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Bachelet coloca Brasil entre países que “negam a realidade” sobre a Covid-19

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Alta Comissária da ONU, Michelle Bachelet, sentada em escritório
Divulgação/ONU

“Me preocupo com declarações que negam a realidade do contágio viral”, afirma Bachelet


Uma série de países, incluindo o Brasil , foram criticados nesta terça-feira (30) por suas posturas diante do combate à Covid-19 , doença transmitida pelo novo coronavírus . As observações foram feitas por Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e atual Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.


O Brasil ganhou ênfase no discurso de Bachelet, já que é o segundo mais impactado pela pandemia no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde , o país tem 59.594 óbitos e chegou a 1.402.041 de casos.

A Alta Comissária afirmou que se sente “preocupada” países cujos governantes praticam “negação da realidade”. Ao lado do Brasil, são citados também Bielorrússia, Burundi, Nicarágua, Tanzânia e os EUA como mal exemplo de combate à pandemia.

“Me preocupo que as declarações que negam a realidade do contágio viral e aumentam a polarização em assuntos cruciais possam intensificar a severidade da pandemia ao enfraquecer os esforços para diminuir a propagação e fortalecer os sistemas de saúde”, declarou Bachelet.

Ela também fez críticas a jornalistas, ativistas e blogueiros que se intimidaram com a postura governamental em vez de fazer críticas às gestões.

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Teich critica plano “confuso” de abertura: ‘A espera de um milagre’

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Teich, que deixou o comando do ministério da saúde em maio, diz que retomada econômica é feita de maneira descoordenada no Brasil
José Dias/PR

Teich, que deixou o comando do ministério da saúde em maio, diz que retomada econômica é feita de maneira descoordenada no Brasil

O ex-ministro da saúde, Nelson Teich , avalia como “confuso” o plano de retomada econômica no Brasil. Em texto publicado no O Globo , o oncologista diz estar preocupado com a falta de coordenação central e de estratégia para uma reabertura segura dos serviços.

“O modelo atual para liberar a economia pode acabar em inúmeras idas e vindas, onde a mesma coisa é feita repetidas vezes na ilusão de que, em algum momento, vai funcionar. É quase a espera de um milagre”, disse Teich.

De acordo com ele, o Brasil precisa de um programa nacional de distanciamento, coordenado pelo Ministério da Saúde. O oncologista defende também a participação de pesquisadores e epidemiologistas para traçar os planos estratégicos — o Ministério da Saúde é comendado interinamente por um militar, Eduardo Pazuello , considerado por Bolsonaro “um bom gestor”.

“Estamos correndo contra o tempo. Quanto mais longa a quarentena, mais difícil vai ser administrar as consequências do impacto da covid-19 na saúde, na economia e no comportamento das pessoas”, afirmou.

Teich deixou o comando da pasta em maio (15), após discordar de Bolsonaro sobre o distanciamento social e o uso da cloroquina  — medicamento sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19.

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