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Saúde

Cientistas criam embriões sintéticos sem espermatozoides ou óvulos

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Cientistas desenvolvem embriões sintéticos sem espermatozóides, óvulos ou fertilização
Louis Reed / Unsplash

Cientistas desenvolvem embriões sintéticos sem espermatozóides, óvulos ou fertilização

Pesquisadores de células-tronco afirmam ter criado, pela primeira vez na história, “embriões sintéticos” sem espermatozóides, óvulos ou fertilização.

O experimento foi desenvolvido por cientistas do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, e divulgado nesta semana na revista científica Cell.

O recente avanço foi realizado com camundongos e demonstrou resultados sem precedentes no desenvolvimento da técnica. No entanto, a perspectiva para implementá-la no desenvolvimento de órgãos humanos permanece distante e polêmica.

“Os embriões sintéticos se formaram sozinhos, a partir de células-tronco colocadas fora do útero”, resume o trabalho publicado numa das maiores revistas científicas de biologia. A pesquisa buscou desenvolver estruturas próximas ao embrião em laboratório, extraindo células simples de um animal e agindo sobre elas sem nenhum procedimento de fertilização.

Os cientistas conseguiram desenvolver estruturas semelhantes a um embrião de camundongo de oito dias, ou seja, um terço da gestação, momento em que os órgãos começam a se diferenciar.

Para isso, extraíram células da pele dos camundongos e depois as reverteram artificialmente ao estado de células-tronco, que são unidades capazes de se transformarem em qualquer célula do corpo e, portanto, de formar diferentes órgãos.

Elas foram colocadas em um banho de nutrientes, constantemente agitadas e alimentadas com oxigênio para reproduzir o mais próximo possível as condições de um útero materno. Como resultado, uma pequena parte das células se organizaram, a partir de informações próprias, para formar órgãos.

É um avanço nunca visto, mas não se trata da descoberta da vida artificial. Na maioria dos casos, a experiência não deu certo e, mesmo quando foi bem-sucedida, o resultado foi um conjunto malformado demais para ser confundido com um embrião verdadeiro. Alguns cientistas nem mesmo aprovam o termo “embrião sintético”.

“Não são embriões. Até que se prove o contrário, eles não produzem um indivíduo viável capaz de se reproduzir”, diz o pesquisador francês Laurent David, especialista em desenvolvimento de células-tronco.

O pesquisador, que prefere o termo “embrioides”, destacando que eles apresentam apenas “esboços” de órgãos. No entanto, elogia o trabalho “novo e muito atraente”, com potencial para realizar experimentos para entender melhor como os órgãos se desenvolvem.

Esses experimentos são cruciais para que as células-tronco possam um dia se desenvolver e formar membros do corpo humano que possam ser transplantados sem ter que precisar retirá-los de um doador. Não se trata mais apenas de uma possibilidade teórica, defendem os pesquisadores.

Há anos, cientistas conseguiram desenvolver um intestino artificial em laboratório que funcionou uma vez implantado em um camundongo. Em humanos, essa perspectiva continua sendo ficção científica, embora Jacob Hanna, responsável pelo novo estudo, acredite que sua pesquisa abre o caminho diretamente para esse avanço. E, para isso, fundou uma startup, a Renewal.

Outros investigadores consideram que ainda é cedo para pensar em avanços terapêuticos, embora admitam que esta investigação constitui um tijolo importante nesta construção. Mas alertam que o próximo passo lógico será obter resultados semelhantes a partir de células humanas, abrindo caminho para questões éticas sobre o status que deve ser dado a esses “embrioides”.

“Embora ainda estejamos longe da perspectiva dos embriões humanos sintéticos, será fundamental realizar amplos debates sobre as implicações legais e éticas dessa pesquisa”, resume o pesquisador britânico James Briscoe, especialista em desenvolvimento embrionário do Science Media Center.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Nova varíola: Brasil faz 8.850 testes da doença

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Varíola dos macacos
OMS/Divulgação

Varíola dos macacos

Até o momento, foram realizados cerca de 8.850 exames nos laboratórios de referência, em todo o Brasil, para comprovação de casos de varíola dos macacos, informou hoje (16) à Agência Brasil o Ministério da Saúde.

O número de exames realizados diariamente varia de acordo com as notificações e a chegada das amostras aos laboratórios. O país acumula 2,8 mil casos da doença, espalhados por 22 estados.

Atualmente, oito unidades de referência realizam o diagnóstico, sendo quatro laboratórios centrais de Saúde Pública (Lacen), localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, e mais quatro unidades de referência nacional, sendo duas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro e no Amazonas; uma da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e uma no Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará. Dessa forma, o ministério assegurou que “é possível garantir a cobertura do diagnóstico de todo o país”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, na última sexta-feira (12), que todos os laboratórios centrais de saúde pública estarão aptos a fazer o teste do tipo RT-PCR para varíola dos macacos até o final de agosto.

Expansão

O coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da (UFRJ), Amilcar Tanure, defendeu hoje, em entrevista à Agência Brasil, que sejam realizados mais testes e que o número de laboratórios aptos a realizar a testagem seja ampliado.

“Eu acho que tem que aumentar isso, para que os pacientes tenham mais acesso. Além disso, como o vírus está dando lesões não tão exuberantes, a recomendação é que pessoas que desconfiem que seja varíola dos macacos procurem atendimento médico, uma unidade de pronto atendimento, e vão se testar”.

Tanure disse que é intenção da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro criar dois locais para centralizar esses pacientes para coleta de amostras. Um dos centros de testagem funcionaria no Maracanã, na capital, e outro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

“É muito importante expandir os locais de teste e de coleta e treinar os profissionais de saúde para fazerem uma coleta correta para o teste funcionar bem. Quanto mais a gente testar, mais vai conseguir isolar pessoas infectadas e bloquear a transmissão do vírus”.

A secretaria confirmou que vai abrir nas próximas semanas um posto para coleta de material para testagem de casos suspeitos de varíola dos macacos. O serviço será realizado apenas para pacientes encaminhados por unidades de saúde, após exame clínico. As amostras serão enviadas para análise no Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz e nos Laboratórios de Biologia Molecular de Vírus e de Virologia Molecular da UFRJ, que são referenciados pelo Ministério da Saúde no estado do Rio de Janeiro. Não foi informado, entretanto, onde será o local de coleta de material.

Fundão

Amilcar Tanure acrescentou que a universidade também está tentando ampliar a testagem. “A gente está tentando abrir um sítio desses no Fundão, no mesmo local onde já atende pacientes com covid-19”, mencionou. Possivelmente, será localizado no mesmo prédio onde funciona o Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes da UFRJ, ligado à Faculdade de Medicina.

O núcleo dá assistência aos pacientes e acompanhamento clínico para ver quando ocorre a melhora e diminuição das lesões.

O Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ realizou até agora 1,3 mil testes de varíola dos macacos, a partir de amostras recebidas dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A taxa de positividade de 40% foi considerada elevada pelo pesquisador. O laboratório faz o teste molecular para identificar o vírus que está na pele das pessoas. Até hoje, 368 casos foram confirmados no estado, de acordo com a Secretaria de Saúde

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Fonte: IG SAÚDE

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