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Advogado é acusado de agressão em delegacia de MT

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G1, Leandro Trindade

Uma policial civil denunciou um advogado por agressão em Guarantã do Norte, (721 km de Cuiabá), após uma discussão entre os dois porque ele queria falar com suas clientes que estavam na delegacia do município. Na ocasião, a policial estava sozinha no plantão noturno, responsável por 12 presos, sendo 6 mulheres.

Segundo ela, o advogado Marcus Augusto Giraldi Macedo, que é presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, queria entrar na delegacia para falar com clientes enquanto ela estava levando as presas ao banheiro.

Conforme vídeo gravado pela policial, em determinado momento da discussão ele bate na mesa e diz à policial para ela o respeite porque ele é advogado. Em outro trecho, ele diz que vai entrar e complementa dizendo “me prenda”.

Procurado pela reportagem, o advogado disse que está amparado pela lei e que a policial o agrediu verbalmente.

“Essa policial já é conhecida por todos os advogados por desrespeitar as prerrogativas do advogado. Cheguei, bati na porta por um tempo, liguei para o telefone do plantão e eu vi que alguém espiou, botou a cabeça para ver quem estava do lado de fora e voltou para dentro. Passou mais uns 10 ou 15 minutos e aí sim a pessoa abriu a porta. Quando ela abriu a primeira pergunta que ela fez foi: o que é que o senhor quer aqui doutor? Eu disse que queria falar com minhas clientes que havia chegado de viagem aquela hora. Ela disse que era uma falta de respeito eu chegar na delegacia aquela hora e começou a me agredir verbalmente”, explicou.

Ainda de acordo com o advogado, Previamente eu já havia ligado para o delegado regional me antevendo que ela poderia causar algum problema em relação ao acesso. Eu falei que ia entrar porque a lei prevê que eu posso fazer isso. Eu estava no exercício da minha profissão. Eu liguei para o delegado regional e perguntei se havia algum problema de eu estar ali e ele disse que não. Nesse momento ela mudou a conversa. Eu tenho a consciência tranquila, se quiserem fazer a representação, estou pronto a responder. Eu só queria que ela compartilhasse o vídeo de forma integral!”, disse ele.

A OAb, por meio de nota, nega a agressão. “A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) esclarece que as informações preliminares apontam que não houve qualquer tipo de agressão à servidora. Em princípio se apurou que houve violação de prerrogativa profissional dos advogados, impedindo o acesso à delegacia para conversa reservada com cliente, tal qual previsto em lei. Tanto assim o é que o delegado regional foi acionado pelo próprio advogado, que é presidente da subseção da OAB, para intervir no caso”.

A Ordem ainda informa que atua tanto na defesa e garantia das prerrogativas, como também na apuração de possível infração ético-profissional.

Edileuza Mesquita, presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Sinpol-MT), classificou a atitude do advogado como “desprezável”.

“Nós sabemos que os advogados têm suas prerrogativas, mas tem que respeitar o agente público que naquele momento estava representando o estado, sem efetivo, custodiando 12 presos naquela unidade, sozinha e no período noturno. Nós comunicamos por várias vezes o Ministério Público de todas as comarcas do estado sobre as deficiências que existem na Polícia Civil de Mato Grosso, em que os investigadores padecem, tirando plantões sozinhos. Nós comunicamos ao secretário de Segurança Pública e ao diretor-geral da Polícia Civil em relação às delegacias estarem custodiando presos e um investigador cuidando de uma quantidade grande de presos”, disse ela.

Conforme Edileuza, a policial deixou a delegacia fechada para levar as presas ao banheiro porque as celas de Guarantã do Norte não têm banheiro.

“Foi o momento que o advogado chegou batendo na porta e gritando com ela quando ela foi atendê-lo. Nós estamos entrando com uma representação junto à OAB contra este advogado, Estamos notificando novamente a Secretaria de Segurança Pública em relação ao desvio de função de uma investigadora de polícia estar custodiando presos e estamos entrando com uma ação civil pública em relação à custódia de presos”.

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Três adultos são presos com seis quilos de maconha em bairro de VG

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

Três adultos foram presos e um adolescente aprendido com seis quilos de entorpecente na tarde desta sexta-feira (10), em uma casa no bairro Terra Nova, em Várzea Grande. As prisões e a apreensão foram feitas por equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) que realizava diligências na região.

Durante rondas pelo bairro, os policiais da DRE avistaram um rapaz em atitude suspeita e ao ser abordado, com ele foram encontradas porções médias de maconha. Com a informação de que havia uma boca de fumo nas proximidades, a equipe policial foi até a casa do adolescente abordado. No momento em que a viatura parou na residência, outro rapaz saía do local e nos fundos do quintal havia mais duas pessoas. Uma delas, ao perceber que era abordagem policial, tentou fugir pulando o muro.

Em busca no terreno da residência, os policiais encontraram parte da droga enterrada no quintal, dois tabletes e meio de substância análoga à maconha. Em um dos quartos da casa foram localizadas mais porções de droga.

Em mais uma revista no quintal da casa, a equipe da DRE localizou dentro de uma máquina de lavar roupas mais três tabletes e meio da droga e outras porções separadas. 

O grupo foi encaminhado para a DRE para ser ouvido. Os três adultos foram autuados pelo delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com aumento de pena por envolver menor de idade nos crimes.

O adolescente vai responder a ato infracional análogo a tráfico de drogas e associação para o tráfico. A ocorrência será encaminhada para a Delegacia Especializada do Adolescente.

Fonte: PJC MT

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