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Agro Veracidade

Cachorro Léo comemora cinco anos com muito trabalho na inspeção agropecuária

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O cão Léo, da equipe K9 do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), completa cinco anos nesta quarta-feira (9). Ele vai comemorar seu aniversário da maneira que mais gosta: trabalhando na inspeção das bagagens do aeroporto internacional de Brasília, para receber como recompensa sua bolinha de tênis. No final da jornada de trabalho, será homenageado com “Parabéns a você” e ganhará uma bela refeição com sua ração premium.

O dia de trabalho do Léo é variado, pois ele atua tanto na inspeção de bagagens de passageiros quanto na de encomendas e cargas. O trabalho dele é detectar os odores dos produtos de origem animal e vegetal de ingresso proibido no Brasil.

No canil onde Léo mora, ele convive com Vamp e Frida, ambas da raça Pastor Belga Malinois e com Mel, uma Golden Retriever. As três estão sendo treinadas para também atuarem na fiscalização agropecuária. Elas poderão ser enviadas para reforçar a vigilância nos portos, aeroportos e fronteiras, conforme for necessário.

O chefe do Centro Nacional de Cães de Detecção do Ministério, Romero Teixeira, treinador do Léo desde os nove meses de idade, lembra que o cão foi adquirido por meio de licitação e foi selecionado entre diversos animais por seu vigor físico e pela incansável vontade de buscar odores suspeitos. Léo é filho de Kléber e Mel, ambos da raça Labrador e da coloração chocolate. A previsão é que Léo trabalhe por oito ou nove anos. Depois disso, deverá ser adotado por seu treinador.

“O uso dos cães de detecção como ferramenta complementar à fiscalização agropecuária é muito importante, pois ao identificarem os produtos de ingresso proibido no país, evitam a entrada de doenças que afetam a agropecuária nacional como a febre aftosa, peste suína e gripe aviária, além de pragas vegetais”, diz Teixeira.

Faro certeiro

O grau de acerto do faro do cão é próximo a 100% na indicação de bagagens e cargas suspeitas. Quando ele detecta algo estranho, fica próximo da mala que é separada e aberta pela fiscalização. Os produtos de origem animal e vegetal proibidos de ingressar no país acabam destruídos. Léo, impecável, veste colete com a inscrição no peito “Vigiagro/SDA e, na lateral: Protegendo a agropecuária do Brasil”.

A portaria 74 regulamenta o emprego de cães de detecção de odores (farejadores) nos procedimentos de fiscalização agropecuária. A norma prevê ainda a implantação do Centro Nacional de Cães de Detecção (CNCD), que será construído junto ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O centro terá a responsabilidade de treinar os cães de detecção para atuarem nos aeroportos de todo o país. O objetivo reforçar os mecanismos de controle e fiscalização agropecuária.

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Informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Janete Lima
[email protected]

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Pecuaristas usam ultrassonografia para selecionar animais de alto padrão e avaliar a qualidade da carne em MT

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Para avaliar a produção bovina, qualidade da carne e identificar os animais elite, o Eng Agrônomo e pecuarista Raul Almeida Moraes Neto, recorreu a tecnologia de avaliação de carcaças em animais vivos, por meio de ultrassonografia bovina, com o propósito de acompanhar a evolução do rebanho da raça Araguaia, criado no interior de Mato Grosso, na fazenda Santa Rita, em Torixoréu, a 550 km de Cuiabá.

A raça de gado de corte, Araguaia, apresenta grande capacidade produtiva e reprodutiva, foi desenvolvida pelo pecuarista e tem o acompanhamento do geneticista, Gismar Silva Vieira e agrega características genéticas de três origens, sendo a fusão entre a francesa blond d’aquitaine, a indiana nelore e a brasileira caracu. O parceiro e sócio-proprietário da Origem Premium, Alexander Estermann ressalta, que a meta é multiplicar os animais mais produtivos e com aptidão para carnes especiais, com qualidade superior.

“Essa técnica do ultrassom, permite acelerar a seleção de animais com maior rendimento de carcaças, melhor rendimento frigorífico e mais aderência aos parâmetros de maciez e de baixo teor de gordura que caracterizam os produtos da Origem Premium”.

O exame é de aplicação no melhoramento genético e indica as dimensões da área de olho de lombo (AOL), de gordura intramuscular da carne e maciez. A ultrassonografia de carcaça permite selecionar animais com alto potencial produtivo e de carne mais macia ao fornecer um levantamento detalhado, sobre as características do rebanho.

“A técnica de ultrassonografia de carcaça é uma tecnologia não nociva, o ultrassom é passado entre as duas últimas costelas, sendo a técnica mais atual. Com esse recurso, a gente consegue prever como o animal vai ser no abate. Identificamos àqueles que produzem maior volume de carne na carcaça e com maior ou menor teor de gordura e maciez e antes, isso só seria possível determinar após o abate. Desse modo, encurtamos e potencializamos o caminho do melhoramento genético, apuramos a quantidade e a qualidade de carne que o bovino vai deixar na indústria frigorífica”, explica o zootecnista, Caio Zacarias.

A 17 anos na criação da raça Araguaia, o pecuarista adotou pela primeira vez a tecnologia para avaliação de carcaças. Com base nos exames de imagem, o criador poderá verificar o desempenho individual dos animais, e determinar por meio do mapeamento genético a classificação de touros, matrizes de maior rendimento e qualidade que possam fornecer carnes no padrão premium.

“Com essa avaliação eu consigo apurar se o animal é mais produtivo, se produz mais carne ou não. Outro resultado é com relação a marmoreio, nós queremos uma carne com menor teor de gordura intramuscular, low fat, e que ofereça uma carne mais macia. Iremos separar os animais mais produtivos e com essas informações, ofertaremos no mercado uma genética superior em produtividade, e uma carne com baixo teor de gordura, mas com extrema maciez. Os melhores animais, multiplicaremos por meio de transferências de embriões, para atender o nosso programa de carne Origem Prêmium/ Raça Araguaia”, avalia o pecuarista.

De acordo com o especialista, os exames apresentaram índices expressivos quanto aos padrões de maciez e baixo teor de gordura. “Os resultados apontaram que os animais apresentam um diferencial, produzem muita carne e baixo teor de gordura, características de carne mais saudável, que classificamos como light”, avalia Zacarias.

As coletas dos exames de maciez da carne serão processados e analisados em laboratório especializado nos EUA , trata-se de uma ferramenta inovadora para aplicação no melhoramento genético dos rebanhos.

 

Assessoria de Imprensa

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