidiol (CBD), que são os principais componentes da folha da maconha, mas que atuam de forma diferente nas células do organismo. 

“Eles atuam em receptores (esquema chave e fechadura nas membranas das células nervosas) canabinóides que existem nos neurônios do encéfalo, como se fossem neurotransmissores, modulando, assim, a função cerebral”, diz Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo.  

Apesar de ambos atuarem através da ligação dos receptores, eles têm funções diferentes. “O CBD tem efeito sedativo, leve e a principal utilização tem sido nas epilepsias de difícil controle, que se tornam refratárias com a utilização de medicamentos convencionais”, aponta Mario Franco Netto, diretor técnico do Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira (PA), gerenciado pela Pró-Saúde.

Leia mais:  6 dicas para amenizar as “dores do frio”

“Já existem muitas evidências de tratamento com o CBD. Porém, ainda não está completamente fechado do ponto de vista científico e, por isso, que essa utilização está sendo cada vez mais estudada. Mas os relatos de pessoas que o utilizam, principalmente em crianças ou adultos com essas crises convulsivas refratárias, tem sido impressionante como o uso melhora a condição desses pacientes”, destaca Netto.

Já o THC é o efeito conhecido quando a maconha é consumida in natura . “É a alteração  psicológica da pessoa naquele momento, do ponto de vista de consciência. Nos estudos, é também responsável pela dependência dos que a utilizam de forma recreativa. O THC é o componente que causa o vício, com alteração do sistema nervoso”, completa o diretor técnico. 

De forma geral, podemos dizer, conforme explica o neurocirurgião do Hospital das Clínicas, que o THC produz efeitos psicoativos e neurotóxicos em potencial. O CBD, por sua vez, apresenta propriedades antipsicóticas e estabilizadora dos neurônios, com efeito neuroprotetor, tendo o efeito positivo nos pacientes com difícil controle da epilepsia.

Leia mais:  Planos de saúde individuais e familiares podem ter reajuste com base no IPCA

Além da epilepsia, portadores de doença de Parkinson, autismo e dor crônica,  além de portadores de neuropatias e Alzheimer podem se beneficiar dos produtos à base de Cannabis.

Saiba como será a prescrição médica 

Ainda de acordo o órgão, somente o médico pode indicar qual o produto será usado e em qual tratamento. Além disso, os pacientes devem ser informados sobre o uso desses produtos. As regras para a prescrição do produto variam de acordo com a concentração de tetra-hidrocanabinol (THC). 

Segundo a Anvisa, nas formulações com concentração de THC menor que 0,2%, o produto deverá ser prescrito por meio de receituário tipo B, com numeração fornecida pela Vigilância Sanitária local e renovação de receita em até 60 dias.

Leia também: 7,7% dos brasileiros usaram maconha pelo menos uma vez, aponta levantamento

Os produtos com concentrações de THC superiores a 0,2%, por sua vez, só vão poder ser prescritos a pacientes terminais ou que tenham esgotado as alternativas terapêuticas de tratamento. Aqui, o receituário para prescrição será do tipo A, fornecido pela Vigilância Sanitária local.

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Coronavírus: funcionários de hospital usam fralda por falta de tempo

Publicado

por

Coronavírus arrow-options
shutterstock

A doença respiratória causada pelo coronavírus já atinge 13 países em quatro continentes

Trabalhadores chineses da área da saúde estão usando fraldas para adultos porque não têm tempo de ir ao banheiro devido à grande demanda de pacientes em decorrência do surto do novo coronavírus . Outros preferem usar as fraldas para não precisarem remover seus trajes de proteção e correr o risco de rasgá-los. As informações foram dadas pelo The Independent .

Leia também: Uma pessoa infectada pode transmitir coronavírus para outras três, diz estudo

Os moradores de Wuhan , epicentro da epidemia do coronavírus na China, descrevem como um filme de terror o cenário caótico atual nos hospitais da cidade. Corredores lotados, pacientes abandonados e uma espera angustiante e interminável. Até o momento, o coronavírus matou 56 pessoas e infectou outras 2 mil.

No hospital da Cruz Vermelha, vários pacientes relataram o seu cansaço e impotência diante da AFP . Todos aceitaram comentar a situação, mas preferiram não se identificar.

“Há dois dias não durmo e fico andando de hospital em hospital. No melhor dos casos, irão me atender amanhã de manhã”,  conta um homem, de 30 anos, que está com febre e gostaria de ser examinado.

Leia mais:  Número de mortos pelo Ebola no Congo sobe para 865

A epidemia gerou uma psicose na cidade. Muitas pessoas têm ido às urgências hospitalares desesperadas para saber se contraíram o novo vírus.

Na entrada do hospital, uma longa fila de doentes exercitam a paciência durante a longa espera. No local, aguardam sua vez para ser atendidos em pé ou sentados em pequenos bancos de plástico. Outros, mais prevenidos, trouxeram suas próprias cadeiras desmontáveis.

Diante da multidão de pacientes, os esforços parecem insuficientes: a epidemia surgiu no país pouco antes do Ano Novo chinês, quando milhares de trabalhadores retornam para as suas cidades de origem, sobrecarregando o sistema de saúde de cada um desses locais.

“As enfermeiras são muito determinadas, mas o gerenciamento dessa situação é caótico”, admite uma mulher, de 60 anos, que se apoia no filho para conseguir manter-se de pé. Segundo o seu relato, ela teve a sorte de “somente esperar cinco horas para ser atendida”.

Leia também: China tem 1,9 mil infectados por coronavírus e 56 mortes; Canadá confirma caso

Leia mais:  Em um ano, casos de febre amarela resultaram em quase 500 mortes, aponta boletim

Pouco depois, um idoso queixou-se de ter perdido todo o dia à espera do atendimento e ser mandado para casa por não haver camas disponíveis.

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Nacional

Entretenimento

Tecnologia

Mais Lidas