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Política Nacional

Bolsonaro lidera debate no Instagram com resposta à Anitta, diz estudo

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Presidente Jair Bolsonaro (PL)
Wilson Dias/Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro (PL)


O discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a militância ambiental e em resposta à cantora Anitta dominou o debate socioambiental nas redes sociais. No Instagram, o chefe do Executivo liderou com 4,5 milhões de interações; no Facebook, foi o segundo lugar — atrás apenas de uma página de notícias —, com 2 milhões de interações; no Twitter, foi o oitavo lugar, mas com apenas um post teve um engajamento de 25,9K. Os dados fazem parte do relatório mensal do “Projeto de Pesquisa Infodemia Socioambiental”, do Netlab, grupo de pesquisa da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No Instagram, Bolsonaro teve o post de maior repercussão em maio (797,781 curtidas e 77,276 comentários) no tema ao responder a cantora Anitta, uma das maiores influenciadoras nas redes sociais, que afirmou que o ator Leonardo DiCaprio “sabe mais sobre a importância da nossa Floresta Amazônica do que o presidente do Brasil”. Na publicação, Bolsonaro rebateu a crítica com dados sobre a preservação das florestas brasileiras.

“Justamente por sabermos da importância da natureza que Deus nos deu, em especial da NOSSA Amazônia, temos a matriz energética mais limpa entre os países do G20 e mantemos mais de 60% da nossa vegetação nativa intacta. Ninguém preserva mais que nós! Talvez o Leo não saiba disso. (…) Espero que a Anita tenha aproveitado a oportunidade para aconselhar Leo a abrir mão de seus jatinhos e iate. Esses veículos soltam mais CO2 na atmosfera em um dia do que dezenas de famílias brasileiras em um mês”.

No Facebook, o presidente mostrou que domina a discussão ao lado de outras figuras do bolsonarismo, como a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Entre as narrativas com mais engajamento de Bolsonaro, está postagem que repercute o seu encontro com o empresário Elon Musk (338,624 mil reações, 19,194 mil comentários e 30,001 mil compartilhamentos), em que alega ter planos para intensificar o apoio aos moradores da região da Amazônia, atraindo assim, investimentos para o desenvolvimento econômico e sustentável.

O presidente também capitalizou com o vídeo de um indígena como personagem principal. No clipe, um indígena da tribo Xavante, do estado do Mato Grosso, demonstra seu apoio a Bolsonaro em meio a uma manifestação (104,814 mil reações, 6,270 mil comentários e 34,724 mil compartilhamentos). Ao ser perguntado o porquê de apoiá-lo presidente, o indígena defende a tese da liberdade de trabalhar em suas próprias terras, conquistada a partir do governo atual.

No twitter, o mesmo post em reposta à cantora Anitta teve amplo engajamento.

O projeto analisa quatro eixos temáticos: Uso da Terra, Agro e Infraestrutura, Indígenas, Quilombolas e Povos Tradicionais, Incêndios Florestais e Clima, Energia e Soluções. O objetivo é entender como o tema vem circulando nas redes sociais, a mídia regional, desinformação e discursos de ódio contra os povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.


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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Brasília: defesa de hacker da Lava-Jato relata ameças após reunião

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Walter Delgatti e Carla Zambelli
Reprodução: Twitter – 14/08/2022

Walter Delgatti e Carla Zambelli

Após acompanhar o hacker Walter Delgatti, conhecido como “Vermelho”, em reuniões em Brasília na semana passada, o advogado Ariovaldo Moreira registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de São Paulo alegando estar recebendo ameaças de morte.

Ariovaldo e Delgatti viajaram a convite da deputada bolsonarisa Carla Zambelli (PL-SP) , no domingo passado. Na capital federal, participaram de reuniões com integrantes da campanha do presidente Jair Bolsonaro e com o chefe do PL, Valdemar Costa Neto. Delgatti também esteve no Palácio da Alvorada para uma agenda com Jair Bolsonaro.

O plano de Zambelli, segundo ela relatou a interlocutores, era de que o hacker que ficou famoso por revelar mensagens de integrantes da Operação Lava-Jato integrasse uma equipe de consultores contratados para fiscalizar as urnas eletrônica.

