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Andamos no Mercedes-Benz C200 EQ Boost, com impulso de motor elétrico

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Mercedes Classe C ganha novos recursos para manter a liderança de sua categoria
Cauê Lira/iG Carros

Mercedes Classe C ganha novos recursos para manter a liderança de sua categoria

Em um oceano dominado por SUVs, o Mercedes Classe C é uma ilha de dinamismo e elegância. A marca alemã diz que o sedã – que beira 2 milhões de unidades vendidas em todo o mundo – corresponde a 39% de seus emplacamentos no Brasil, mostrando a importância da categoria entre os premium. Neste mercado, o carro continua absoluto, vendendo mais que os rivais BMW Série 3 e Audi A4.

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Talvez as poucas palavras do parágrafo acima já expressem a importância que o Classe C tem para a Mercedes-Benz do Brasil. Este é um dos motivos pelos quais a marca optou por montar o modelo na fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo. Ao invés de transportar várias unidades do Mercedes Classe C
de navio cargueiro, preferiram trazê-lo desmontado para otimizar o espaço em contêineres.

Dessa forma, também temos um dos carros nacionais (ainda que o sotaque alemão seja fortíssimo) mais caros do mercado. Os preços variam entre R$ 187.900 e R$ 259.900, considerando as versões extremas Avantgarde
e Sport. Mas a linha 2019 do Classe C chega para entregar mais que simples retoques no visual.

Por conta disso, fomos para Mairiporã, na Serra da Cantareira, em São Paulo, para conhecer o novo C200
EQ Boost. O sedã premium mais vendido do Brasil está mais confortável, potente e eletrificado com um novo recurso mecânico chamado BSG.

Um passo de cada vez. Antes de nos aprofundarmos na parte mecânica da nova versão – são muitos pontos – vale dar uma olhada no que mudou no Classe C pois algumas informações podem acabar fugindo de olhos menos atentos. Na linha 2019, o sedã passa a contar com nova disposição do farol dianteiro (com luzes de neblina integradas), para-choque e lanternas traseiras com novo desenho. Ao invés de três traços em LED, o novo modelo adota uma única assinatura em formato de “C”, fazendo alusão ao próprio nome.

Por dentro, o volante multifuncional também é novo, contando com partes com comandos sensíveis ao toque. A versão Exclusive ainda conta com combinações diferenciadas de revestimento, podendo alternar entre cinza, preto, creme, marrom e até mesmo madeira. Essa configuração também integra um relógio analógico ao painel, para os que não dispensam um tom mais clássico. Tudo foi pensado para agradar o público que mais compra o Classe C no Brasil: homens de classe alta entre 45 e 60 anos.

Uma das coisas que nunca me agradaram nos carros da Mercedes, e até então me fariam comprar um Audi, é a conectividade como um todo. O sistema anterior era pouco intuitivo e limitado em recursos. Não é para qualquer um descobrir como ligar a central multimídia e conectar seu smartphone ao Bluetooth. Eu, um millennial, também passei por maus bocados; mas a Mercedes-Benz finalmente colocou um fim e todos os empecilhos para apresentar um novo sistema intuitivo e moderno.

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A central multimídia agora está no mesmo nível do rival Audi A4. Conta com uma bela tela de 10,3 polegadas com ótima resolução e design limpo. Os controles continuam sendo feitos por meio de um botão giratório no console central, deixando os comandos mais próximos do usuário. É possível replicar as funções do smartphone através de Android Auto e Apple CarPlay (para celulares com o sistema da Google ou iOS). Ou seja, aplicativos como Waze, Google Maps e Spotify estão a poucos movimentos do motorista.

Falar do conforto dos carros da Mercedes-Benz é como chover no molhado. Fabricado no Brasil, o Classe C parece muito mais tropical que o rival importado Audi A4
. Não que o modelo das quatro argolas seja desconfortável, mas o sedã da Mercedes parece mais “em casa” nas ruas brasileiras, enfrentando buracos e valetas sem arrancar as obturações do motorista. A suspensão tem braços sobrepostos na dianteira e multibraços na traseira, garantindo suavidade na absorção de impactos. Enfrentamos o péssimo asfalto da região de Mairiporã sem problemas – talvez uma ou outra raspada em lombadas mais altas.

O C200 EQ Boost
também marca a primeira empreitada da Mercedes-Benz do Brasil com a eletrificação. Ele surge com o novo motor 1.5 turbo, conhecido internamente como M264. Além de toda a estrutura que funciona a combustão, a unidade também surge com um motor elétrico simultâneo que atua em ocasiões específicas. Ele pode acrescentar 14 cv e 16,3 kgfm em acelerações mais vigorosas.

O Mercedes Classe C EQ Boost é um carro híbrido?


