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Bolsonaro chega à reta final da campanha com 57% e Haddad tem 43%, diz CNT/MDA

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Pesquisa para presidente mostra Jair Bolsonaro (PSL) 14 pontos à frente de Fernando Haddad (PT)
iG Arte/Divulgação/Ricardo Stuckert

Pesquisa para presidente mostra Jair Bolsonaro (PSL) 14 pontos à frente de Fernando Haddad (PT)

segunda pesquisa para presidente divulgada nesta segunda-feira
(22), desta vez  pela CNT/MDA, reafirma a liderança do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que aparece com 57% das intenções de voto, contra 43% de seu adversário, Fernando Haddad (PT).

Esses índices se referem aos votos válidos, o que exclui os brancos e nulos e simula cálculo feito pela Justiça Eleitoral na hora de determinar o resultado da votação. Considerando-se os votos totais, Bolsonaro aparece na pesquisa para presidente
com 48,8% das citações, enquanto Fernando Haddad tem 36,7%. Brancos e nulos somaram 11%, enquanto 3,5% se dizem indecisos.

A pesquisa realizada a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra ainda que 91,1% dos eleitores de Jair Bolsonaro dizem que não mudam mais seus votos. 91,3% dos eleitores de Fernando Haddad afirmam que a decisão também é definitiva.

Leia também: Ministro do TSE aceita ação do PDT contra Bolsonaro, mas nega pedido de liminar

Questionados sobre suas expectativas para o resultado das eleições, 74,4% disseram acreditar que o candidato do PSL será eleito novo Presidente da República. Apenas 14,6%, acham que Haddad conseguirá virar essa disputa.

O novo estudo reafirmou ainda a disparada da rejeição ao candidato do PT. Questionados sobre a possibilidade de votar em Haddad
para a Presidência, 54,4% dos entrevistados responderam que “não votaria nele de jeito nenhum”. Já Bolsonaro foi rechaçado por 42,7% dos eleitores.

O alcance das propagandas veiculadas pelas campanhas no horário eleitoral gratuito
na TV e no rádio também foi medido pela pesquisa. A grande maioria (79,8%) disse ter visto ou ouvido os programas dos candidatos a presidente.

Para 40,2% desse grupo, o candidato do PSL é quem está apresentando o melhor programa eleitoral. Já os programas produzidos pela coligação que apoia Haddad são os melhores para 36% dos entrevistados.

Leia também: The New York Times compara Bolsonaro a populista “ofensivo, cruel e grosseiro”

A distância entre Bolsonaro e Haddad flagrada pelo MDA Pesquisas, de 14 pontos percentuais, é menor que a apontada pelo FSB em pesquisa encomendada pelo banco BTG Pactual e divulgada mais cedo, também nesta segunda-feira. Nesse estudo, Bolsonaro chega a 60% dos votos válidos, enquanto o candidato petista soma 40% de preferência.

pesquisa para presidente
da CNT/MDA foi realizada entre os dias 20 e 21 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do País. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número BR-00346/2018.

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Defesa da democracia: atos na USP terão segurança reforçada

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Evento será realizado na quarta-feira (11) na Faculdade de Direito da USP
Divulgação/Faculdade de Direito da USP

Evento será realizado na quarta-feira (11) na Faculdade de Direito da USP

Os atos em  defesa da democracia e do Estado de Direito que serão realizados nesta quinta-feira na Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, em São Paulo, devem reunir cerca de 8 mil pessoas. O esquema de segurança do local foi definido pela direção da instituição em reuniões com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A Polícia Militar vai reforçar o policiamento no local.

O evento será dividido em dois atos, com a leitura de documentos pró-democracia. O acesso ao prédio da Faculdade será restrito a aproximadamente 1.400 convidados de entidades empresariais e jurídicas, sindicatos, de associações representativa de classes, de coletivos estudantis e de movimentos sociais que aderiram aos manifestos.

Do lado de fora, são esperadas pela organização dos atos cerca de 6 mil pessoas, que devem acompanhar os atos em telões instalados na frente da Faculdade de Direito.

Inicialmente, a ideia dos organizadores era de que o evento fosse aberto ao público, mas ao ver o rápido crescimento do número de assinaturas da carta organizada por ex-alunos da USP, a direção da Faculdade reviu os planos e pediu ajuda da Secretaria de Segurança Pública para garantir a segurança do local. A pasta orientou que o acesso à faculdade fosse controlado, o que foi acatado.

O primeiro ato será o lançamento do manifesto organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), intitulado “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, que será lido no salão nobre da instituição de ensino. O texto, publicado nos principais jornais do país no último dia 5 de agosto, teve a adesão de 107 entidades empresariais, acadêmicas e da sociedade civil.

“Reiteramos nosso compromisso inarredável com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto e exercida em conformidade com a Constituição”, diz trecho do documento, que não cita Jair Bolsonaro nem os ataques do presidente às urnas eletrônicas.

Em seguida, no pátio da Faculdade de Direito, será lida a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, organizada por ex-alunos da instituição e juristas. O texto tem mais de 865 mil assinaturas. São esperados no local celebridades e empresários signatários do documento, como a cantora Daniela Mercury, o comentarista Walter Casagrande, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o ex-presidente da Fiesp Horacio Lafer Piva.

“Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional”, afirma trecho da carta, em alusão aos ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao Poder Judiciário.

Segundo Floriano Peixoto de Azevedo Marques, professor da Faculdade e um dos organizadores do evento, a segurança do prédio foi reforçada pela Guarda Universitária da USP especialmente para o evento.

Além disso, os convidados precisarão passar por detector de metais para entrar na instituição de ensino, em uma medida para evitar pessoas armadas no local.

A segurança do evento foi debatida em ao menos três reuniões do diretor da Faculdade, Celso Campilongo, com a SSP, segundo pessoas familiarizadas com o tema. Ao menos uma delas foi com o próprio secretário, Fernando Grella Vieira.

Nessas reuniões, ficou definido que a Polícia Militar reforçaria o policiamento nos arredores do Largo de São Francisco e acompanharia, ainda, duas caminhadas até o local, uma organizada pela OAB-SP no centro de São Paulo, com cerca de 1 mil advogados, e outra pelo movimento estudantil, que parte da Avenida Paulista. Ambas terminam no Largo de São Francisco.

Há efetivo policial assegurado para lidar com 8 mil pessoas, de acordo com uma fonte da Secretaria de Segurança Pública. A tropa de choque também deve acompanhar o evento para evitar que eventuais infiltrados na manifestação causem tumulto.

A Prefeitura de São Paulo também vai restringir a circulação de ônibus de linhas que têm pontos de parada no Largo durante a manhã desta quinta-feira, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.

A Polícia Militar e a organização do evento chegaram a prever manifestações contrárias ao evento na USP organizadas por bolsonaristas, mas a avaliação na SSP tem sido a de que o fato de Bolsonaro ter cancelado sua participação em sabatina na Fiesp prevista também para esta quinta-feira reduziu essa possibilidade.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que “o efetivo de policiais militares será reforçado para garantir a segurança dos participantes do ato”.

“Conforme estabelecido em reunião com a direção da Faculdade de Direito da USP, haverá controle de acesso interno para não ultrapassar a lotação de segurança transcrita no respectivo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Na parte externa, está prevista a instalação de um equipamento sonoro, que permitirá a outras pessoas acompanhar o evento em segurança”, diz a SSP no documento.

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Fonte: IG Nacional

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