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Carioca, Tarcísio de Freitas arremata 5ª cidadania paulista

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Tarcísio Freitas, pré-candidato ao governo de São Paulo
Reprodução/Youtube

Tarcísio Freitas, pré-candidato ao governo de São Paulo

Provocado por adversários pela falta de elo com São Paulo, o ex-ministro Tarcísio de Freitas, pré-candidato ao governo estadual , arrematou na última quinta-feira seu quinto título de cidadão de municípios paulistas. Ele nasceu no Rio de Janeiro e fez sua carreira em Brasília.

Ele viajou até Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, para receber a condecoração das mãos do vereador Ricardinho, do MDB, na Associação Comercial e Industrial da cidade.

Tarcísio vem colecionando esse tipo de título. Antes, ele já tinha sido condecorado em São José dos Campos, Mococa, Guarujá e São Vicente. Ele também espera receber títulos de cidadania em Osasco e São José do Rio Preto.

“Mais um título de cidadão. Eu encaro esses títulos como nota promissória. A partir de agora sou devedor da região, e tenho que corresponder a essa expectativa”, declarou o pré-candidato ao jornal local “Guardiã da Notícia”.

Questionado pelo GLOBO sobre quais foram as razões para conceder a cidadania itaquaquecetubense ao aliado, o vereador Ricardinho afirmou que sua assessoria enviaria a resposta, mas não mais respondeu. O decreto legislativo que aprovou a solenidade destaca os “relevantes serviços prestados (por Tarcísio) ao município”.

Em Osasco, a homenagem, já aprovada em plenário, foi proposta por Ralfi Silva (Republicanos). O vereador é autor de uma iniciativa que gerou dor de cabeça à campanha de Tarcísio dias atrás.

Em 3 de junho, a Justiça Eleitoral de São Paulo determinou a retirada de fotos de Tarcísio e de Ralfi que haviam sido divulgadas em ônibus da empresa Urubupungá, por Osasco. O desembargador Sérgio Nascimento alegou “propaganda eleitoral antecipada” e mandou retirar as estampas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

O cartaz, veiculado pelo vereador, fazia menção à honraria proposta por Ralfi ao aliado: “bem-vindo, novo cidadão osasquense, Tarcísio de Freitas”.

A estratégia de “virar cidadão” de municípios espalhados por São Paulo, posta em prática no início do ano, visa criar identificação do ex-ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro com o estado que pretende governar se eleito em outubro.

A falta de vivência em São Paulo tem sido um dos principais calos de sua pré-candidatura. Seus adversários têm usado disso para provocá-lo em entrevistas.

O ex-prefeito Fernando Haddad chegou a dizer que a proposta de Tarcísio para transferir a administração estadual — hoje espalhada por diversos bairros — para o centro de São Paulo seria uma forma de evitar que ele “se perdesse, (pois) não é daqui, não deve saber onde fica”. Haddad também diz que “Rodrigo Garcia é tão tucano quanto o Tarcísio é paulista”, referindo-se ao partido de origem do governador, o antigo DEM.

Garcia, que compete na mesma raia da direita que Tarcísio, vem se colocando como “paulista raiz” em sua comunicação de campanha, para se contrapor ao adversário carioca. Já Márcio França (PSB) costuma mencionar o time de futebol pelo qual Tarcísio torce — o Flamengo — para justificá-lo como “estrangeiro”.

Não à toa, Tarcísio decidiu torcer por um clube paulista como estratégia de enraizamento: a Associação Portuguesa de Desportos, que atualmente não disputa campeonatos de elite. Ele já foi ao Estádio do Canindé, na Zona Norte da capital, para assistir a uma partida do “novo time do coração”, e também contou com a presença do presidente do clube, Antonio Carlos Castanheira, num evento organizado pelo PTB para homenageá-lo.

Sob a batuta do marqueteiro Pablo Nobel, a comunicação da candidatura do ex-ministro de Bolsonaro vem tentando naturalizar o “estrangeirismo” de Tarcísio. Uma peça, que começou a ser veiculada nas redes sociais do pré-candidato na última semana chama o estado de São Paulo de “terra de imigrantes” e cita as comunidades japonesa, árabe e italiana como parte da formação cultural paulista.