Com recursos elétricos, o Mercedes Classe C pode causar confusões na versão EQ Boost
Divulgação

Com recursos elétricos, o Mercedes Classe C pode causar confusões na versão EQ Boost

Sim e não! De acordo com a legislação brasileira, a partir do momento em que 2% da força de um veículo é derivada de um recurso elétrico, o modelo passa a ser enquadrado como um carro híbrido. Em contraponto, a Mercedes-Benz só considera como veículo híbrido aquele que é capaz de rodar apenas com energia elétrica por alguns momentos.

Como a unidade elétrica funciona apenas como um complemento de potência, a marca optou por não enquadrar o EQ Boost como um carro híbrido. O melhor da história é que o modelo está liberado do rodízio nos municípios em que os híbridos podem rodar livremente, sem restrições.

Isso acabou prejudicando o seu valor comercial, que saltou para R$ 228.900 (já considerando as cláusulas do Rota 2030). A marca continua otimista sobre o seu desempenho em vendas, considerando que o C200 EQ Boost representará 25% do mix de vendas.

O sistema gerador elétrico é acionado antes mesmo do turbocompressor, fazendo com que o sedã atinja altas rotações em poucos segundos. O recarregamento acontece quando o motorista não está acelerando, e pode ser monitorado pelo motorista pelo do mostrador digital. Essa não é a única novidade do Classe C EQ Boost, que também traz motor com cilindro cônico, patenteado pela Mercedes-Benz. A parte inferior do cilindro é maior, diminuindo o arrasto do pistão. Dessa forma, há maior entrega de energia e redução na queima de combustível.

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Sem o complemento do motor elétrico, o conjunto entrega 183 cv de potência e 28,5 kgfm de torque que proporciona a boa aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos. O câmbio é sempre GTronic de nove velocidades que funciona muito bem tanto na cidade quando na estrada. O torque está sempre disponível na faixa útil do motor, assegurando boa entrega de força para acelerar.

Conclusão

Com 435 litros de capacidade no porta-malas, mostra suas propriedades urbanas. Por R$ 228.900, o Mercedes Classe C
na versão EQ Boost é um tanto quanto caro para a sua categoria. Por este valor, ainda compraria o Audi A4 Ambition com motor 2.0, de 252 cv e que vai de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos. Vai depender do quanto você liga para conforto e potência. 

Ficha técnica:
Preço: R$ 228.900
Motor: 1.5, turbo, gasolina
Potência: 183 cv (+ 14 cv com motor elétrico)
Torque: 28,5 kgfm (+ 16,3 kgfm)
Transmissão: automática, nove velocidades
Suspensão: multibraço (dianteira e traseira)
Porta-malas: 435 litros
Tanque: 66 litros
0 a 100 km/h: 7,7 segundos
Vel, Máx: 260 km/h

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BMW F750 GS e F850 GS chegam à linha 2020 com mais equipamentos

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BMW F750 GS e F850 GS arrow-options
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BMW F50 GS e F 850 GS da linha 2020: modelos com apelo aventureiro da marca alemã passam a ter novos aperfeiçoamentos

Lançadas no ano passado, as novas BMW F750 GS e F850 GS montadas em Manaus (AM) recebem novidades para a linha 2020. Todos os modelos ganham novos equipamentos de série, ao mesmo tempo em que a diferença de preço para o kit baixo, que custava R$ 1 mil adicionais na configuração mais em conta, agora não é mais oferecido. Além disso, a 750 passa a oferecer o painel digital em TFT na versão Premium, que antes só existia na 850. A recém-lançada F850 GS Adventure não passou por modificações.

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O modelo de entrada BMW F750 GS , na versão Sport , passa a vir com luz diurna e piscas de LED igual às versões mais caras, além do banco “conforto”, de superfície mais larga. Já a F750 GS Premium agora é equipada com o painel TFT que conta com conectividade (conexão com smartphone), chave presencial (a partida passa a ser por botão) e monitoramento da pressão dos pneus, que possibilita consulta da pressão dos pneus no computador de bordo da moto.

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Na superior F850 GS Premium , que antes tinha o painel TFT apenas no pacote mais caro, agora o item passa a ser de série. Fora isso, o equipamento padrão agora inclui também a chave presencial, monitoramento da pressão dos pneus, cruise control (“piloto automático”), suporte para malas laterais e banco conforto.

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Por fim, a versão “Premium +” adiciona a preparação para GPS (que permite instalar o aparelho BMW Navigator) e o kit baixo de suspensão e bancos, que permite maior controle para condutores de menor estatura. Segundo a BMW , as novidades atendem às demandas de quem busca aliar bom desempenho a um design sofisticado.

Veja os preços das versões a seguir:

F 750 GS Sport – R$ 43.950

F 750 GS Sport Premium e Premium Kit Baixo – R$ 47.950

F 850 GS Premium e Premium Kit Baixo – R$ 51.950

F 850 GS Premium + – R$ 54.950

F 850 GS Adventure Premium e Premium Kit Baixo – R$ 60.950

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