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Cid Gomes grava vídeo de apoio a Haddad após Bolsonaro usar suas críticas ao PT

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Cid Gomes:
Reprodução/Facebook/Cid Gomes

Cid Gomes: “Que não fique nenhuma dúvida: Neste segundo turno, Haddad é o melhor para o Brasil”

O recém-eleito senador Cid Gomes (PDT-CE), irmão de Ciro Gomes, gravou vídeo de apoio ao candidato Fernando Haddad (PT) nesta quarta-feira (17). A ação ocorre após o pedetista ter causado mal-estar ao  desferir críticas ao Partido dos Trabalhadores
e acabar protagonizando programa do adversário de Haddad na corrida presidencial, Jair Bolsonaro (PSL).

“Com tudo o que penso, e diante de tudo que falei, não é correto o que fez o outro candidato, usando imagens minhas, editadas, sem minha autorização”, diz Cid Gomes
no vídeo, referindo-se à propaganda de Bolsonaro. “Que não fique nenhuma dúvida: Neste segundo turno, Haddad é o melhor para o Brasil. Votarei no Haddad no dia 28”, finaliza o senador.

O vídeo anterior, explorado por Bolsonaro, foi gravado no no início desta semana, durante ato realizado em Fortaleza com o intuito de firmar o apoio do PDT a Haddad. Na ocasião, Cid bateu boca com militantes petistas, chamados por ele de “babacas”, e disse que o PT “merece perder” essa eleição.

Cid  recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar proibir Bolsonaro
de usar sua imagem na televisão. A defesa do senador alega que a estratégia do candidato do PSL representa “ardiloso artifício para tentar repassar à população fatos que não condizem com a realidade”.

Os advogados acrescentam que a campanha infringiu trecho da legislação eleitoral que coíbe o uso de imagem de candidato filiado a partido que declarou apoio a outro. A defesa acrescenta que a propaganda de Bolsonaro
foi editada e visa “criar, artificialmente, estados mentais na população, na nítida tentativa de induzir o eleitorado à erro”.

Ainda antes de enviar seu novo vídeo à campanha de Haddad, o irmão de Ciro Gomes
publicou mensagem em suas redes sociais afirmando que o candidato do PT  é”infinitamente melhor que Bolsonaro”.

“Eu não quero me vingar de ninguém. Para o Brasil, o menos ruim é o Haddad. Por isso, penso que seria melhor que ele ganhasse. […] Creio que a única forma de ajudar a evitar que essa ânsia popular de negação coloque o País numa aventura obscurantista seria uma profunda autocrítica da companheirada seguida de um encarecido e sincero pedido de desculpas. Na sequência, uma palavra firme do Haddad de que governará suprapartidariamente. Será pedir demais? Muita ingenuidade?”, explicou  Cid Gomes
.

Leia também: FHC cita “porta enferrujada” entre ele e Haddad, e “muro” entre ele e Bolsonaro

Assista abaixo ao novo vídeo de Cid Gomes:

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Advogada suspeita de atuar na fuga de Marcola vai a prisão domiciliar

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Advogada Kássia Regina Brianez, de 41 anos
Reprodução/redes sociais

Advogada Kássia Regina Brianez, de 41 anos

A advogada Kássia Regina Brianez Trulha de Assis, de 41 anos, presa suspeita de envolvimento em um plano de fuga para tentar resgatar Marco Willians Herbas Camacho – o Marcola – da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), teve a prisão preventiva convertida para domiciliar, após alegar que precisa cuidar do filho com Transtorno de Espectro Autista (TEA). 

Na decisão, a Justiça Federal determinou que ela use tornozeleira eletrônica e só saia de casa em situação de emergência médica.

Kássia está no Presídio Militar de Campo Grande (MS) há seis dias. A decisão é desta segunda-feira, mas, segundo a defesa, até a noite desta terça ela ainda não tinha sido solta. A previsão é que ela vá para casa na quarta-feira.

Marcola é o líder da maior facção criminosa do Brasil, que atua dentro e fora dos presídios do país. Ele foi condenado a mais de 300 anos de prisão e está preso há mais de 20 anos. Desde março deste ano, cumpre pena na unidade de Rondônia.

Agora, aos 54 anos, conforme investigação da Polícia Federal, é acusado de reunir detentos e advogados para criar um plano de fuga da penitenciária, que acabou frustrado. A PF apontou que Kássia Regina fazia parte desse grupo, servindo como ponte de informação entre os presos com outros integrantes que estavam do lado de fora.

Em nota, a defesa da advogada afirma que houve uma confusão entre as atividades exercidas por ela e que a inocência dela será provada.

“A exigência de respeito às prerrogativas do advogado nada mais é que um direito previsto em lei, porém, sabe-se que a letra fria da lei não impede que ocorram situações prejudiciais ao advogado, tal como no caso concreto”, diz o advogado Juliano Rocha de Moraes.

Kássia foi presa durante a operação “Anjos da Guarda”, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira.

Após audiência de custódia, a Justiça concedeu o alvará de soltura, estabeleceu o uso da tornozeleira e autorizou saídas de casa apenas para eventuais emergências médicas dela e do filho, assim como para acompanhamento do filho nas consultas para tratamento do autismo, mediante comunicação dos endereços dos locais em que estas são realizadas.

“[…] Poderá, também, deixar a residência para atender aos chamados da Justiça e Polícia Federal, no interesse da investigação/instrução apresentando a devida ressalva/certidão”, diz trecho da decisão.

Operação Anjos da Guarda

Na operação, a PF cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e outros 13 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. O objetivo da operação foi impedir o plano de resgate de líderes de um dos maiores grupos criminosos do país.

A polícia descobriu durante as investigações que os presos e outros suspeitos de envolvimento no plano mantinham uma rede de comunicação e se falavam por meio de mensagens, mediadas por advogados.

De acordo com a PF, os profissionais usavam códigos simulando questões jurídicas que não existiam, durante os atendimentos aos clientes.

Foram identificadas três estratégias para a fuga, incluindo invasão ao presídio por 100 homens armados e com bombas, além do sequestro de autoridades e parentes de presos para negociar a liberação de Marcola e outros líderes da facção e uma rebelião na penitenciária.

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Fonte: IG Nacional

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