“Você já parou para pensar que, de alguma forma, todo mundo aqui é imigrante? Mesmo aqueles que nasceram aqui trazem costumes que vieram de fora”, diz o vídeo. Aliados do ex-ministro chamam a provocação dos adversários de “xenofobia”

A equipe de Tarcísio trocou as fotos de seus perfis nas redes sociais por uma cujo fundo é a bandeira do estado de São Paulo. Na semana passada, ele publicou um vídeo chamado “Tarcisão na Padoca” — termo tipicamente usado pelos paulistanos —, em que aparece sentado numa padaria, respondendo a perguntas de apoiadores. Na mesa à sua frente, os clássicos pão na chapa com pingado.

Enquanto isso, o Ministério Público de São Paulo requisitou a instauração de um inquérito policial para apurar eventuais irregularidades na declaração de domicílio eleitoral de Tarcísio, após a “Folha de S.Paulo” ter revelado que o ex-ministro não mora no endereço que registrou na Justiça Eleitoral.

O ex-ministro tem dito que o imóvel está em obras, que ele não mora ali por isso, e que por enquanto vive em um imóvel na capital paulista, próximo ao Palácio dos Bandeirantes. Em nota, a campanha classifica o pedido do Ministério Público como “iniciativa da oposição” e “mais um sinal de incômodo com o fortalecimento e contínuo crescimento da pré-candidatura”.

Na semana passada, Tarcísio obteve uma vitória nessa seara: no dia 21 de junho, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou uma petição do PSOL contra a transferência de domicílio eleitoral do ex-ministro.

Na ocasião, o desembargador Silmar Fernandes, vice-presidente do Tribunal e corregedor regional eleitoral, entendeu que a ação, proposta por Juliano Medeiros, presidente do PSOL, fora ajuizada fora do prazo legal. O partido tinha dez dias para pedir a impugnação da pré-candidatura após a publicação do edital informando os eleitores inscritos e transferidos de determinada Zona Eleitoral.

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Fonte: IG Política

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STF determina remoção de vídeos onde Lula chama Bolsonaro de genocida

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Jair Bolsonaro e Lula
Foto: Alan Santos e Ricardo Stuckert

Jair Bolsonaro e Lula

O ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido feito pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro , e determinou a remoção de vídeos em que o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva chama o presidente de “genocida”.

Na avaliação do ministro, “a palavra ou expressão “genocida” tem o sentido de qualificar pessoa que perpetra ou é responsável pelo extermínio ou destruição de grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Araújo lembra, na decisão, que “o genocídio é crime e está previsto na Lei no 2.889/1956, que foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988”.

“Os participantes do processo eleitoral devem orientar suas condutas de forma a evitar discursos de ódio e discriminatório, bem como a propagação de mensagens falsas ou que possam caracterizar calúnia, injúria ou difamação”, disse Araújo.

Ao todo, a determinação para a remoção dos vídeos atinge sete vídeos que estão publicados no YouTube. A plataforma tem 24 horas para cumprir a ordem judicial.

Nos pedidos feitos ao TSE na última sexta-feira, o PL cita discursos de Lula em Brasília (em 12 de julho), Garanhuns-PE (20 de julho), Serra Talhada-PE (20 de julho), Recife (21 de julho), Fortaleza (30 de julho), Campina Grande-PB (2 de agosto) e Teresina (3 de agosto). Apenas em Fortaleza Lula não chamou Bolsonaro de genocida.

Para o ministro do TSE, “é plausível a tese” do partido de Bolsonaro “de que o trecho do discurso proferido pelo representado e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento no dia 20.7.2022, em Garanhuns/PE, primo ictu oculi, pode ter configurado o ilícito de propaganda eleitoral extemporânea negativa, por ofensa à honra e à imagem de outro pré- candidato ao cargo de presidente da República”.

De acordo com o PL, Lula “realizou verdadeiro discurso de ódio contra seu opositor, o que reforça a gravidade dos atos praticados e o reprovável desrespeito do pré-candidato petista ao cumprimento das normas eleitorais, em prejuízo daqueles que se portam conforme entendimento jurisprudencial sedimentado”.

“Não foram tecidas críticas políticas, naturais e idôneas, sobre posturas governamentais do mandatário maior do Brasil, típicas de um bom e saudável debate democrático! Bem longe disso! Fez-se imputação grosseira, rude e desinibida, individual e direta, de crime (!) de genocídio ao Presidente Jair Bolsonaro, responsabilizando-o, sem peias, por mortes em profusão”, diz trecho das representações.

Embora tenha determinado a remoção dos sete endereços onde as declarações de Lula sobre Bolsonaro aparecem, o ministro do TSE observa ser “viável a republicação dos vídeos” alvo da ação desde que “excluído o trecho em que se imputa o atributo de genocida”.

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Fonte: IG Política

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