conecte-se conosco


Política Nacional

Ciro Gomes sobre livro de Moro: “Confissão de crimes, oportunismo e cinismo”

Publicado


source
Ciro Gomes,pré-candidato à presidência pelo PDT
André Carvalho/ CNI

Ciro Gomes,pré-candidato à presidência pelo PDT

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) utilizou o Twitter na manhã desta terça-feira (30) para criticar o lançamento do livro do ex-juíz Sergio Moro (Podemos) . Segundo Ciro, Moro mostra “falsidade” e “hipocrisia” em relatos que compõem o livro.

“Confissão de crimes em cascata, cumplicidade, subserviência, oportunismo e cinismo deslavado, são as definições mais civilizadas que se pode fazer sobre o conteúdo do livro de Sérgio Moro, no resumo apresentado pela @Folha”, disparou Ciro.

“Nesta sua delação premiada, Moro admite não ter visto crimes nas rachadinhas nem nas seguidas agressões de Bolsonaro às instituições. Também não viu problema na enquadrada do general Villas Boas ao Supremo.”

“Todos que já conheciam Moro não se surpreenderão com esta podre exposição de motivos, mas é impossível que os demais brasileiros não fiquem chocados com tamanha hipocrisia e falsidade juntas”, continua o pedetista.

Leia Também

“Se esta delação em busca de um prêmio já revira o estômago, imagine o asco que causaria as omissões do muito que não é contado no livro. Por estas e outras, reitero meu convite: “vamos debater, Moro? Por que se escondes, ex-juiz valentão?”.

O livro ‘Contra o Sistema de Corrupção’, moro profere ataques tanto a Lula quanto a Bolsonaro. Sobre o segundo, o ex-juíz detalha a ‘fritura pública’ feita a ele no governo federal após o ex-ministro da Justiça apontar interferência na Polícia Federal.

Segundo Ciro, as “mentiras e contradições explodem quando ele [Moro] nega acertos para ser indicado para o Supremo, mas candidamente confessa que não ‘descartava a possibilidade de ser nomeado pelo presidente no momento oportuno'”.

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Moro diz que divulgará na sexta-feira valores recebidos de consultoria

Publicado


source
 Sergio Moro
Reprodução

Sergio Moro

Em reação aos questionamentos de seus oponentes e até do Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-ministro e pré-candidato à presidência Sergio Moro anunciou que vai divulgar na próxima sexta-feira os valores recebidos por ele pelos serviços prestados à consultoria americana Alvarez & Marsal, onde atuou após deixar o Ministério da Justiça.

De acordo com aliados, o objetivo de Moro é tentar enterrar o assunto antes que ele ganhe mais força e rebater as suspeitas levantadas a respeito da sua atuação na iniciativa privada.

Segundo pessoas próximas, Moro ficou extremamente incomodado com a decisão do TCU de abrir um processo para investigar suas relações profissionais, o que considera abusiva, e sobretudo com a ameaça de parlamentares do PT de colher assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o assunto.

Moro relatou a pessoas próximas que não quer aparentar que age a reboque da pressão. Agora, ele avaliou que o momento é mais oportuno porque a criação de uma possível CPI arrefeceu. Ainda assim, ele tem buscado reforçar que discorda da postura adotada pelo TCU.

“Não estou cedendo ao TCU, o TCU está abusando, mas eu quero ser transparente com você, com a população brasileira, como toda pessoa pública deve ser”, disse Moro, em vídeo divulgado nas suas redes sociais nesta quarta-feira.

Ontem, o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, propôs que o órgão obtenha informações junto ao Banco Central e ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a respeito dos honorários recebidos pelo ex-ministro. O objetivo seria verificar se houve ou não conflito de interesses no caso.

A Alvarez & Marsal administra o processo de recuperação judicial da Odebrecht, alvo da Operação Lava Jato, na qual Moro participou como magistrado. Documentos do processo mostram que o escritório no Brasil recebeu R$ 65 milhões de empresas investigadas na operação. O escritório diz que o ex-juiz não atuava em processos envolvendo essas empresas, mas o procurador argumenta que ele pode ter se beneficiado de recebimentos indiretos.

Leia Também

Pessoas que aconselham Moro na área jurídica consideram que a ação do TCU não tem fundamento porque quem nomeia o administrador da recuperação judicial é o juiz responsável, a quem também cabe acompanhar e fiscalizar os serviços.

No campo político, aliados querem explorar o momento para que Moro possa se posicionar melhor sobre a o caso e ganhar visibilidade em cima disso. O deputado Bozzella (PSL-SP) diz que Moro é alvo de uma “perseguição” de parte da classe política por sua atuação como juiz federal e por apresentar uma possível ameaça aos adversários na eleição de 2022, conforme mostram pesquisas de intenção de voto, nas quais ele tem aparecido em terceiro lugar.

O parlamentar acredita que a manifestação do ex-ministro sobre a questão pode ser até positiva para ele como forma de diferenciá-lo de seus adversários.

— Como ele não tem nada para esconder, dá ainda mais força e mais condições de ele provar o que diz e mostrar quem é — afirmou Bozzella — O homem público tem que estar preparado para qualquer tipo de ataque. Então é até bom. Se continuar esse tipo de patrulhamento, dá a oportunidade de ele se expor ainda mais para a sociedade de uma forma diferente, sem prejuízo para a sua imagem.

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR), disse que a questão dos valores recebidos por Moro e sua origem são “indiferentes”. De acordo com Dias, Moro está “seguro da lisura dos seus procedimentos”.

Outro aliado de Moro, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) concorda que o pré-candidato deve se manifestar logo para prestar todos os esclarecimentos e evitar qualquer ruído:

— Acho positivo. Quando entramos na vida pública, tudo da nossa vida passa a ser público. E ele não precisava esperar mais à frente porque esse assunto pode render mais, então tem que matar logo na fonte. O Moro é um cara muito sério, os ataques já eram previstos. Eu faria o mesmo que ele.

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Nacional

Entretenimento

Tecnologia

Mais Lidas