A deputada, porém, se desentendeu com o advogado, a quem acusa de ter cobrado uma compensação financeira — o que o advogado nega.

O Boletim de Ocorrência relatando as ameaças foi registrado às 22h14 deste sábado, na delegacia da Polícia Civil de Araraquara, cidade onde o advogado mora. No documento, obtido pelo GLOBO, o advogado diz que, após abdicar da defesa de Delgatti, e retornar a Araraquara, “recebeu ameaças de morte envolvendo seus familiares”.

O advogado informou ao delegado de plantão que as ameaças aconteceram “após retorno de reunião com autoridades relacionadas ao governo federal em Brasília”.

As ameaças chegaram via mensagens de texto e também por meio de áudios. O destinatário se identificava, no perfil, apenas pelo nome de “morte”. Ao GLOBO, Ariovaldo disse estar assustado.

“Eu nunca fui ameaçado na minha vida. Disseram que vão matar todo mundo”, relatou o advogado, que defendeu Delgatti em outros casos, antes mesmo da Operação Spoofing vir à tona.

Procurada para comentar o caso, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo ainda não se manifestou.

Ida a Brasília Preso em 2019 na Operação Spoofing, Delgatti foi o responsável por invadir o Telegram e copiar diálogos de integrantes da Operação Lava-Jato. Conforme O GLOBO mostrou, o plano de Zambelli era que ele fosse contratado como um especialista em ataques cibernéticos pelo Instituto Voto Legal, indicado pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para auditar as eleições em outubro — a instituição ainda aguarda o credenciamento da Corte.

Segundo ela detalhou a pessoas próximas, o principal argumento para contratá-lo era que ninguém dos partidos de esquerda iria querer contestar o trabalho do hacker que revelou a chamada “Vaza Jato”— os dados vazados contribuíram para mudar o entendimento sobre as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que fez com que o petista retomasse os direitos políticos e pudesse concorrer neste ano.

Duas pessoas do PL confirmaram a história, antecipada na quarta-feira pelo site G1. A parlamentar não quis falar sobre o assunto, mas revelou que pagou a hospedagem de Delgatti e do advogado Ariovaldo Moreira, no hotel Phenícia, em Brasília, cujas diárias custam em torno de R$ 200. Moreira defendeu Delgatti na ação da Spoofing.

Delgatti foi à reunião com Valdemar na última terça-feira para falar justamente sobre esse trabalho que ele poderia exercer como “fiscalizador das eleições”. Já a audiência com Bolsonaro tratou de outro assunto, que é mantido em segredo.

Questionada sobre o teor dessa reunião no Alvorada, a deputada confirmou que ali foram tratadas “informações valiosas” às quais ela se recusou a revelar.

“Isso eu não posso falar”, disse ela.

Na versão de Zambelli, Moreira pediu uma compensação financeira para que as tratativas continuassem, mas ela recusou. O advogado, por sua vez, nega qualquer pedido de dinheiro.

“Ele virou para perguntar para mim quanto valia a democracia. Eu falei a ele que a democracia não tinha preço. E ele: “mas eu queria ouvir um valor”, relatou a deputada ao GLOBO.

Ela ainda afirmou que o advogado ficou “nervosinho” com a recusa, decidiu ir embora e tentou levar o hacker com ele.

“E o Walter (Delgatti) falou: “não, eu vou ficar”. E aí ele vazou (o encontro) para a imprensa, porque ele ficou nervosinho e queria dinheiro”, completou.

Ao GLOBO, o advogado Ariovaldo Moreira negou que tivesse pedido dinheiro à deputada e a acusou de estar mentindo.

“Em momento algum foi pedido dinheiro. Pelo contrário, ela pediu que ele (Delgatti) fizesse coisas que eu achei que ele não devia fazer”.

O advogado, porém, não explicou qual foi o pedido de Zambelli.

“Eu não vou falar o que ela pedia. O que ela queria eu não ia fazer, só isso. Não pedi dinheiro em momento algum. Ela pode fazer a acusação que ela quiser. Agora, se eu queria dinheiro e o Walter ficou lá? Não é estranho isso?”, questionou ele.

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Fonte: IG Política

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